<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789</id><updated>2012-03-01T17:34:52.866-03:00</updated><category term='s'/><title type='text'>Cervical Poética</title><subtitle type='html'>porque a essência fica na cervical</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>203</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-8282977693606958803</id><published>2012-02-26T16:58:00.000-03:00</published><updated>2012-02-26T16:58:23.755-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>a você,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;vou lhe escrever essa carta agora que eu já não me importo mais. Tantas vezes eu queria ter te dito que você é lindo e que é uma excelente companhia até pra fazer nada. Eu quis muito te dizer que me doía o seu jeito de não dizer nada, de aparentemente não sentir nada e da sua incapacidade de elogiar, mas eu fiquei quieta. Eu fiquei quieta todas as vezes porque eu tinha muito medo de parecer essas mulheres malucas que você critica tanto. Eu não sou maluca, mas eu também não sou esse poço de silêncio que aceita com indiferença seu desprezo. Eu senti todos eles, eu até chorei alguns deles. Mas eu aprendi a sofrer calada e se hoje eu te conto isso, é porque não me importa mais. Eu queria tanto ter te contado o porquê te dei aquele chocolate, mas preferi que você achasse que era só mais uma lembrancinha. Melhor assim. Melhor assim porque e não posso entender seu jeito bipolar, de um dia ser a pessoa mais doce do mundo e no outro parecer nem lembrar direito meu nome. Incrível que, até hoje, a única coisa que eu sei que você gosta em mim é meu cabelo e meu strofonoff, e, na verdade, eu sempre quis te dizer que acho uma gracinha a sua cara pós-piadinha-mal-feita. Tudo bem, eu torci pro seu time perder aquele dia que você me trocou pelo jogo, mas no dia seguinte, eu não queria atrapalhar seu trabalho, eu não queria roubar seu tempo. Na realidade, eu só queria te dar&amp;nbsp; um beijo e desejar boa viagem, que a gente não se perdesse tanto da gente em alguns dias tão loucos. Mas tudo bem, é isso aí. Ficam meus votos de boa viagem, porque agora a gente vai passar por aquele processo inevitável de nos tornamos semi-amigos, depois desconhecidos, até eu te esquecer completamente. Então, boa viagem, porque eu não vou saber de mais nada...porque eu não tive nenhuma chance de me apaixonar de vez por você. Porque você nunca deixou. Porque agora, a partir de hoje, eu finjo que não me importo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;com carinho,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Eu, e todas as outras.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-8282977693606958803?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/8282977693606958803/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=8282977693606958803' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/8282977693606958803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/8282977693606958803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2012/02/voce-vou-lhe-escrever-essa-carta-agora.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-3452541798587692630</id><published>2012-02-16T20:59:00.000-02:00</published><updated>2012-02-16T20:59:05.540-02:00</updated><title type='text'>Merda.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já te contaram que merda só fede quando a gente mexe nela? Ignorada, no canto, ela resseca, endurece e a gente chuta longe se precisar, mal sente o cheiro na ponta do sapato novo. Nunca abaixe a guarda, menina. Nem para o sorriso, nem para a palavra de carinho, menos ainda pra shows particulares, completamente incompreensíveis. Quanta coisa a gente aprende e desaprende no terceiro abraço. Quanta coisa a gente finge que esquece. Esquece que as pessoas não precisam de fato se importar para fingir que se importam, e que a gente não precisa se machucar para sentir uma dor insuportável, dessas que nem banho cura. Não abaixar &amp;nbsp;a guarda e ignorar toda merda que lhe envolve, garotinha burra: aprendendo isso, tudo se resolve, e você volta a ter consciência. Do quê? De quem? Você não faz a absoluta ideia, mas qualquer coisa vale mais que uma meia dúzia de riscos poucos sinceros em volta do olho, denunciando que ele sempre soube mais.Ela cansou do jeito que você sorri, do modo como você espera, do jeito passivo de levar a vida. Tudo bem, ela não se importaria mais, não fossem os dedos curiosos que insistem em cutucar a merda que é a matéria que te constrói. Dá para sentir o cheiro de longe...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-3452541798587692630?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/3452541798587692630/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=3452541798587692630' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/3452541798587692630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/3452541798587692630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2012/02/merda.html' title='Merda.'/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-2915897301782860237</id><published>2012-02-14T00:17:00.001-02:00</published><updated>2012-02-14T00:20:35.711-02:00</updated><title type='text'>baunilha</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho baunilha um negócio incrível, 3 gotas e faz toda diferença no bolo, no brigadeiro, na vodka. Poucas coisas são tão eficazes quanto baunilha. Eficazes e sinestésicas. Baunilha fica bem misturada, nunca sozinha. Essa é a característica que eu mais gosto na baunilha, depois da eficácia: o poder de combinar. Mas eu dizia que baunilha é sinestésica: ela encanta, entorpece e às vezes até incomoda de tão bom que é o cheiro, mas quando a gente encosta a boca, o gosto é outro. Eu achava isso de café quando era pequena: um cheiro tão bom, um gosto tão ruim. Aprendi a gostar de café, enfim. E café fica bom com baunilha. Na verdade, ontem eu descobri que a maioria das coisas do mundo ficam boas com baunilha. Menos só baunilha. Até pele, até carinho, até vontade. Achei graça que o cheiro não queria sair da minha mão, parecia brincadeira. Ai, minha nossa senhora do bolo nega maluca, eu não me concentrei o dia inteiro. Fiquei, aqui, pensando e cheirando baunilha...&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;:&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-2915897301782860237?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/2915897301782860237/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=2915897301782860237' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/2915897301782860237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/2915897301782860237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2012/02/baunilha.html' title='baunilha'/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-4218975321035068072</id><published>2012-02-06T18:02:00.004-02:00</published><updated>2012-02-06T18:12:54.445-02:00</updated><title type='text'>Amor ainda</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Pois o nosso final não tem fim, não, só tem amor&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É preciso desapegar, é preciso deixar a vida levar embora o que não me pertence. Eu junto sacolas de bijuterias, roupas velhas e os meus tão estimados sapatos, mas não posso me desapegar de você. Você é como as bonecas que sobrevivem na casa da minha mãe, intactas e limpas, guardadas, mas não por mero capricho ou egoísmo meu, juro que não por isso. Eu deixaria que brincassem com as minhas bonecas, se elas permanecessem ali, sendo minhas. Eu acho que você vai rir com essa comparação, dizer que não é um objeto, menos ainda uma boneca, mas a verdade é outra: aquelas bonecas na casa da minha mãe são uma lembrança. Não do meu passado, nem dos meus aniversários, menos ainda da minha infância. Elas são, apenas e tudo isso: um aviso material daquilo que eu sou, para eu nunca esquecer o porquê de estar nesse mundo. Elas me lembram, no silêncio do meu armário, de que matéria eu sou feita. Elas não me deixam ter saudades de mim. Você é exatamente assim. &amp;nbsp;Eu não poderia me desapegar de você porque eu me esqueceria. Eu não posso me desapegar de você porque, é bem provável, eu já não me lembraria (e me perderia) daquilo que há de melhor dentro de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://0.gvt0.com/vi/ztcmo_Q-EFw/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ztcmo_Q-EFw&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/ztcmo_Q-EFw&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-4218975321035068072?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/4218975321035068072/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=4218975321035068072' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/4218975321035068072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/4218975321035068072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2012/02/e-preciso-desapegar-e-preciso-deixar.html' title='Amor ainda'/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-5367102537592585834</id><published>2012-01-09T17:36:00.000-02:00</published><updated>2012-01-09T17:36:45.964-02:00</updated><title type='text'>Bandeira.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seus olhos pareciam a bandeira da França: o branco da órbita, o vermelho das veias e a borda azul que a lente de contato fazia em torno da írís, tão preta: quase um abismo. Podia ser a bandeira dos estados unidos, também, fosse considerar o inglês malemolente, entoado pelo álcool. Era linda de ver. E tanto tempo ficara admirando seus olhos e rindo da própria viagem de imaginar olhos como bandeiras (quem mais faria isso?) que teve medo de achar que aquele era um olhar apaixonado. Não cabia romance naquela noite, menos ainda naquela semana. Não caberia, simplesmente. Desviou os olhos num segundo, e fingiu desinteresse. Era mestre nisso há anos: sufocar paixões, quanta viessem, quantas fossem necessárias em prol de um objetivo: o de não ser de ninguém. A bandeira nos olhos dela hasteava qualquer coisa entre a embriaguez, o sono e o torpor: tanto cansaço que ela pediria arrego em seu ombro. Que alívio para ele, que lhe deitava um beijo na cabeça e agradecia ao deus que não acreditava por ela ter desviado seus olhos, antes que a bandeira acenasse-lhe um patriotismo e uma devoção que ele não seria capaz de tolerar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-5367102537592585834?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/5367102537592585834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=5367102537592585834' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/5367102537592585834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/5367102537592585834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2012/01/bandeira.html' title='Bandeira.'/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-8222401849849285253</id><published>2011-12-29T01:38:00.001-02:00</published><updated>2011-12-29T01:40:00.442-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;éramos, nós, estreitos nós, enquanto tu és laço frouxo: tira as mãos de mim...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todo laço é um nó, a bem da verdade. Pena que ninguém percebe. &lt;i&gt;Laço ou nó &lt;/i&gt;ela me pergunta quando peço para amarrar o meu biquíni. Laço, eu preferia sempre, é a estética do facilmente resolvível que me comove. Tem coisa melhor que ter um problema cuja solução pisca ao horizonte?Porque soltar o biquíni sempre&amp;nbsp;soa como solução. No fundo, eu gosto muito da dor quando eu sei que ela vai passar em breve. Mas a certeza é sempre altamente falsa, afinal, como eu sou boba, se o laço em sua essência é nó, pode facilmente se desprender e voltar as tão aclamadas origens de nó, basta que eu escolha o lado errado pra puxar. E adivinha? eu sempre puxo. E depois, só com a boca o problema se resolve. Cravados os dentes, eu consigo me soltar. Cravados os dentes e as unhas, se o nó for de marinheiro, eu ainda consigo me soltar. Pena que eu não quero. Em algumas amarras eu prefiro me prender, e faço de conta que o lacinho de cetim que me prende é uma algema sem chave. Assim eu espero a dor, que passará em breve (não antes de percorrer meu corpo inteiro) e desenhará um laço na minha boca, que eu chamo de sorriso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;põe as mãos em mim...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-8222401849849285253?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/8222401849849285253/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=8222401849849285253' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/8222401849849285253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/8222401849849285253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2011/12/eramos-nos-estreitos-no-enquanto-tu-es.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-2133038279295497201</id><published>2011-12-28T00:56:00.002-02:00</published><updated>2011-12-28T01:00:51.306-02:00</updated><title type='text'>e livrai-nos do Djavan, amém.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não que eu tenha algo contra o senhor Djavan, acho os dreads dele uma graça, na verdade. O que me cansa, a ponto de me dar gastura, é o aspecto Djavan que os lugares, as pessoas e até as comidas adquirem. Explico: todo barzinho que toca Djavan - e vocês sabem que são maioria - o negócio parece que vai impregnar. Olhe para o lado, o casal que pediu uma porção de batatas fritas (chopp pra ele, caipisakê de kiwi pra ela) não se olha, não se deseja, na verdade, eles nem queriam estar ali, mas assim, com o Djavan tocando ao fundo, suportam melhor a companhia um do outro. &lt;i&gt;Eu levo a sério, mas você disfarça &lt;/i&gt;ela canta enquanto balança os ombros e olha pro namorado da moça ao lado e diz: "precisa beijar desse jeito em público?", mas queria, ai como ela queria, que a mão do moço alheio (e desejar isso é pecado) tivesse na coxa dela. Se você se esticar um pouco o corpo para aliviar o peso da borda recheada de cheddar que acabou de comer vai notar que o tio mala da grande família reunida na mesma à esquerda já abriu o botão da calça e canta, como se fosse um poema concreto, aquele velho refrão sem sentido&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Pai e Mãe&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Ouro de mina.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Coração, desejo, sina.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele não percebe que não faz o mínimo sentido o que ele acabou de cantar. Ele percebe menos ainda que a cueca esfolada fica ridícula exibida assim, por entre uma camisa velha e um botão escancarado.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se nessa altura do campeonato você tivesse perdido a fome, ela voltaria com o cheiro de alho queimado que a porção de contra-filé da mesa pediu: confraternização da empresa, o típico momento Djavan. O chefe, bom homem, já espiou doze vezes o decote da secretária enquanto mandava por sms pra namoradinha adolescente do mackenzie que &lt;i&gt;amar é um deserto e seus temores&lt;/i&gt;. No fundo, esse velho e tão pouco sábio homem não percebeu que ela &lt;i&gt;insiste em zero a zero &lt;/i&gt;enquanto ele ainda espera o &lt;i&gt;um a um&lt;/i&gt;.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cada um, cada um, &lt;i&gt;sei lá o que te dá que não quer meu calor&lt;/i&gt;. Essa é minha parte predileta, que o colega mala vai fazer bullying com a sócia baranga e cantar sorrindo para o peguete dela:&amp;nbsp;&lt;i&gt;São Jorge por favor me empresta o dragão. &lt;/i&gt;Ela ri, e pra mostrar que é uma baranguinha nerd e descolada, clama aos quatro ventos "gente, essa parte não faz sentido, braille é uma língua não tem japonês em braille". Boa, baranguinha descolada, a gente sabe que é muito mais legal saber língua que ter peito, pena que só a gente sabe. Djavan é mais morno que chuveiro no 3, mais sem graça que a top model magrela na passarela da pior música do zeca baleiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Levante-se, pessoa cansada de Djavan. Levante-se e pague a conta, e eu vou te perdoar se por um acaso seus pés marcarem o compasso da música. Acontece, são os sinais, e a pizza &lt;i&gt;que te confundem da cabeça aos pés, mas por dentro eu te devoro. &lt;/i&gt;&amp;nbsp;Devora quem, Seu Djavan? Gente morna assim não devora, no máximo degusta. E que gente chata é essa que petisca ao invés de comer com vontade, né? Tudo bem, vou parar de reclamar dos seus versos sem sentido, principalmente daquele que diz &lt;i&gt;teu olhar não me diz exato quem tu és&lt;/i&gt;&amp;nbsp;porque diz sim, e mais que o meu olhar, ah, seu Djavan, meu gosto musical diz muita coisa...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-2133038279295497201?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/2133038279295497201/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=2133038279295497201' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/2133038279295497201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/2133038279295497201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2011/12/e-livrai-nos-do-djavan-amem.html' title='e livrai-nos do Djavan, amém.'/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-1226448320162194698</id><published>2011-12-09T19:31:00.001-02:00</published><updated>2011-12-09T19:32:37.381-02:00</updated><title type='text'>re-e-dito</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aquela ali sentada sou eu. Dobro as pernas daquele jeito porque me parece confortável, mas as mãos inquietas são a denúncia clara de que eu não estou confortável. Vocês podem claramente perceber que eu estou ansiosa, espero alguma coisa e não suporto essa espera, até porque, como vocês podem ver, o chão no qual estou sentada está bem sujo e me incomoda bastante sujar meu vestido novo, aquele que eu coloquei para dizer que, na verdade, eu não espero mais nada. Eu vou mudar a história, então. Vou embora depois do banho, porque eu faço questão que o cheiro do perfume faça escala entre nós, e arranje morada no nariz dele. É só pra torturar, mesmo, um pouco de vingança na narrativa cor-de-rosa. Ali, sentada, eu me pergunto se não estou sendo sempre injusta, mas a perfeição dele é que dizima com a minha compaixão. Como vocês podem ver, eu ainda seguro nas mãos um livro novo que conta uma nova história, sobre novos lugares. A nova história, entretanto, tem antigos personagens e eu não duvidaria se dissessem que eu apareço ali, só como tradutora de um enredo já contado. Que pena que eu tenho de mim. Minha edição especial trouxe em letras garrafais outro sobrenome, que vai fazê-lo de personagem. Eu me contento, eu juro, em traduzir, se ele quiser eu digo simultaneametnte as palavras da verdadeira autora e repito quantas vezes lhe aprouver. Se ela vai comandar a história, eu prefiro brincar de fábula, e virar uma coruja escondida em algum enredo de sabedoria. Amor não, literatura. Amor não: literatura! Eu só não posso chegar até o final, minha edição é limitada, e meu tempo é curto demais...Vou voltar para um poema concreto, agora.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-1226448320162194698?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/1226448320162194698/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=1226448320162194698' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/1226448320162194698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/1226448320162194698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2011/12/aquela-ali-sentada-sou-eu.html' title='re-e-dito'/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-9124191159239454209</id><published>2011-11-30T17:11:00.003-02:00</published><updated>2011-11-30T17:15:00.069-02:00</updated><title type='text'>pimenta</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lia, ainda há pouco, com o livro em seu colo enquanto comia um croissant bem duro, quase amanhecido, mas que cabia bem na fome do momento. O sabor que não existia era preenchido pelo molho de pimenta aguado que ela distribuia generosamente sobre o (não) recheio daquele croissant; sabia que ia dar errado e não estranhou quando num descuido de equilibrio (e descuidado havia sido deus que a criara meio torta) pingou uma gota de pimenta no seu livro, tão novinho. Seu primeiro impulso foi passar o dedo por cima, mas deteve-se antes de tocar a folha: espalhar a pimenta seria, então, a solução mais inteligente? Largou o croissant e elevou o livro até altura do nariz.Cheirou a pimenta. Que cheiro bom tem molho de pimenta misturado com literatura. Pensou em lamber o livro, mas tinha gente demais em volta e ninguém ia entender, ou iam e aí podia ser bem pior. Não lambeu, e começou a perceber que o circulo vermelho ia ficando com uma consistência cada vez menos líquida, e que a cor, antes de um vermelho vivo, ia tomando tons de alaranjado, que combinava com o pôr-do-sol tímido que começava a dar as caras. Se fechasse o livro, teria uma belíssima imagem, tipo aquelas borboletas que fazia com um monte de tinta na folha de sulfite dobrada em dois. Tinha perdido tanto tempo e tanta distração que a hora de ir já gritava por ela e a fome se escondera no meio daquelas páginas todas. Como num ato de coragem, passou o dedo sobre a pimenta, tentando espalhar o mínimo possível e antes que a rapidez do olhar de alguém lhe alcançasse, enfiou o dedo da boca. Que delícia que era pimenta com palavra, gostava tanto das duas e nunca tinha pensado na mistura. Passado o gosto, resolveu olhar o caminho que o desenho de pimenta fizera na página; poderia significar um milhão de coisas, ainda mais para alguém que se entrete tanto com apenas uma gota de pimenta, mas não. Acabou só&amp;nbsp; significando uma mancha amarelada (e de amarelo ela não gostava) indicando que algum dedo (e depois, confessa, uma língua) havia passado por ali...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-9124191159239454209?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/9124191159239454209/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=9124191159239454209' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/9124191159239454209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/9124191159239454209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2011/11/lia-ainda-ha-pouco-com-o-livro-em-seu.html' title='pimenta'/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-8491694265049851357</id><published>2011-11-23T22:44:00.000-02:00</published><updated>2011-11-23T22:44:36.746-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dezessete noites - ela contou - há exatas dezessete noites não se emociona mais, nem desmancha a boca em sorriso quando ouve aquela combinação de notas que anunciavam suas iniciais. Há dezessete noites divide sua cama com outros sonhos, que não os seus; outros desejos, não os dela. Há dezessete noites prefere não acordar com um sorriso, nem dormir misturando aquele tanto de lágrima com mais um tanto de desespero. Há dezessete noites conta os dias que parou de contar e acha muito mais gentil e tranquilo o coração vazio, até um pouco empoeirado desde que você foi embora. Resolveu, há dezessete dias e dezessete noites, que não lhe escreveria. Você ri porque sabe que essa decisão não foi levada a cabo (e nunca poderia ser), mas no fundo, naquele fundo perdido e surrado, você também sabe que as palavras ficaram vazias - e só assim poderiam ser - as palavras acabam inevitavelmente escritas, mas vazias, porque você não a emociona mais.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-8491694265049851357?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/8491694265049851357/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=8491694265049851357' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/8491694265049851357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/8491694265049851357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2011/11/dezessete-noites-ela-contou-ha-exatas.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-5876361304562734714</id><published>2011-11-06T13:08:00.000-02:00</published><updated>2011-11-06T13:08:57.909-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;tava ali deitada vendo um programa de super-heróis. A musiquinha do Batman sempre a arrepiou inteira e se pudesse materializar&amp;nbsp;alguém&amp;nbsp;&amp;nbsp;(perdoa ela, Shiryu?)&amp;nbsp;seria ele, definitivamente. Depois da citação do Brecht, da questão psicológica e de toda discussão acerca da aura do herói, a única coisa que podia pensar é que o seu herói predileto não a salvaria de nada, pelo contrário. Acho que ela gosta mesmo é do herói atormentado e politicamente incorreto que o Batman sempre foi, pra terminar de foder com com qualquer sobra de sanidade que ainda tivesse. Ela fica tentando, de um jeito quase ridículo de tão sistemático, entender como é possível &amp;nbsp;pensar tanto em coisas improváveis e ter prazer com seu próprio desespero. Ainda que odiasse ser ansiosa, alimentava a ansiedade como quem engorda um animal para o abate: quando chegasse a hora, lembraria das facas dele e cortaria pedaço por pedaço essa ansiedade e que ela sangrasse o desejo e cozinhasse em fogo brando até o momento em que fosse recolhido em um prato e servido, ainda fervendo, pra si própria. Sacode a cabeça tentando lembrar em que momento esqueceu do Batman e pensou em facas, já que essas nunca foram as suas armas prediletas. Lembrou de imediato o que ligava os dois fatos, pensou nas mãos, no perdido beijo no colo e dormiu, com um sorriso (joker as can be) no rosto.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-NqkHl7LVjTY/Trai394OV3I/AAAAAAAADYw/9tGPGM2hMHg/s1600/batman-arkham-city-black.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-NqkHl7LVjTY/Trai394OV3I/AAAAAAAADYw/9tGPGM2hMHg/s320/batman-arkham-city-black.jpg" width="261" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-5876361304562734714?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/5876361304562734714/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=5876361304562734714' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/5876361304562734714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/5876361304562734714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2011/11/tava-ali-deitada-vendo-um-programa-de.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-NqkHl7LVjTY/Trai394OV3I/AAAAAAAADYw/9tGPGM2hMHg/s72-c/batman-arkham-city-black.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-1989644627885607817</id><published>2011-11-03T00:19:00.000-02:00</published><updated>2011-11-03T00:19:03.439-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho graça quando você me acha especial. Garota classe média, né, tão diferente e tão igual a maioria. Você gosta das minhas tatuagens, mas não nega que aquela, ali no ombro, sempre fica um pouco clichê. Pior só uma frase em Latim. Tão típico da garota de humanas de universidade pública, né. Essa que protesta contra a PM na usp e gasta metade do salário lá na Arezzo (justo a Arezzo, caralho!). Você acha muito firmeza que eu bebo bem mais que você, mas no fundo seu sonho era que eu pedisse uma "Sakerita de morango, bem levinha, tá?" enquanto você, e não eu, se acabaria no chopp. Você diz que não curte mulher magrela e que eu fico linda com as minhas curvas, mas ah, uns 5 kg a menos me deixariam ideal, não é não? Ontem você disse que adora meu batom vermelho, que me deixa sexy e imponente, mas eu me lembro de te ouvir dizer que aquela rosa claro combina mais com a minha pele. Com a minha pele ou com a sua moral? Eu não lembro. Eu mesma às vezes não tenho certeza. Quantas vezes você suspirou pelo meu cabelo cacheado e quantas outras vezes &amp;nbsp;você não quis me contar, mas poxa, uma chapinha me caia tão bem! No fundo você sabe que quando eu vou toda animada e fitness pra academia eu, na verdade, trocaria cada minuto naquela esteira por uma cirurgia que diminuisse a minha bunda. E aquele sorriso fazendo bíceps é só brincadeira, ou devaneio. Tava pensando na janta que eu faria: puxa, como te agrada esse meu lado retrô, cozinheira e boa moça, a professorinha de português. Especialmente quando eu uso o avental com meu vestido curto e você não consegue diferenciar o que, de fato, tapa as minhas pernas, que - a gente sempre soube - você preferia que fossem menos à mostra. Tem dias que você prefere meu lado garota bem sucedida, a estudante de crítica literária, aquela ali, com um blog muito interessante sobre sexualidade. Que você não vai divulgar pros seus amigos, afinal, você não quer ver minha foto de lingerie passeando por ai, oras! Tô cansada de você, bom senso. E de você, decência... Agora eu escuto a música do Chico, droga, por mais que eu discuta as políticas, sempre foram as românticas que me puxaram quase pra dentro da voz rouca dele. Voz rouca, você sabe que eu me desfaria dos meus livros prediletos pra ter uma voz menos rouca, mais aveludada... Mas eu não ia poder dizer que tenho voz tele-sexo, e perderia as piadas de travesti. Você ri da minha cara porque eu me divido entre esse jeito muito prático de mandar as coisas acontecerem e aquele quase infantil de levantar os olhos e pedir, quase implorando, pra você apagar luz. É que às vezes, sabe, eu não quero ver, que no fundo, bem no fundo, eu sou exatamente aquilo que eu planejava ser.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-1989644627885607817?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/1989644627885607817/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=1989644627885607817' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/1989644627885607817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/1989644627885607817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2011/11/acho-graca-quando-voce-me-acha-especial.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-5778785144437097716</id><published>2011-10-26T22:49:00.003-02:00</published><updated>2011-10-26T22:50:15.827-02:00</updated><title type='text'>sapo</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: 'trebuchet ms', verdana, arial, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="deleteBody"&gt;&lt;div class="postBody"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembro que aos 13 anos tinha certeza que o homem da minha vida seria aquele que soubesse com extrema precisão a resposta perfeita para a pergunta que explicaria o mundo: você prefere nescau ou toddy? Se com segurança ele me respondesse "pronto, nescauzinho! Se for quente, nescau também. Se for frio, aí toddy. Jamais Muky ou Chocolate do Padre!" eu saberia, então, que estava diante do pai dos meus filhos e do homem que saberia que o meu nescau não pode ficar mais de 1 minuto no microondas - sempre sem açúcar. A vida me ensinaria, a trancos e barrancos, que um homem ideal pode ter intolerância a lactose, e que, às vezes, o nescau facilmente se transforma em flatulência. Ok, idealismo, você fica para lá. Aos 15, meu príncipe não viria em um cavalo branco, mas na sua harley edição comemorativa, vestindo um colete dos ABUTRES enquanto ecoaria ao vento&amp;nbsp;&lt;i&gt;Born To Be Wild&lt;/i&gt;, no mesmo momento, a minha saia de pregas xadrez e meu coturno caminhariam firmes em sua direção. Os ABUTRES, no entanto, restringiam seus integrantes a pessoas pelo menos com o triplo da minha idade e que não ficavam tão bem assim de roupa de couro, dada a saliência frontal. - típica da idade e impossível de esconder. Desisti de encontrar o homem perfeito até entrar na faculdade:&amp;nbsp;aos 17 anos, tinha certeza que o homem da minha vida viria com os cabelos e barbas longas falar de marxismo pra mim; aos 18, preferia um neomarxista e especialista em Teoria Crítica, que olharia minha tatuagem e: "PUXA! ADORNO, KANT, HORÁCIO". Seríamos feitos um para o outro. Dispensei os cabelos longos e tudo bem se ele não soubesse a entonação certa de&amp;nbsp;&lt;i&gt;sapere&amp;nbsp;&lt;/i&gt;em Latim: a melhor amiga daria conta do recado. Aos 19, queria um italiano que fosse judeu, não encontrei nenhum por aí, mas me contentava com os só italianos e só judeus. Que nunca eram suficientes, pois sempre faltava algo (especialmente no caso dos judeus). Quando completei 20 anos, desisti de encontrar o homem perfeito, porque acabei trombando por um quase perfeito, quase sem querer, e quase sem trombar. Tinha inúmeros defeitos, não tinha tanto cabelo (da barba jamais abri mão!) e uma bicicleta ao invés de harley. Mas de algum jeito tudo dava certo. Até quando não deu mais. Engraçado que nesse dia ele ficou menos quase e mais perfeito. E, hoje, &amp;nbsp;aos 22 anos e alguns meses, descobri que ainda bem que não existe homem perfeito, senão eu perderia metade das piadas, dois blogs e muita conversa na porta da cozinha. Perderia a risada conjunta, &amp;nbsp; e aquela graça infinita que é simplesmente não se apaixonar por ninguém e gostar de todo mundo, ao mesmo tempo e bem imperfeitamente.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;form action="http://www.blogger.com/post-delete.do" id="deletePost" method="POST" name="deletePost" style="border-top-color: rgb(204, 204, 204); border-top-style: solid; border-top-width: 1px; margin-top: 0px; padding-top: 1em;"&gt;&lt;div class="cssButtonSize-small cssButtonSide-left" dir="ltr" style="display: inline; float: left; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 5px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div class="cssButtonColor-orange" style="float: left;"&gt;&lt;a class="cssButton" href="http://www.blogger.com/post-delete.g?blogID=2198313780214962397&amp;amp;postID=4561486281388271852" id="submitBtn" style="cursor: pointer; display: block; float: left; font-family: 'Lucida Grande', 'Lucida Sans Unicode', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small; font-weight: bold; line-height: 1.2em; padding-bottom: 0px; padding-left: 1px; padding-right: 1px; padding-top: 0px; position: relative; text-decoration: none; text-transform: uppercase;" target=""&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="cssButtonOuter" style="border-bottom-color: rgb(153, 51, 0); border-bottom-style: solid; border-bottom-width: 2px; border-left-color: rgb(153, 51, 0); border-left-style: solid; border-left-width: 0px; border-right-color: rgb(153, 51, 0); border-right-style: solid; border-right-width: 0px; border-top-color: rgb(153, 51, 0); border-top-style: solid; border-top-width: 2px; float: left; position: relative;"&gt;&lt;div class="cssButtonMiddle" style="border-bottom-color: rgb(153, 51, 0); border-bottom-style: solid; border-bottom-width: 2px; border-left-color: rgb(153, 51, 0); border-left-style: solid; border-left-width: 2px; border-right-color: rgb(153, 51, 0); border-right-style: solid; border-right-width: 2px; border-top-color: rgb(153, 51, 0); border-top-style: solid; border-top-width: 2px; float: left; margin-bottom: -1px; margin-left: -1px; margin-right: -1px; margin-top: -1px; position: relative;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/form&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-5778785144437097716?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/5778785144437097716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=5778785144437097716' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/5778785144437097716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/5778785144437097716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2011/10/sapo.html' title='sapo'/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-4682286714344276550</id><published>2011-10-17T01:22:00.000-02:00</published><updated>2011-10-17T01:22:55.145-02:00</updated><title type='text'>tantas outras coisas.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Olho, ainda enquanto trabalho, para a nossa foto ali no quadro. Eu poderia pensar em tantas outras coisas, umas tristes, outras não; mas só uma me vem à cabeça ainda: eu sei o que é um homem de verdade. Hoje, não quero saber porque não estamos mais juntos, nem quero sofrer por esse tipo de detalhe que a vida insiste em criar, a felicidade dessa noite é notar o quanto eu soube o que é ser bem tratada. Talvez por isso seja tão difícil olhar para as pessoas e achar gentileza nelas. Sou dessa massa de pessoas que ainda não começou a economizar sorrisos, nem convites. Eu ainda quero a companhia do mundo e se essa companhia vir sorrindo, ótimo. É triste ver que as pessoas não merecem o nosso convite: nem para tomar uma cerveja, nem para entrar na nossa vida (convite esse que já vem embutido lá, naquele sorriso, que eu acho avareza demais economizar).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas que mundo mais desconfiado que tem medo do sorriso, do abraço e do convite. Ainda hoje fico abismada com o medo que o compromisso causa nas pessoas, essas mesmas pessoas que mal percebem o quanto são compromissadas com a própria insegurança, com o próprio medo de assumirem que não são, de fato, aquilo que a pessoa que lhes convida imagina (ou quer imaginar, que de sonho e ilusão é que são feitas a maioria das relações).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esqueço por um instante do homem de verdade e olho para o lado, olho para as mulheres que, de uma maneira ou de outra, fazem parte da minha vida. Quanta mulher incrível eu conheço e quanta dor elas carregam. Acho que só uma mulher é mesmo capaz de sofrer tanto assim, por nada. Não que sejamos bobas (mas somos um pouco), mas porque é de nossa natureza esperar. Nosso lado penélope fia e espera amor, fia e espera saudade, fia e espera respeito, vai ver porque a gente sempre tem, ainda que torto e mal feito, um lado muito delicado, quase botânico: e vencidos os espinhos, a gente quebra fácil. Mas com água e um pouco de luz, a gente sempre reanima e se porta forte, cheirosa, receptiva.&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; line-height: 14px;"&gt;Queria pegar essas dores e transformar tudo em óculos mágico que mostrasse, na realidade, o muito pouco que elas perdem...&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quanta dor eu ainda vejo por detalhes tão pequenos, por pessoas tão ruins, por gente que ainda não aprendeu a relação lógica entre gentileza e humanidade. Todo mundo deveria saber como é ser bem tratado, e, mesmo que entre grosserias e maldades, eu vou levantar sempre a bandeira do mimo e do carinho. Não que eu queira de troco o compromisso, mas eu vou esperar sentada a gentileza, em cada relação que eu criar. Vou oferecer mais um gole, vou chamar para mais uma cerveja, vou dizer, aos quatro ventos, o quanto eu quero que essas mulheres se libertem dessa dor e que não economizem batons nas golas do carinho, nem perfume no colo do respeito, e que venham, despudoradas, chorarem ao ombro daquela pessoa que não precisa mais mentir para parecer sincera. E sabe o que mais que eu ia dizer? Que a nossa foto, assim sorrindo, ainda é linda.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-4682286714344276550?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/4682286714344276550/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=4682286714344276550' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/4682286714344276550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/4682286714344276550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2011/10/tantas-outras-coisas.html' title='tantas outras coisas.'/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-9044413731420394790</id><published>2011-10-12T21:19:00.001-03:00</published><updated>2011-10-12T21:20:24.360-03:00</updated><title type='text'>sapato novo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Olhava para o sapato novo buscando um bom motivo, naquele sapato que ainda machucava seus dedos, para estar assim triste, assim feia. Estava convencida que beleza era questão de estado de espírito, e sabia que as suas olheiras denunciariam se a noite tinha sido molhada por álcool ou por lágrimas. &amp;nbsp;Forçava sorrir, mas nem sempre saia aquele sorriso cheio de dentes. O sorriso meio forçado podia ser facilmente confundido com uma radiografia para o dentista, que criticaria sua mordida. Ela nem ligava, os dentes sempre fizeram bem a sua função e não deixaram qualquer pedaço de carne inteiro, ou pescoço abandonado. Que pena, não era a tristeza que lhe perturbava - se fosse, a certeza de morrer de dor e de amores tiraria do peito o desespero do marasmo. Era um pouco de apatia, de coração vazio. Há muito tempo não se acostumara a sentir o nada. E que coisa sem graça é sentir coisa alguma. Tinha sono, que droga. Deu-lhe saudade da insônia, da dificuldade de dividir seu espaço, da ansiedade do dia seguinte. Não ia acontecer nada no dia seguinte, tudo bem. Tinha bons livros, tinha bons amigos, tinha a sua cerveja. Em algum momento isso tudo junto voltaria a ser furor - que não demorasse, há muito tinha aprendido que sem nós, nenhum eu se diverte.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-9044413731420394790?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/9044413731420394790/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=9044413731420394790' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/9044413731420394790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/9044413731420394790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2011/10/olhava-para-o-sapato-novo-buscando-um.html' title='sapato novo'/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-1318106631435868885</id><published>2011-10-01T19:53:00.001-03:00</published><updated>2011-10-01T19:54:25.736-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fecho três vezes os olhos como em um ritual quando quero desviar o pensamento de alguma coisa. As letras horríveis nas folhas marcadas de vermelho me confundem, e o risco que às vezes sai do controle na lateral daquela folha me lembra o seu braço, quase sangrando. Que sorte a dessas pessoas que conseguem manter-se alheias aos prazeres efêmeros. Eu não. Meu sorriso ainda se sustenta por horas depois daqueles dois segundos que sintetizam quase a vida inteira: comer com os olhos sempre foi meu prato predileto. Sinto uma fome quase insuportável, mas fico em dúvida constante de que parte do meu corpo ela vem. A salivação é a mesma. E do mesmo jeito eu tremo, eu me contorço e faço da minha boca caminho direto. Eu sacudo a cabeça, aperto as minhas próprias pernas, respiro fundo. &amp;nbsp;Fecho três vezes os olhos. Não leva mais do que alguns segundos para eu retomar a concentração, empunhar com força a caneta vermelha e continuar rabiscando, pontuando e exigindo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-1318106631435868885?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/1318106631435868885/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=1318106631435868885' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/1318106631435868885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/1318106631435868885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2011/10/fecho-tres-vezes-os-olhos-como-em-um.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-3242229561083476981</id><published>2011-09-21T23:17:00.000-03:00</published><updated>2011-09-21T23:17:20.445-03:00</updated><title type='text'>normativa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é porque você desvia o olhar no meio da minha explicação e sabe o quanto isso me desconcentra. Antes fosse. Lido bem com improvisações, você sabe. Nunca precisei de texto decorado para saber o que dizer. E eu sempre acerto, né? Nesses casos, quando peco, é inevitavelmente pelo excesso: minha matéria é verborrágica e eu gravo o seu sorriso de prazer quando percebe que eu me dei conta que tô repetindo o mesmo exemplo, a mesma frase. Você é linda, dessas de beleza angelical, quase desenhada: o que eu fico pensando é que engenheiro maldoso e genial construiu essa ruga expressiva (mesmo você sendo tão jovem) que dosa um pouco de gravidade no seu rosto de pura porcelana. Ainda que os seus olhos azuis sejam hábeis o suficiente para percorrerem o meu corpo no tempo de uma conjugação verbal, são as suas mãos que me tiram do sério: não que elas me toquem, não que eu as use como se fossem minhas, mas exclusivamente por elas desenharem no ar, enquanto você faz alguma pergunta, uma espécie de código morse: todos os caminhos me levam pra você. Ok, eu respiro fundo mais uma vez e me convenço de que é tudo ilusão, um pouco mais de literatura nessa minha vida feita em longos e impossíveis parágrafos, mas a verdade é que você, justo você que tinha tudo para ser mais um adjunto, é o sujeito, por quem agora eu suspiro.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-3242229561083476981?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/3242229561083476981/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=3242229561083476981' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/3242229561083476981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/3242229561083476981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2011/09/normativa.html' title='normativa'/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-5996797007296024803</id><published>2011-09-11T22:58:00.002-03:00</published><updated>2011-09-11T22:59:33.496-03:00</updated><title type='text'>A reflexão interiorana.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje eu pensei naquela estrada tão repetitiva, mas que coisa, né... Nosso amor foi como uma plantação de cana. Veio, devastou tudo que tinha e se fez presente. E igualzinho plantação de cana, uma hora tudo acabou, e o amor virou um pouco de açúcar e muito álcool. E tal qual plantador, eu deveria queimar o resto, para permitir que uma nova plantação começasse. Acontece que eu não gosto da fumaça...&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-dcsCX8Hp17A/Tm1nG5jlpaI/AAAAAAAADFk/GkcDjNr_VE0/s1600/cana.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-dcsCX8Hp17A/Tm1nG5jlpaI/AAAAAAAADFk/GkcDjNr_VE0/s320/cana.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Meu coração deu dois pulos de alegria com essa piada, e eu ri sozinha, fazendo carinho no vidro da janela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-5996797007296024803?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/5996797007296024803/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=5996797007296024803' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/5996797007296024803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/5996797007296024803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2011/09/reflexao-interiorana.html' title='A reflexão interiorana.'/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-dcsCX8Hp17A/Tm1nG5jlpaI/AAAAAAAADFk/GkcDjNr_VE0/s72-c/cana.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-8471759503634471368</id><published>2011-08-29T22:14:00.000-03:00</published><updated>2011-08-29T22:14:48.765-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Ainda bem que eu nunca cheirei", pensou ela enquanto acendia um cigarro, comia um doce e ouvia a mesma música nova do chico. &lt;i&gt;Ainda bem que eu nunca cheirei.&lt;/i&gt; Sabia ser dessas pessoas compulsivas e fora o regime e a asma, viveria bem com todos os seus vícios. Com quase todos, aquela dor lhe lembrava. Que delícia que ele era. Que ele foi. É, professora, que dificuldade em conjugar verbos quando se trata muito mais de tato que de papo. &lt;i&gt;Ainda bem que eu nunca cheirei. &lt;/i&gt;Morreu de rir de si mesma lembrando que o cheiro dele tinha um que de droga, como tudo naquele menino. Foram anos demais de vício, e o &lt;i&gt;rehab &lt;/i&gt;agora era difícil: tentou por doses homeopáticas, mas sempre foi dessa espécie de gente com quem o meio termo não funciona. Ou tudo, ou nada, e sempre acaba com nada, maldizendo essa mania estúpida de preferir aguentar a dor até o fim ao invés de amaciá-la. Enquanto tivesse álcool, amigos, &lt;i&gt;Eu sei que vou te amar &lt;/i&gt;e aquela música do Led Zeppellin, ia preferir a dor que, em algum momento, viraria saudade. Não se morre de saudade, mas os vícios corrompem. No manual antidrogas do colégio, ela aprendeu que a maconha levaria ao crack, que era morte certa. Não era verdade, tudo bem, mas talvez funcionasse com outros vícios. Ela lembrou de você, sabe como é: os olhos, a boca, a barriga. Achava graça no próprio choro quando lembrava &amp;nbsp;do seu corpo. Ok, manual antidrogas, você venceu: a mão dele levou à boca, que levou às pernas, à virilha: tudo em combo, quase pior que ópio. Em abstinência, ela tremia, suava, chorava baixo e mordia o lábio. Saciada de você, ela fazia exatamente o mesmo! Você não vai esquecer do jeito meio convulsionado que ela sempre tirou sua roupa, sempre com pressa, sempre com sede. A certeza de que disso você não vai esquecer ainda a consola, enquanto ela enche o seu copo e o dela, para beber os dois.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-8471759503634471368?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/8471759503634471368/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=8471759503634471368' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/8471759503634471368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/8471759503634471368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2011/08/ainda-bem-que-eu-nunca-cheirei-pensou.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-5081461231584049425</id><published>2011-08-22T01:25:00.001-03:00</published><updated>2011-08-22T01:27:15.737-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A gente não distingue tristeza de dor quando o choro não sai, fica que nem faca machucando aquela região entre os olhos. Mas as lágrimas não vem. Vem o soluço, a tremedeira, a taquicardia, porém nada de lágrimas. Que porra, às vezes eu queria gozar lágrimas, sabe. Quem sabe assim seria mais fácil provocá-las e jorrá-las, quem sabe assim doía menos guardá-las nessa região maldita entre os olhos, logo abaixo do meu cérebro cansado e acima dos meus olhos secos. Eu tô fodida com o mundo, ofendida com a cara de pau. Vem cá, minha gente filha de uma puta, venham todos e justifiquem essa vontade imensa de transformar em palavrão as lágrimas que vocês levaram de mim. Meu choro vai que nem cachorrinho ao lado dessa sua vagabundice. Não, eu não choro mais diante de tanta sujeira. Conforme sua dignidade se esvai, minha emoção mingua, e quando eu me tornar um nada cansado dessa sujeira toda eu vou virar pó, desses que fazem espirrar e catarrar os alérgicos. Quando essa merda de mundo acabar comigo e com a minha paciência, ai que bom que vai ser meu deus, porque eu vou ser pó, seco, totalmente sem lágrima. Mas igualmente sem dor nessa região tão importante pra mim: no meio do olho, como dói, justo donde ele às vezes me beijava. Então, gente ruim, quando eu virar pó - meu último pedido - vê se me varre, que eu não quero ser mais uma sujeira nessa sala emporcalhada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-5081461231584049425?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/5081461231584049425/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=5081461231584049425' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/5081461231584049425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/5081461231584049425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2011/08/gente-nao-distingue-tristeza-de-dor.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-2058501642376042083</id><published>2011-08-08T23:40:00.000-03:00</published><updated>2011-08-08T23:40:39.541-03:00</updated><title type='text'>Portuguesa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Odeio pizza sabor portuguesa, acho que não combina botar ovo e presunto em pizza. Nunca pedimos pizza de portuguesa - mesmo sendo o seu sabor predileto - porque eu odiava. Desde que você foi pra longe (não de mim, mas de nós como um só) não vejo mais graça em pedir comidas. Mesmo que tenha sido eu quem escolhi todos os sabores de tudo que comemos, eu tinha você pra legitimar minha escolha com um sorriso e um "tanto faz pra mim". E tanto fazia, mesmo, eu sei. Mas talvez se alguma vez você tivesse sido menos &lt;i&gt;tanto faz&lt;/i&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje comi pizza de portuguesa, fui coagida por uma mesa inteira. É claro que eu podia ter comido só os pedaços que me cabiam da outra metade do sabor que eu mesma escolhera, mas eu quis comer pizza sabor portuguesa. Por quê? Porque não é tanto faz pra mim, nunca foi. Não, a pizza não tava gostosa e a ervilha tinha gosto de saudade, mas eu comi e por um segundo era como se eu estivesse comendo o que ainda tem de você em mim. Engoli com cerveja, para ver se descia mais fácil.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O garçom perguntou se eu queria mais e a verdade é quem nem para isso eu tinha resposta. Ele desistiu de mim porque eu pensei muito. E por pensar demais que normalmente as pessoas desistem, não é mesmo?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que triste, eu pensei. Quem sabe um dia seja &lt;i&gt;tanto faz.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-2058501642376042083?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/2058501642376042083/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=2058501642376042083' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/2058501642376042083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/2058501642376042083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2011/08/portuguesa.html' title='Portuguesa'/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-2125336129622286028</id><published>2011-07-31T23:13:00.000-03:00</published><updated>2011-07-31T23:13:57.643-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-LnxtVdLZbmI/TjYIrrq6MiI/AAAAAAAADFY/FIfp0DeICa4/s1600/eternal_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="169" src="http://4.bp.blogspot.com/-LnxtVdLZbmI/TjYIrrq6MiI/AAAAAAAADFY/FIfp0DeICa4/s320/eternal_large.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Meet me in Montauk&lt;/i&gt;. Pensei nesse filme o dia inteiro, era como se eu soubesse que a gente começava a se perder. Lembro dele como um consolo para essa minha dor insuportável:&lt;i&gt; a gente não pode se esquecer.&lt;/i&gt; Há algum lugar nesse mundo horrível em que a gente se reencontra. Finalmente calmo, finalmente bem...e eu vou contar os minutos na minha coruja nova para esse dia chegar. E que chegue leve, sem tantos ferimentos espalhados por ai. Você custou a entrar na minha vida, e eu fui vivendo você em etapas: imagem, voz, corpo e alma. Eu tive paciência, meses a fio. Terei de novo, por mais quantos meses vier. Não que eu tenha uma vontade doida de pedir que você fique, mas, hoje, bem melhor do que aquela que eu era antes de você, eu sei que você precisa ir...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-2125336129622286028?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/2125336129622286028/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=2125336129622286028' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/2125336129622286028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/2125336129622286028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2011/07/meet-me-in-montauk.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-LnxtVdLZbmI/TjYIrrq6MiI/AAAAAAAADFY/FIfp0DeICa4/s72-c/eternal_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-6226459722452015898</id><published>2011-07-29T23:18:00.000-03:00</published><updated>2011-07-29T23:18:01.732-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O tempo passa rápido demais pra todo mundo, mas eu estou certa e garanto que essa velocidade é pior pra mim. Eu acho que eu vivo em velocidade oscilante e que o mundo nunca vai acompanhar. Os paulistanos correm demais no metrô, me incomoda, mas não mais do que a demora da maioria das pessoas em entender um diálogo simples. Cada um tem seu tempo e velocidade é grandeza relativa pra mim, se eu algum dia entendesse física ou se ainda conseguisse paquerar físicos, eu diria a fórmula aqui, de maneira metafórica, só para corroborar meu argumento murcho e essas palavras que fazem pouco sentido pra vocês.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dou-me com o tempo de maneira única e singular. Que bom, mas que pena. O moço que eu conheci e gostei há anos virou outro, mas ele vive no meu tempo, todo diferente. Prefiro acreditar que o quanto perdi de cabelo nesses anos todos (não só eu, mas todos as minhas jovens paixões também) tenha virado poesia em algum canto: menos fios, mais palavras. No meu mundo de velocidade relativa, meu pai sempre é o mais forte e a minha mãe é a mais linda, ambos com eternos 35 anos, enquanto eu, mais alta que eles, ainda acredito que vão me segurar pelas mãos e pular comigo a cada esquina. Mas eles não me aguentam mais. O tempo, coitado, não me aguenta mais. É claro que os meus fios brancos ainda são charme na minha juventude, mas é que tudo corre tanto e eu sempre fui aquela que preferia não correr, ia com calma, sempre sorrindo. Enquanto minha cabeça não se aguenta quieta, meu corpo para, retarda, prefere sentir cada segundo sendo marcado na pele. Talvez seja esse meu eterno paradoxo e a minha dor que nunca vai passar: o tempo se esvai, mais lento do que eu consigo conceber e muito mais rápido do que eu posso acompanhar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-6226459722452015898?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/6226459722452015898/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=6226459722452015898' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/6226459722452015898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/6226459722452015898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2011/07/o-tempo-passa-rapido-demais-pra-todo.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-8401681217815525717</id><published>2011-07-26T21:37:00.001-03:00</published><updated>2011-07-26T21:42:49.268-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-gWgKKz7hWdc/Ti9e_lqheUI/AAAAAAAADFM/fIOZOzXYxlo/s1600/apresenta%25C3%25A7%25C3%25A3o+0801.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-gWgKKz7hWdc/Ti9e_lqheUI/AAAAAAAADFM/fIOZOzXYxlo/s320/apresenta%25C3%25A7%25C3%25A3o+0801.jpg" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Acabou o cd, e ela saiu em busca de outro desesperadamente, antes que desse tempo de ouvir sua própria loucura. Vozes bonitas alheias sempre escamoteiam a verdadeira voz, aquela que vem da dor. &lt;i&gt;Se não dói, não vem o grito&lt;/i&gt;, tinha dito um amigo&lt;i&gt;. &lt;/i&gt;E é preciso gritar, ela sabia, mas preferia acreditar no silêncio; não no dela, já que havia perdido o controle sobre o que dizia já há muito tempo. Quem sempre falou foi a sua loucura, tão sádica, tão masoquista, tão charmosa; o que elas tinham de mais bonito era que se odiavam e não podiam conviver em paz. Preferia acreditar no silêncio e antes que desmanchasse o sorriso em grito, parou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Respirou fundo, desabotoou a camisa nova até a altura do soutien. Estalou o pescoço para um lado, estalou para outro, deu um suspiro de saudade e outro de tesão. Passou o batom que combinava perfeitamente com a pele dele, último recanto do vermelho e sorriu. Do espelho, a loucura sorria de volta, ela sabia quando ganhava uma discussão e era do tipo gentil, não saia por aí cantando vitória, reservava suas vinganças diárias para momentos pontuais: tapas, arranhões, gritos, mordidas. Ai era a loucura que falava, ai só essa voz se ouvia. Olhou para &amp;nbsp;baixo, da altura do salto que usava se caísse perderia a consciência. Riu para si mesma: que consciência?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-8401681217815525717?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/8401681217815525717/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=8401681217815525717' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/8401681217815525717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/8401681217815525717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2011/07/acabou-o-cd-e-ela-saiu-em-busca-de.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-gWgKKz7hWdc/Ti9e_lqheUI/AAAAAAAADFM/fIOZOzXYxlo/s72-c/apresenta%25C3%25A7%25C3%25A3o+0801.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-196871743096003734</id><published>2011-07-21T20:40:00.000-03:00</published><updated>2011-07-21T20:40:47.807-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sentir saudade de uma coisa que não volta, pelo menos não agora, beira o insuportável. Hoje, eu sou mais calma, hoje eu consigo entender que a saudade não tem cura quando o amor é grande demais. Ainda prefiro evitar todas as coisas que me lembram você, dói menos, ainda que seja completamente covarde.Talvez você tenha sido pra mim a forma mais pura de saudade, porque é a forma mais pura de amor e de respeito. Mas esses dias eu ando me sentindo tão pouco pura, sabe? Acho que de onde você me olha, você consegue ver o vulcão que ferve dentro de mim, dia a dia. Eu tenho uma memória ótima para números, mas não consigo me lembrar, de maneira alguma, de quem eu era. Você se lembra? Meus amigos sempre me dizem que eu fui diferente. Uns gostam como eu era antes, outros preferem agora. Parei de usar o batom vermelho por uns tempos, dizem que tá na moda. Mas não muda o vermelho que tá por dentro, que me inunda, me pinta. Ouvi dizer que crise é mudança de realidade, que é importante, e que nunca se supera. Crises não são superáveis, aceita-se a mudança e convive-se, bem ou mal, com ela. A minha realidade é outra e eu não posso resgatar o que eu fui, nem com fotos, nem com festas, nem com falsos momentos. Mas eu continuo tentando. Todo dia eu mudo um pouco, às vezes parece que estão me tirando o oxigênio gradativamente e quando eu acho que vou morrer sufocada, eu surpreendo, a mim e a todos, e continuo respirando com o mínimo que eu tenho. É isso, eu fico me contentando com um pouco de ar, sem perceber que eu não preciso de um balão de oxigênio novo, eu preciso mesmo é voltar pra superfície e respirar o tempo que eu achar necessário, morrendo de saudade das minhas roupas velhas, dos meus velhos amigos, do meu antigo fígado, bem mais resistente: mas não de mim. Comigo eu quero continuar. O resto da vida.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-196871743096003734?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/196871743096003734/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=196871743096003734' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/196871743096003734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/196871743096003734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2011/07/sentir-saudade-de-uma-coisa-que-nao.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-8889299518305852303</id><published>2011-07-19T22:08:00.002-03:00</published><updated>2011-07-19T22:12:08.656-03:00</updated><title type='text'>Eu que já não quero mais ser um vencedor...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;Poucas coisas não me irritam, mas aprendi a lidar com isso, de uma maneira ou de outra. Eu consigo, efetivamente, lidar com as coisas irritantes, o que eu não consigo é fazer com que elas não percebam minha cara de tédio. Mas em relação as coisas irritantes, algumas em especial atingem regiões minhas onde o ódio se aconchega e, quando despertado, tende a se rebelar. Não que eu não seja uma pessoa calma na maior parte do tempo. Calma e egocêntrica, nem quando quero falar de coisas que me incomodam consigo parar de falar de mim. Talvez eu me incomode a mim mesma, mas tem coisas irreparáveis nessa vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Voltando pela terceira e última vez às coisas que irritam, tenho sérios problemas com burocracia, dinâmica em grupo e palestras de incentivo e auto-ajuda. Pior é quando a burocracia me impõe uma dinâmica em grupo com palestra de incentivo e auto-ajuda. É triste porque a burocracia tem poder e ele me sucumbe. Respirei, participando com a menor cara de tédio possível, assisti a tal palestra. "10 passos para ser um vencedor": vencer a quem ou quê?; vencer pra quê?, quem disse que eu quero vencer alguma coisa?" foram as três perguntas que eu me fiz quando vi o que seria obrigada a assistir. Continuei quieta, afinal, essa coisa de contestar não deve ser atitude de um vencedor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Descobri, nessa palestra, que eu nunca serei uma vencedora. Não combina comigo, de qualquer maneira. As lágrimas, o whisky e o batom borrado da derrota fazem mais meu tipo, eu sempre soube. A questão é que eu tenho muita sorte e quanto mais eu erro, mais as coisas dão certo pra mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E eu voltei a falar de mim. Todo mundo busca se conhecer, se entender. Essa sou eu: o resultado dos meus erros que sempre coincidem com as minhas escolhas. Eu só erro, mundo. Desculpem todos os espinhos, é que tanta preguiça eu tenho de pensar em mim, em mudar. Então eu lembro de novo de um dos 10 passos: seja uma pessoa intensa para ser vencedora. Erro, erro, erro. Pobre palestrante que ganha litros de dinheiro para não saber o que está falando. Desde que eu me conheço por gente meus maiores erros tinham sempre uma causa em comum: a intensidade. Quantos pessoas ainda vão me lembrar disso? Quantas pessoas eu ainda vou machucar por ser assim? Quantas vezes eu vou me machucar tentando me segurar e explodindo logo em seguida? E eu não vou vencer assim, nem quero. Coisa chata essa de vencer: o dia de comemoração é um só, enquanto na derrota eu posso curtir meu lado perdedor, regada a uma boa bebida, todos os dias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-8889299518305852303?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/8889299518305852303/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=8889299518305852303' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/8889299518305852303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/8889299518305852303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2011/07/eu-que-nao-quero-mais-ser-um-vencedor.html' title='Eu que já não quero mais ser um vencedor...'/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-6877505148694328699</id><published>2011-06-20T22:30:00.002-03:00</published><updated>2011-06-20T22:46:00.857-03:00</updated><title type='text'>de mim</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu ando com saudade de mim e dói de uma maneira permanente e contida: não sinto que vou explodir, não, mas essa saudade nunca passa. Goteja, igualzinha a torneira da cozinha: e eu sempre acho que só pra me irritar. Não que essa que eu sou hoje não seja exatamente aquela que eu planejei ser. Chegamos no ponto que eu nunca quis chegar: adoro ser tal qual eu sou e fazer da maneira com que faço e é isso que me irrita. Lembrei-me daquele desenho que ficava no quarto bagunçado da antiga república, que dizia, em espanhol: &lt;i&gt;Cuidado com que desejas, que o universo te concede. &lt;/i&gt;Que delícia: não nego que há pelo menos quatro anos consigo tudo que desejo com vontade extrema. Acontece que depois, e só depois, eu paro para tentar entender até quanto do meu desejo é suportável pelos meus próprios ombros. Não é, nunca será. Porque do mesmo jeito que eu como um pedaço de pizza a mais do que eu aguento, eu desejo mais do que realmente quero. Pode ser ganância, pode ser ansiedade, pode ser gula de comer a vida com todos os temperos que ela me permitir. E eu reinvento a mim mesma: tenho saudade de quem nunca fui. Já tive menos trabalho, mais tempo, menos whisky e mais cerveja, mas eu sempre fui desse mesmo modo. Que erro! Porque eu mudo os cabelos, os sapatos e troco a cor do batom, posso até fazer reeducação alimentar e parar de comer tanto queijo, mas essa fome de mundo nunca passa e eu vou continuar mastigando meus próprios dias, transformando-os em noites extensas e sonos escassos, só para ter a certeza que tudo que podia ser meu de fato foi. Nem que depois passe. Ainda que depois eu vomite...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-6877505148694328699?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/6877505148694328699/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=6877505148694328699' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/6877505148694328699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/6877505148694328699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2011/06/de-mim.html' title='de mim'/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-5872394520403990348</id><published>2011-04-11T22:44:00.001-03:00</published><updated>2011-04-11T22:47:35.404-03:00</updated><title type='text'>quase tudo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma vez, enquanto escorria água quente pelas minhas costas e eu decidia qual shampoo usaria naquela noite, tive uma epifania tão clara e lúcida que parecia explicar todo o universo: banho cura tudo. E, de fato, cura muita coisa. Dentre as sabedorias populares que mais me agradam, a de que banho alivia mal estar tem pontos garantidos no meu rol de conselhos inúteis em momentos inoportunos. Banho cura bebedeira, como também cura ressaca. A temperatura é que nunca é a mesma. Banho conforta, quando se tem que buscar algum tipo de calor imediato e deliciosamente silencioso. Banho parece conseguir esmagar toda aquela sensação de imundície depois de pegar seis ônibus em um dia ou de conversar muito com pessoas pouco sinceras; aliás, falsidade é umas coisas que a minha bucha vegetal anda espantando com frequência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Banho lava a cara e o cabelo da gente, limpa as costas da grama que a gente deita e do peso que a gente carrega: por quinze minutos (e a água do mundo agradece que sejam não mais que quinze) o mundo se resume a deixar ir pelo ralo o máximo de coisas possíveis, destas que impregnam com facilidade e causam asco a metros de distância. Elenco: coco de passarinho, banco de praça, inveja, giz de lousa, raiva, desrespeito, chuva e suor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dos poucos rituais que eu sigo, o banho é, de longe, o meu predileto: estabeleço ordens das coisas que vou usar para depois ter a alegria de invertê-las, mudá-las e sorrir para minha própria cara no espelho anuviado: eu gosto de banhos quentes e eles gostam de mim. E é assim, por meio de nuvens que duram menos de cinco minutos, que eu prefiro meu rosto; não tendo certeza de quem estou vendo. Porque, em verdade, banho cura tudo, mas não lava e nem escorre a verdade: no fim &amp;nbsp;gente nunca fica limpo o suficiente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-5872394520403990348?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/5872394520403990348/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=5872394520403990348' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/5872394520403990348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/5872394520403990348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2011/04/cura-quase-tudo.html' title='quase tudo'/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-8838257055055596503</id><published>2011-02-15T12:06:00.001-02:00</published><updated>2011-02-15T12:09:20.702-02:00</updated><title type='text'>Discurso Formatura Letras, turma 07</title><content type='html'>Pessoal, teve muita gente - muito fofa e querida - que veio pedir para ler meu discurso. Para matar a curiosidade de quem lá não esteve ou para deixar claro o que eu disse para quem não entendeu graças ao meu r retroflexo ou meu choro, ai vai. Foi muito importante pra mim ter sido oradora dessa turma. Valeu, pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;Prezados familiares, professores e formandos: Boa noite.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;Lembro-me bem da primeira vez que entrei na Unicamp, vinda de Batatais e perguntei ao meu amigo também batataense que estudava aqui há um ano: Aonde acaba a Unicamp? Ele riu e eu não entendi. Segui perguntando e apontando para rua atrás do IEL: é ali que termina? Ele riu de novo e disse que bixo era mesmo burro. Eu acatei.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;Quatro anos se passaram. Eu, que havia entrado Marcella me transformei em Rosa e vi uma turma inteira mudar completamente. Alguns não sabiam que o Kafka não era um professor, e hoje são professores com os quais eu gostaria de ter aula – não de literatura. &amp;nbsp;Outros falaram que a professora tinha Alzeihmer e agora sofrem a difícil tarefa de ter memória de professor. Eu lembro de uma delas que disse que ninguém naquela sala era seu amigo. Eu tenho certeza que agora está chorando sentindo falta de todos eles. Teve aluno até que achou que Napoleão tirava foto. Tudo bem, para esse caso eu não tenho desculpa, contudo, o que salta aos olhos é que a nossa sala, tão discrepante e tão misturada, nunca tinha sido exemplo de união e mudou tantas e inúmeras vezes que hoje arrisco dizer que sempre foi unida, sem perceber. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;Vocês, queridos colegas, lembram a loucura que foi a aula sobre &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Biblioteca de Babel&lt;/i&gt;,&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt; &lt;/i&gt;não é? Quantos hexágonos, galerias, e livros irremediavelmente diferentes. Como nos parecemos com eles. Desde a uniformidade aparente que esconde, quando olhados de longe, as tantas diferenças gritantes que temos até a eternidade que mantém vivo o cenário: a biblioteca existe ab eterno. O motivo que une trinta e poucos alunos de no máximo 20 anos a continuar ali também é eterno: a paixão e uma tremenda coragem de fazer letras. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;Eu sei que aqui todo mundo sabe do preconceito que a humanas carrega e o quanto ele parece pesar mais quando se trata de Letras. Licenciatura em português, então. O desaforo com a língua de Pessoa foi fortemente enfrentado por cada um de nós em algum momento. Eu sei, senhores pais, o quanto os senhores queriam que fosse direito, que fosse engenharia e – num sonho ainda mais dourado – medicina. (Como você quis, né, pai?). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;Mas, não, insistimos em fazer Letras. E o salário inicial? E o mercado de trabalho? E os estágios? Vocês me perguntam – e a paixão? - eu lhes pergunto de volta. E a paixão, ou a &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Vindicação&lt;/i&gt;, diria o Borges… Não esperávamos marido, como alguns invejosos diziam, e, salvo esquecimento de convite, ninguém aqui casou. Acontece, senhores pais, que todos que aqui vestem essa beca horrível tiveram seu propósito: uns prévios, outros encontrados no caminho. E todos, inevitavelmente, abandonaram o hexágono natal pois buscavam a sua vindicação. Dessa minha afirmação, sequer o Gabriel discordaria.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;Hoje me deparo com meus colegas, na sala de aula, em casa, na arcádia ou no bar e vejo que o rosto mudou, os olhos são outros e o jeito de encarar as coisas é completamente diferente. Eu me encho de um orgulho egoísta: meus colegas são excelentes profissionais. Neurolinguistas, latinistas, professores de português, professores de inglês, corretores, atrizes, bailarinas, publicitários e – por que não? – teólogos que começaram a ver que o mundo não é nada fácil quando a gente atravessa a rua que vem depois do IEL. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;A nossa &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Biblioteca de Babel &lt;/i&gt;tem um infinito muito pior, os nossos livros em estantes imensas nunca serão classificáveis. Fazemos parte de uma massa de pessoas que, sabe-se lá porque, ainda acha que vale a pena ensinar alguma coisa. E muito antes das propagandas eleitorais tentarem convencer &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; que ser professor era supremo e magnífico. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;Penso de novo nos meus colegas. Alguns nobremente ainda querem ser professores, outros não. Fico orgulhosa dos dois: seja daqueles que dão a cara a tapa para um mundo que é muito mais difícil sem licenciatura ou aqueles que honram as aulas de L.A e enfrentam salas de aula, com respeito pelo ensino. Tenho grandes amigas que preferiram estudar latim, mas eu as perdoo mesmo assim. O curso de letras me ensinou a respeitar as loucuras. E vindicações são tão particulares e utópicas quanto é possível ser.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;Olho ao meu lado e não vejo mais carinha de criança, vejo meus amigos, meus colegas de profissão e mais uma vez eu não me preocupo: eles sabem para onde ir e como ir. Não tenho certeza se foram as antologias e os estágios ou se foi a coragem de escolher Letras que me garantiram essa certeza: eles serão ótimos e eu vou aplaudir a cada um deles. Vocês também, senhores pais, quantos de vocês que tinham medo da escolha dos filhos agora seguram o grito e o choro de emoção? Vocês estão tão orgulhosos quanto eu, não é? E você, Pai, eu sei que você sempre soube que eu deveria ter feito letras. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;No fim, (e isso eu também aprendi no curso de Letras) Borges sempre tem razão: o paraíso deve ser uma biblioteca. E nós, livros começando a ser escritos, precisamos chegar lá o mais rápido possível. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;Queridos colegas, foi um prazer estar ao lado de vocês,&amp;nbsp; e não se esqueçam que a nossa vitória começou no primeiro ano e segue com cada um de nós. É, Junot, você sempre teve razão: a unicamp não termina logo ali.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-4EnjrSM2scs/TVqJC8EJwfI/AAAAAAAACVs/GT-9wzEI8ug/s1600/182075_189854734379083_100000636720006_528345_7676096_n.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-4EnjrSM2scs/TVqJC8EJwfI/AAAAAAAACVs/GT-9wzEI8ug/s320/182075_189854734379083_100000636720006_528345_7676096_n.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-8838257055055596503?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/8838257055055596503/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=8838257055055596503' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/8838257055055596503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/8838257055055596503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2011/02/discurso-formatura-letras-turma-07.html' title='Discurso Formatura Letras, turma 07'/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-4EnjrSM2scs/TVqJC8EJwfI/AAAAAAAACVs/GT-9wzEI8ug/s72-c/182075_189854734379083_100000636720006_528345_7676096_n.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-4973801454126721517</id><published>2011-02-04T12:03:00.000-02:00</published><updated>2011-02-04T12:03:12.734-02:00</updated><title type='text'>Clementine</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meus textos não citam nome, não são diretos &amp;nbsp;Mas eu sei que quem os lê, me lê. E quem me conhece quase escuta o grito da pessoa a quem descrevo e chamo, na minha voz, rouca e grossa. Senti algumas vezes que o anonimato das minhas paixões salvaria a minha literatura. Besteira, descobri em 4 anos de graduação que eu não sei o que é literatura e que o que eu faço está mais próximo da merda do que de qualquer outra coisa. Então, desvelei tudo. Escancarei meus sentimentos e o meu tesão em forma de letras pouco ou mal combinadas. Foi assim que você me conheceu, não é. Essa pessoa de palavras, boca, (pernas às vezes) escancaradas e que só repetiram seu nome até que você ouvisse meu chamado. Faz um ano e meio que as minhas palavras tortas tomaram o primeiro rumo certo e eu consegui tirar os dedos do teclado e colocar nos seus olhos, na sua barba, nas suas mãos. Eu amei você pela minha literatura, eu amo você pela suas palavras e hoje eu te amo por todas as formas de arte que conseguimos produzir juntos, mal feitas em sua maioria. Bonitas, às vezes. Eternas ou não. Porque você sabe que eu nunca te prometi amor eterno. Não sou do tipo que consegue esse tipo de façanha. Mas eu te prometo calor todos os dias que valerem a pena estarmos lado a lado, paixão no que eu fizer e respeito mal educado pelo homem que eu amo, se não eternamente, infinitamente. E no fundo eu sei que, seja qual for nosso destino, sou igualzinha aquela personagem de casaco laranja e calcinhas coloridas que não consegui esquecer, mesmo quando deseja. Amor, amor, amor, cada dia a mais do seu lado eu sou menos arrogante, menos idiota e mais parecida com o homem que mudou a minha vida.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-4973801454126721517?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/4973801454126721517/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=4973801454126721517' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/4973801454126721517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/4973801454126721517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2011/02/clementine.html' title='Clementine'/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-2697584725882913592</id><published>2011-01-29T18:10:00.000-02:00</published><updated>2011-01-29T18:10:35.655-02:00</updated><title type='text'>Fios</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_bJ7cXINwNfU/TURzuoitZqI/AAAAAAAACPU/CFAr34ecoKk/s1600/DSC02570.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/_bJ7cXINwNfU/TURzuoitZqI/AAAAAAAACPU/CFAr34ecoKk/s320/DSC02570.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vivo perdida nos meus fios. Eles se enroscam sem pudor nenhum: carregador de celular, de lap top, usb da câmera, usb do mp3, o fio da máquina de depilação, o meu fio condutor. Eu deixo, assumo: nunca me preocupo em separá-los a não ser que seja estritamente necessário (transportá-los, por exemplo. Até nesses casos levo-os junto, como fossem um só). Dei-me bem a vida inteira com meus fios assim, bagunçados e achando que não precisariam necessariamente estar retos para que estivessem bem. Voltas, espirais, contornos sempre fizeram parte dos meus fios e nenhum deles nunca se queixou. Quase todos são pretos, mas nem por isso deixavam de se enroscar com os brancos, beges e cinzas que vez ou outra apareciam: nunca renegaram um remendado. Assim convivi 21 anos com a bagunça dos meus fios, ignorando qualquer ser humano dito coerente que quisesse separá-los e guardá-los. Era o cúmulo do egoísmo, enrolar um fio em si próprio, isolando-o, e guardando, assim sozinho, na gaveta. Hoje, porque disseram que eu sou adulta e que cresci, resolvi separar meus fios: achei que podia ser mais organizada, tomar mais cuidado: ledo engano. Meus fios nunca se separam, gostam de ficar assim grudados, assim confusos. Feito um camaleão, já que a mistura deles era de onde vinha a força para enganar, fazendo-os fortes e grandes. União e não bagunça. Insisti, sou burra. Separei o primeiro, endireitei o segundo, e na tentativa de soltar o terceiro - mais fino e dependente, o do fone de ouvido - rasguei, rompi, cortei o fio. Não me perdoei. Eu precisei de 21 anos para aprender que fios não se separam jamais e que é na sua própria bagunça que eles se entendem, igualzinho a nós todos, perdidos e enroscados.Idêntico aos fios ao meu cabelo e tal qual a minha vida que na confusão se resolve, não adiantando eu tentar separar antes as coisas. Mea Culpa, perdi o fio do fone e o fio da meada: passei horas a fio me remoendo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-2697584725882913592?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/2697584725882913592/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=2697584725882913592' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/2697584725882913592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/2697584725882913592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2011/01/fios.html' title='Fios'/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_bJ7cXINwNfU/TURzuoitZqI/AAAAAAAACPU/CFAr34ecoKk/s72-c/DSC02570.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-195829477574307980</id><published>2010-12-26T20:49:00.000-02:00</published><updated>2010-12-26T20:49:15.371-02:00</updated><title type='text'>mulher no fim do ano, mulher no fim do mês.</title><content type='html'>Mulher é de Lua, mulher ninguém entende. Eu tô cansada de ter que me assumir como mau humorada para que entendam que eu não tenho a menor paciência para a grande maioria das coisas. Mas tem dia que é pior, e não é só (mas pode ser) tpm. Tem dia, tenho a impressão, que eu acordo com os olhos mais abertos e noto que meu amigo genial fez merda, que minha mãe, tão doce, está azeda, que a cerveja não desce, e que meu namorado não tem um gosto tão diferente assim do da maioria dos homens. E que por mais que eu seja inteligente, às vezes eu preferia ser gostosa. Tem dia que, pelo contrário, eu acho tudo uma maravilha e irrito as pessoas com meu bom humor inabalável. Disseram que eu sou multipolar, mas eu acho que eu só sou mulher. Dessas mulheres que fazem uma semana de regime e estragam tudo com três dias de bebedeiras seguidas com os amigos. Dessas mulheres independentes de uma nova geração, tão livre, tão descolada que se sobrecarrega de tanta coisa e esquece de cuidar de si e maldiz, uma vez ou outra, a própria independência e liberdade. É fim de ano e toda mulher faz pelo menos uma resolução de ano novo. Eu fiz a minha: vou cuidar de mim e não dos meus três empregos, ou do mestrado, ou da amiga que tem um primo cujo vizinho perdeu a perna. Mulher acha que consegue cuidar de tudo. Eu sei, moro com cinco mulheres e, não bastassem os muitos problemas que cada uma tem, ficamos todas uma querendo salvar a outra e não percebendo que, se cada uma se cuidasse seríamos mais tranquilas. Mas menos parecidas com nós mesmas, não é? Porque, no fundo, por mais que a gente faça resolução de cuidar de si mesma, e passar creme no olho e malhar e se amar mais, a gente só se reconheço no abraço da amiga, nas calorias que a gente consome pra tomar uma cerveja com o amigo do primo do vizinho que terminou com a namorada, ou pra fazer uma jantarzinho gostoso pro namorado, mesmo sabendo que ele não engorda e você engordará pelos dois. Depois, pode ser, que seu amigo não te faça companhia se o primo do seu vizinho tiver terminado o namoro. Depois, pode ser, que seu namorado não se canse de achar meninas magérrimas bonitas, mesmo dizendo que você tá bem assim. Depois, pode ser, que você precise de um quarto ou quinto emprego. Mas tudo bem, porque você é mulher, multipolar e suporta tudo, com uma amiga, uma cerveja e todas as calorias que essa combinação acarreta. Vai abraçar o mundo, mulher. E no fim do próximo ano, vê se resolve cuidar mais de você...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-195829477574307980?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/195829477574307980/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=195829477574307980' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/195829477574307980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/195829477574307980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2010/12/mulher-no-fim-do-ano-mulher-no-fim-do.html' title='mulher no fim do ano, mulher no fim do mês.'/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-4568060327709297419</id><published>2010-10-14T01:53:00.003-03:00</published><updated>2010-10-14T02:00:49.216-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Eu choro muito, mas nem sempre é tristeza. Acho que eu sou filha de uma espécie de inquietação que fere os outros para pode continuar viva. Mas não faço de propósito. Às vezes o meu grito é tão forte e denso que ocupa a minha boca de um jeito que as palavras perdem seu espaço, e acabam saindo pelos olhos, transformadas em palavras líquidas, que não argumentam, mas quase sempre convencem. Às vezes eu fico pensando qual seria o jeito mais fácil de lhe convencer que não, eu não tô brava, eu só preciso que fique claro por ai, o que obscuro permanece aqui dentro. Tenho medo do que você pensa de mim, mais medo tenho que coincida com o que eu penso de mim mesma, que é tão terrível. E, ao mesmo tempo que acho que a distância é o que salva a nossa relação, eu tenho certeza de que longe de você é mais difícil trocar grito por palavras, palavras por lágrimas e lágrimas por desespero. Eu sei que lhe incomoda, mas eu preciso incomodar para sentir que eu continuo viva. Você me quer tranquila, me deseja paz e não percebe que é desse desespero que eu sou feita e que é nele, e só nele, que eu me identifico. Eu preciso transformar tudo que eu puder em palavra e as palavras em lágrimas para fazer algum sentido estar aqui, com você, com eles, com todo mundo.Se não fosse o desespero o mundo poderia continuar existendo sem a gente, você não entende? Se não fosse o desespero, eu diria tchau e não voltaria mais para o único lugar em que eu me sinto mais profundamente eu: ao seu lado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-4568060327709297419?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/4568060327709297419/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=4568060327709297419' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/4568060327709297419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/4568060327709297419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2010/10/eu-choro-muito-mas-nem-sempre-e.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-84843362263050322</id><published>2010-09-13T21:09:00.002-03:00</published><updated>2010-09-13T21:13:44.551-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;É como se eu estivesse presa em mim mesma, conseguindo tocar&amp;nbsp; as quatro paredes que me cercam. Eu toco, mas não quebro: nem as paredes, nem a expectativa. O máximo que se destrói dentro de mim são os meus pulsos, esmurrando com uma frequência quase musical essa parede que me lembra o seu abraço, quase intocável e totalmente indestrutível. Eu ainda me incomodo muito com as minhas próprias unhas quando eu fecho as mãos, tentando segurar o que já não vejo. As unhas são as partes de mim que mais me identificam: assim escuras e longas elas prometem uma força que eu não tenho, mas que eu finjo muito bem.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-84843362263050322?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/84843362263050322/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=84843362263050322' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/84843362263050322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/84843362263050322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2010/09/e-como-se-eu-estivesse-presa-em-mim.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-8280203185444593298</id><published>2010-07-21T00:29:00.001-03:00</published><updated>2010-07-21T00:29:50.032-03:00</updated><title type='text'>saudade</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Você era a única da família que falava árabe tão bem quanto português e conseguia reunir o que tinha de melhor nos dois países…Faz um ano já que você partiu, eu queria tanto saber quando falar de você vai me doer menos. No fundo, fico pensando que eu não quero que doa menos, porque eu tenho medo de te esquecer. Antes de você ir embora, você já não tava aqui, eu sei, mas a ter a possibilidade de ainda te ver, a saudade de um tempo que voltaria é muito mais suportável e doce que essa distância intransponível. Eu uso seu perfume, eu não quero esquecer nunca seu cheiro e me prendo na certeza que vou te encontrar mais uma vez, em algum lugar onde o cheiro não importará mais. Foram poucas as vezes que estive contigo se comparadas ao amor que ainda sinto por você. Eu te reconheço em outros gestos e vejo a sua mão quando olha para as mãos da minha mãe. Eu hoje sinto saudade de você olhando para os outros: outras avós que não tem o seu abraço Eu queria ser mais parecida com você, infelizmente não nasci nem com seus olhos, nem com seu jeito de acalmar tudo, de fazer cafuné e de dar boa noite. A saudade que eu sinto me faz ter mais medo de continuar vivendo, mais medo de perder outras pessoas como eu te perdi. Arrependo-me tanto de não ter escrito mais cartas enquanto era apenas um mar, e não uma certeza – a da morte – que nos separava. Às vezes fico fingindo que você vai voltar, sabe? Queria te escrever um livro, dizendo tudo que eu senti e não disse. Eu chorava toda vez que você ia embora, e hoje tenho a impressão que nunca chorei o suficiente em cada partida sua. Eu poderia não ter escrito isso e você teria lido, porque eu sei que você tá do meu lado, sorrindo desconfiada do meu projeto de mestrado nada católico. Eu não sou brasileira nem libanesa, eu sou esse misto que me faz tão sua neta que até assim, de tão longe, você me reconheceria e sentiria um orgulho no jeito que eu escrevo ao contrário um alfabeto que para nós duas, e só pra nós duas, já nasceu meio torto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-8280203185444593298?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/8280203185444593298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=8280203185444593298' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/8280203185444593298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/8280203185444593298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2010/07/saudade.html' title='saudade'/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-3038112746217445029</id><published>2010-07-07T03:20:00.000-03:00</published><updated>2010-07-07T03:20:08.913-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Você teve um dia de merda e tudo deu errado. Clonaram seu cartão, sua aula foi um porre, você não tem nem um centavo na carteira. Tudo bem, pensando bem em dois dias você vai vê-lo e tudo fica bem de novo. Mas hoje, justo hoje, você teve que andar a mesma merda de caminho três vezes porque a burocracia não acabava, não conseguiu estudar e teve cólica. Você queria uma cerveja e um abraço, mas você não pode beber porque dói, e tua cama continua vazia. O dia não acabou e ainda faltam dois dias para que você ache os braços que tanto procura. Você só queria que o dia acabasse. Era inverno, porra, por que esse sol queimando suas costas que doem porque a mochila ta pesada com a compra da semana. Mas o dia se arrastava, sua aula não tinha nem começado e você ja tava pedindo arrego. A aula durou um curso inteiro e seus amigos te chamaram pra ir pro bar. Você foi como quem nada tem a fazer além de tentar sorrir: nem álcool, nem ele. Fazer o que ali?&lt;br /&gt;Volta para casa e come, é a única serotonina que te resta pra hoje. Sua anta, colocou molho de tomate na comida, atacou a gastrite. Ok, vai jogar baralho para distrair a cabeça. Mas você ainda ta pensando nele. Azar no jogo, perdeu as três quedas. Você continua cansada e manda todo mundo embora pra dormir. dor dor dor, vai deitar, que o dia já acabou. O dia já acabou e o outro dia chegou, e você nem notou. Um dia que não se parece, nem um pouco com os outros dias. Falta só um dia para você ver quem faz aniversário hoje, um dia para voltar a fazer sentido o resto das coisas que não combinam com seu dia a dia. Falta um dia, você aguenta, eu sei. A saudade é que não...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-3038112746217445029?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/3038112746217445029/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=3038112746217445029' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/3038112746217445029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/3038112746217445029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2010/07/voce-teve-um-dia-de-merda-e-tudo-deu.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-6534585307238288137</id><published>2010-03-14T02:07:00.001-03:00</published><updated>2010-03-14T02:09:44.013-03:00</updated><title type='text'>minhas linhas, seus desenhos.</title><content type='html'>eu vou seguir guardando todos os seus desenhos. Todos. até aquele que você disse para eu não levar a sério. cada desenho que eu guardar, um pouco do que você tem de melhor fica comigo: um descarrego de cores e formas que saem pelas pontas do seu dedo e esvaziam sua cabeça, do jeito que você precisa.&lt;br /&gt;eu guardo seus desenhos como uma espécie de masoquismo assustadoramente doce, porque eu sei que eu nunca vou ter a formas e nem as cores certas de um bom desenho e nem como folha de papel em braco eu sirvo, nasci assim, meio parda e manchada por algumas saudades de outras vidas não-vividas. Sabido disso, eu sigo guardando seus desenhos como forma de lembrar que você sabe, como um verdadeiro artista, redesenhar linhas e transformar qualquer flor murcha em uma verdadeira &lt;a href="http://livrescritas.blogspot.com/2010/01/obra.html"&gt;obra de arte&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-6534585307238288137?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/6534585307238288137/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=6534585307238288137' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/6534585307238288137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/6534585307238288137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2010/03/minhas-linhas-seus-desenhos.html' title='minhas linhas, seus desenhos.'/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-7737101967857245476</id><published>2010-03-10T15:15:00.000-03:00</published><updated>2010-03-10T15:15:32.411-03:00</updated><title type='text'>Meu pedido de desculpas...</title><content type='html'>Queridos (poucos) leitores desse blog,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu venho pedir desculpa por tirar a possibilidade de publicar como "anônimo" nesse blog. Eu sei que muitos dos comentários lindos e mais recorrentes viam de pessoas que só escreviam o nome - real ou não. Eu adoro tudo, de coração. E me emociono toda vez que vejo totais desconhecidos em sintonia com o que eu escrevo e partilhando as mesmas sensações.&lt;br /&gt;Entretanto, alguém com muito tempo livre (e com extrema falta de sexo) tem me ameaçado constantemente fazendo uso dessa opção. Aos outros, que nada tem com isso, meu pedido de desculpas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um beijo vermelho,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rosa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-7737101967857245476?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/7737101967857245476/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=7737101967857245476' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/7737101967857245476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/7737101967857245476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2010/03/meu-pedido-de-desculpas.html' title='Meu pedido de desculpas...'/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-2393048119773075741</id><published>2010-02-25T14:27:00.002-03:00</published><updated>2010-02-25T14:29:00.107-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;E você que não quer mais sofrer divide sua vida em contos. E assim, todos os dias você vai ter a graça do começar de novo e o êxtase do fim. Nem todos os contos são bons, nem todos os finais surpreendentes. Nem todos a gente quer que acabe…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Às vezes virar a página dói, porque muda a história, muda o enredo, mudam os personagens. Noutras vezes te alivia…Você não podia mais entrar tão fundo naquela história.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A única coisa que um conto tem em comum com outro é ser curto. Facilitando a sua vida e deixando por aí pequenos prazeres e pequenas dores. Nenhum conto é longo o suficiente para te envolver mais&amp;nbsp; do que três lágrimas e alguns beijos esquecidos. Ela que não queria mais sofrer decidiu dividir a vida em contos, achou que assim daria certo. Ela, que não queria mais sofrer, notou que sua vida estava divididas em capítulos de um mesmo romance em que ela odiava ser protagonista.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-2393048119773075741?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/2393048119773075741/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=2393048119773075741' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/2393048119773075741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/2393048119773075741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2010/02/e-voce-que-nao-quer-mais-sofrer-divide.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-4902461648099982013</id><published>2010-02-24T15:48:00.002-03:00</published><updated>2010-02-24T15:48:42.868-03:00</updated><title type='text'>A gente sempre tem dois caminhos</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Maria cresceu muito antes das amigas da turma. Menstruou muito antes que as colegas e aos doze anos já sabia abotoar o &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;soutien&lt;/i&gt; nas costas. Não gostava de matemática, mas tirava a nota mais alta porque tinha escolhido ser a melhor aluna. Diferente das outras que ainda não tinham peito, escolheu que não gostava de se sentir presa. E assim, quando todo mundo já tinha&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt; soutien, &lt;/i&gt;Maria decidiu&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt; &lt;/i&gt;que não ia mais usar. A gente sempre tem dois caminhos e para alguns é muito mais fácil escolher o mais difícil. Maria, míope, não conseguiu ver que tinha dois caminhos e além de ser mais fácil foi inevitável escolher o mais difícil. No caminho mais difícil as regras eram fáceis: nunca esconder o que sente e sempre dizer a verdade. O caminho difícil, em sua facilidade, era o cruzamento mais forte da dor e do prazer. Para Maria, então, dor e prazer necessariamente andariam juntos. E quando, por acaso do destino, se separassem, a dor perceberia que havia se perdido do prazer e viria logo em seguida procurá-lo, avisando pra Maria e para o resto do mundo que um não fica sem o outro. No caminho difícil outrora escolhido a gente não pode mais voltar atrás e reencontrar o caminho fácil. Primeiro, porque a dificuldade do caminho difícil é justamente não ter atalho. Segundo, porque há qualquer coisa de viciante em optar pelo caminho difícil. Maria ainda não sabe se é o prazer ou é a dor. Talvez sejam os dois. Hoje ela entende: a gente sempre tem dois caminhos, mas só uma escolha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-4902461648099982013?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/4902461648099982013/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=4902461648099982013' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/4902461648099982013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/4902461648099982013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2010/02/gente-sempre-tem-dois-caminhos.html' title='A gente sempre tem dois caminhos'/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-2890888337605833228</id><published>2010-02-21T23:09:00.002-03:00</published><updated>2010-02-21T23:09:39.803-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Deitada ali só pensava em três coisas: que precisava descansar; que aquele cochilo tinha tempo limitado e que logo mais ia anoitecer. E de noite tudo fica diferente…&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Conforme o sol descia e o céu azul ia mudando de tom, seu corpo em posição fetal ia se contorcendo, como se conforme o calor do sol diminuísse, seu corpo procurasse a única coisa passível de abraço naquele lugar: ele mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Assim, agarrou suas próprias pernas e dormiu com os olhos voltados para o joelho. Se aqueles olhos, que funcionavam como um oásis no deserto de olheiras, abrissem teriam como primeira vista a cicatriz do joelho da garota arteira que um ela dia tinha sido e da mulher exausta que, naquele momento, precisava de um cochilo, ainda que limitado.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A cicatriz insistia em lembrá-la da verdade que ela teimava em esquecer: que não só para o sol o tempo passa e o calor, necessariamente, diminui. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Entretanto, diferente do sol, ela não encontrava naqueles travesseiros nenhum consolo macio que lembrasse alguma nuvem. Nada a rodeava além do sono e do cansaço premeditado e típico dessa infeliz espécie humana que insiste em dormir pensando na hora de acordar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Acordaria, evidentemente. Provavelmente com frio, certamente sem voz, enrolada com um pouco de dor nos próprios braços que também diferentes dos raios do sol não alcançavam muito mais que ela mesma…&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-2890888337605833228?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/2890888337605833228/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=2890888337605833228' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/2890888337605833228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/2890888337605833228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2010/02/deitada-ali-so-pensava-em-tres-coisas.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-3162291802333207396</id><published>2010-02-16T03:40:00.000-02:00</published><updated>2010-02-16T03:40:22.292-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>É verdade que tem hora que cai bem o desrespeito. Cai bem porque ofende menos que o silêncio e incomoda tanto quanto a sua cara fitando a minha, dizendo: "minha cara..." e não sabendo, no fundo, o que queria dizer. Eu prefiro o desrespeito gritado em surdas palavras do que meias palavras que tendem a palavra alguma. É do desrespeito que as verdades se alimentam e verdade precisa, no fim, de força para acreditar-se verdade e atravessar o meu corpo para sair da minha boca. Eu alimento as minhas verdades diariamente. Eu as deixo fortes e prontas para superar qualquer ponta de insegurança que me desça goela abaixo. Elas sobem sobre tudo e deslizam pela minha língua lado a lado ao meu último gole de cerveja. Bebo verdades para depois vomitá-las. E eu sei que no fim elas são mãe e pai do meu desrespeito e filhas perdidas da minha vontade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-3162291802333207396?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/3162291802333207396/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=3162291802333207396' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/3162291802333207396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/3162291802333207396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2010/02/e-verdade-que-tem-hora-que-cai-bem-o.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-487276314019209554</id><published>2010-01-13T00:28:00.000-02:00</published><updated>2010-01-13T00:28:52.019-02:00</updated><title type='text'>Assim, de papel.</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Ser humano é uma folha de papel branca. A gente tem que sair por ai escrevendo nas pessoas; as pessoas. Tem gente que não sabe ser folha de papel, se fecha em capas limpas e não deixa ninguém encostar a caneta: gente que não gosta de ser história. Tem gente que prefere ser bloco de nota, tudo passageiro, tudo supérfluo, tudo para avisar, lembrar mas sem deixar memória. Eu escolhi ser só uma folha branca, solta. A mais branca que eu pudesse ser. Dessas que voam por aí em forma de aviãozinho e acabam sendo rabiscadas enquanto alguém fala no telefone. Gente tem que se deixar escrever, para nascer mais um livro nessa biblioteca torta e infinita que é a vida. A gente encontra por ai gente que é gibi, vive pequenas cenas, lindas e coloridas sem nenhuma trama complexa. Eu, no fundo, só fujo de quem foge da realidade de folha de papel e se espreme, espreme, espreme até virar uma bolinha. Pimba: com elas a gente faz uma cesta no lixo, com direito a comemoração. Tem gente que não quer e nem sabe ser folha. Mas não adianta: &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;ser humano, no fim, é uma folha de papel branca. Às vezes ela acaba suja, às vezes vira rascunho porém, inevitavelmente, todas são sem pauta, que é para gente poder escrever tudo torto: subindo e descendo as linhas que a gente teima em imaginar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-487276314019209554?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/487276314019209554/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=487276314019209554' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/487276314019209554'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/487276314019209554'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2010/01/assim-de-papel.html' title='Assim, de papel.'/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-6272172874703346421</id><published>2010-01-08T12:18:00.002-02:00</published><updated>2010-01-08T12:18:10.162-02:00</updated><title type='text'>palavra dói.</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Porque palavra, mesmo, tem que doer: sair rasgando os seus lábios, sendo dita com saliva e sangue. Palavra tem que consumir os dedos, coçar a palma da mão e sair, com esse comichão, fazer doer os olhos que lêem. Palavra tem que ser grito e sussuro, verdade e mentira, medo e coragem. Palavra é a única coisa capaz de fazer sentir ciúme, de fazer sentir raiva. Palavra machuca mais que beijo, mais que olhar. Palavra trai e perdoa. Palavra excita muito mais que o teu assopro no meu ouvido, muito mais que suas mãos suadas redesenhando meu corpo. Palavra repele, insinua, palavra mente. Mente, mente, mente. A mãe e o pai da mentira é palavra. O filhos da verdade também são palavras. Palavra não protege ninguém, não respeita nenhum sorriso, vem trazendo lágrima para tua felicidade. Palavra faz sofrer, dói, dói, tem que doer. Palavra quebra a coisa mais forte desse mundo: o silêncio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-6272172874703346421?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/6272172874703346421/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=6272172874703346421' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/6272172874703346421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/6272172874703346421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2010/01/palavra-doi.html' title='palavra dói.'/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-8299290289173654837</id><published>2010-01-02T18:13:00.001-02:00</published><updated>2010-01-02T18:14:37.176-02:00</updated><title type='text'>Eu sinto.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda sai de minhas mãos, mesmo enquanto escrevo, o cheiro que tanto me lembra a sua boca quando suja de mim. Pego, hoje, nessa caneta como se segurasse o mundo entre os dedos, de modo que dessa caneta e, portanto, do mundo, pudesse desprender a verdade original, aquele motivo verdadeiramente autêntico: límpido. Há nesse cheiro o segredo da existência: minha, sua e de todos que acabaram afogados nos meus cabelos e perdidos na sua barba. E como se não fosse justo manter o cheiro, a caneta e o mundo só para mim, eu passo as mãos pelo seu nariz e pela sua boca, e peço que assim suas palavras cantadas, sussuradas e repetidas levem esse cheiro para todos que cruzaram por mim, pelas suas pernas e pelas nossas sombras. Da caneta e por isso do mundo sairão as palavras disformes, filhas do nosso cheiro: é assim, e só assim que o mundo pode ser (d)escrito.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-8299290289173654837?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/8299290289173654837/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=8299290289173654837' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/8299290289173654837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/8299290289173654837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2010/01/eu-sinto.html' title='Eu sinto.'/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-2761616621566202172</id><published>2009-12-28T12:49:00.001-02:00</published><updated>2009-12-29T18:45:39.463-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" line-height:115%;font-size:12.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" line-height:115%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;E&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;la carrega entre os seios um segredo que não pode contar pra ninguém. No meio do decote perfumado, fica um pedaço de papel amassado escrito o motivo pelo qual ela hoje está aqui. Quando o tempo esquenta, Ela transpira e transforma esse intervalo entre os seios em um pequeno oásis no qual Ele, ávido, pretende chegar, ultrapassando suas pernas, sua barriga e buscando a primeira gota de água que lhe cabe daquele suor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" line-height:115%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Quando Ela cansa de guardar o seu segredo, abre o &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;soutien &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;e o joga bem longe. O pequeno pedaço de papel desprende-se da pele quente e rola: primeiro pelas costelas, depois pela barriga, fazendo uma pequena curva enquanto passa pelo umbigo. O papel segue seu caminho pela sua bacia, pela virilha, pelas coxas, roçando a sua mancha da coxa esquerda, passando pela cicatriz do joelho, pela tatuagem da perna esquerda, pelo peito do pé, pelos dedos; no dedo e no chão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" line-height:115%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Quem vê a patética cena fica se perguntando o porquê d’Ela de guardar um segredo assim, sem sete chaves, em um lugar quase exposto ao sol. Ela nunca responde e sorri, redobrando mais uma vez o velho papelzinho, que às vezes fica em forma de pergaminho e outras em forma de envelope, dando-lhe leves cócegas quando, por acaso, encosta-lhe o mamilo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" line-height:115%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;O pedaço de papel escrito só é lido por Ele, nas noites quase escuras em que ele aparece no quarto dela. O papel é sempre aberto delicadamente, por medo que rasgue, afinal, em teoria, é um segredo. Quando Ele chega, Ela logo tira a blusa abaixando o tronco e oferecendo seios a ele, como a pedir que por favor tirasse do peito dela aquela responsabilidade. E assim o faz. Ele tira o papel, abre e lê despreocupadamente. Amassa e lança longe enquanto segue beijando o pequeno risco que o papel, depois de horas, deixa entre os seios dela. Depois de beijá-La meticulosamente, sobe a sua boca até a altura da boca dela e, em forma de um gemido surdo, pede desculpa por não ter vindo antes e por ter jogado fora seu segredo. Não obstante, lembra-a de mais uma coisa: aquilo, Ele sempre soubera.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" line-height:115%;font-size:12.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-2761616621566202172?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/2761616621566202172/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=2761616621566202172' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/2761616621566202172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/2761616621566202172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2009/12/ela-carrega-entre-os-seios-um-segredo.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-6447091481286734508</id><published>2009-12-26T18:18:00.000-02:00</published><updated>2009-12-26T18:32:58.453-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então você cobriu com sonhos, enquanto eu passo frio, daquele frio triste de quem fica acordado sem conseguir dormir por muito tempo . &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Você me fez trocar o dia pela noite e viver tua realidade no meu momento.&lt;/span&gt; Você desculpou o meu cabelo despenteado e sorriu para minha falta de tato. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Você me abraçou no escuro e no meio da multidão&lt;/span&gt;. Você andou desse lado. Assim, a minha esquerda, tirando qualquer dúvida que aparecesse sobre o meu sorriso, sobre o meu batom, sobre nós dois e medo do mundo. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Você me deu calma, flores, fotos. Você apareceu com os seus suspensórios encontrados no meio da rua e me levou para tomar uma cerveja, um banho, um rumo&lt;/span&gt;. Você, hoje, me dá saudade, me dá sopa, me dá juízo. Você cansa o meu cansaço e chora a minha tristeza, aprendendo devagar a amar o que eu amo. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Há em você (e só em você) alguma razão para eu não voltar para caminhos tortos e escolhas ao acaso, para não cortas mais os cabelos e para nunca mais preferir estar sozinha.&lt;/span&gt; Você suspira a minha angústia, perdoa as minhas desculpas. Você é o meu vício secreto, meu mote, meu motivo, por quem eu sento e escrevo. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Você me descreve, me despe, me veste de desejo.&lt;/span&gt; Você viu que eu sinto medo, às vezes. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Você viu que eu não paro, nunca. &lt;/span&gt;Você segura a minha mão na tua, e, assim, com você e meus óculos escuros eu encaro o mundo. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Você me segura com força na cintura, e assim, com um batom vermelho eu zombo do mundo...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;Você é quem a Marcella ama. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Você é quem a Rosa respira...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-6447091481286734508?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/6447091481286734508/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=6447091481286734508' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/6447091481286734508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/6447091481286734508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2009/12/entao-voce-cobre-com-sonhos-enquanto-eu.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-3823826815443229120</id><published>2009-12-24T18:25:00.000-02:00</published><updated>2009-12-24T18:34:23.092-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Hoje eu não quero comemorar o Natal. Eu não sou a mulher que eu queria ser, não realizei nenhum sonho, não fiz ninguém mais feliz. Não montei a árvore pela primeira vez em duas décadas e não separei uma roupa bonita para essa noite. Hoje, especialmente hoje, eu não quero comemorar o Natal, porque  não tem mais vovó e eu não acredito em Papai Noel, nem em Paz e harmonia entre qualquer tipo de pessoa. Pessoas pressupõem desarmonia, desamor, desespero. Ninguém fez questão de entender os meus problemas e eu não perguntei a ninguém se tá tudo bem. Hoje eu não quero comemorar o Natal porque eu não tenho certeza o que é o Natal e nem porque as pessoas mentem amor por uma noite e esquecem todas as outras noites em que amor faz mais falta. Hoje é muito fácil parecer gentil, respeitar as pessoas porque convém atuar como no comercial em que o sorriso é mais clichê que nozes e peru em ceia de Natal. Eu sempre gostei da data capitalista, gostei das tradições idiotas e das pessoas falsamente felizes. Era a minha noite de utopia. Hoje eu não quero comemorar o Natal e justamente por isso eu vou colocar o meu vestido vermelho e verde, vou limpar os olhos inchados e desejar Feliz Natal o mais sincero que eu puder. Hoje eu preciso comemorar o Natal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-3823826815443229120?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/3823826815443229120/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=3823826815443229120' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/3823826815443229120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/3823826815443229120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2009/12/hoje-eu-nao-quero-comemorar-o-natal.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-279539753755434061</id><published>2009-10-26T15:25:00.000-02:00</published><updated>2009-10-26T15:26:59.740-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;Cortei a manga do jeito que você me ensinou. Sem descascar, cortando os pedaços em quadradinhos que eu arranco com os lábios, que é pros fiapos não prenderem nos meus dentes. Eu sorri porque eu sabia que tinha fiapos nos meus dentes e que você teria tentado passar a unha neles para arrancar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;Eu lembro bem das cores das suas unhas compridas. Sua mão toda pintada e aquele anel dourado que eu achava lindo. Que eu ainda acho lindo. Você me ensinou a pintar as unhas, e a comer a manga desse jeito. Cheiro de manga rosa me faz pensar em você. Eu tenho tanta saudade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;Agora eu deito no sofá, como se fosse no seu colo pra fingir que você vai procurar piolho na minha cabeleira. Eu fingia que não gostava, mas adorava que você fizesse cafuné, porque sabia que não tinha piolho ali. Fazia barulho com a boca, tic: “matei um”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;Eu to com a boca suja de manga rosa e ninguém veio me limpar e dizer que são lindos os meus olhos de jaboticaba. Jaboticaba colhida depois do orvalho. Molhada…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;Vou rezar pra Santo Antônio, que você tá do lado agora e dormir como se a gente ainda morasse junto lá em Ribeirão Preto e você fosse me contar a história do menino jesus e do dia que ele transformou água em vinho, igual você que me transformou em gente. Boa noite, vó.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-279539753755434061?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/279539753755434061/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=279539753755434061' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/279539753755434061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/279539753755434061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2009/10/cortei-manga-do-jeito-que-voce-me.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-8875086681576198436</id><published>2009-09-08T15:33:00.001-03:00</published><updated>2009-09-08T15:33:58.816-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Maria nasceu quando a barriga da mãe nem tinha formato de ovo gigante. A Páscoa, mesmo, tinha passado e Maria, apressada, nasceu no mês de maio, já que ser taurina era bem melhor que nascer no mês do tal santo casamenteiro. Maria não podia ser dessas mulheres com jeito de virar Santo Antônio, que casar num era bem com ela, não. Maria, ainda que antes da hora, nasceu grande: menor do que o pai esperava e maior do que a mãe queria. Ai! Gritou a mãe, e Maria saiu pro mundo chorando e rindo, como seria o resto da vida. Maria era mais feliz quando o pai esticava os braços e subia com ela no colo. Ela ficava lá no alto, no colo do homem mais bonito do mundo. Depois ela ia descobrir que José não era assim tão alto, mas ainda assim era lindo, o homem mais bonito do mundo. Ele alimentou Maria e Maria José mastigou, ruminou e vomitou o mundo. Nunca mais parou de comer vida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Maria cresceu achando que essa coisa do mundo girar não era muito a toa e um dia ficou girando as horas todinhas pra entender os motivos do mundo. Lia, que era&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;a melhor mãe do mundo, e portanto, devia entender, disse que o mundo, esse que gira, não tem motivo pra girar. Lia sabia das coisas, até quando Maria ficava triste. Então, Marilia aprendeu que o mundo era mesmo desmotivado e não tinha porquê. Parou de girar, que ela, Marilia, andava precisando de motivo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Chegou um dia que Ele chegou. A verdade é que um dia Ele chegou mesmo e ela achou que nem ele e nem esse dia ia chegar. O mundo agora podia parar, desmotivadamente, de girar. Mas não parou. Maria que nasceu no mês de maio resolveu que não era tão má idéia esse negócio de ficar junto. Ele olhava pra ela de um jeito que era como se o corpo dela subisse prum lugar tão alto que nem o gigante da história da Lia alcançava. Maria tinha medo de altura, mas subiu &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;com o dedinho dado com Ele praquele lugar que nada precisa girar, nem com nem sem motivo.Praquele lugar onde o cheiro dele toma conta de tudo e tinha lugar até pro corpo grande e apressado dela. Naquele lugar que só ele conhecia chovia o dia inteiro que era pra abençoar aquele abraço. É um lugar onde ela diz e ele escuta, onde ela ama e Ele aceita. Onde ela deita e ele dorme. Onde Ele diz até sem falar palavra nenhuma. Lá ele diz e ela entende. Porque é um lugar que só cabe Maria e Ele, e só com Ele Maria ainda era só Maria, e o mundo tinha porquê girar.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-8875086681576198436?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/8875086681576198436/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=8875086681576198436' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/8875086681576198436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/8875086681576198436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2009/09/maria-nasceu-quando-barriga-da-mae-nem.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-7962321867570251451</id><published>2009-08-28T12:02:00.000-03:00</published><updated>2009-08-28T12:17:35.364-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>que me abrace, que me desculpe toda vez que parecer maluca, que não se esqueça, que não desapareça, que se entenda, quem me aguenta?...que me agarre, que me beije, que não se queixe da mancha de batom...que não cante no tom, que não faça as coisas certas e não pense nas coisas erradas. que me queira, que pareça que me queira em sete vidas, em todas as horas. que não perdoe grosserias, que me mande engolir sapos. que não saiba desenhar, que não saiba cantar, que só saiba ler, cada linha da minha mão, cada letra do meu corpo, cada frase da minha boca. que venha sem ter que ir o tempo todo, que fique mais um minuto, que minta, que sinta, que diga que sente. que me envolva, que me distraia, que me mate de rir e de chorar, que me ressucite. que me deixe viva, que me sinta viva, que me segure com força, na cama e no mundo, quando o teto ou céu desabar, que conte pintas e conte estrelas, que me enlace, que me disfarce, que não se envergonhe de mim, que se queixe, que se queixem, que se danem!&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;que não me deixe pra depois.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-7962321867570251451?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/7962321867570251451/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=7962321867570251451' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/7962321867570251451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/7962321867570251451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2009/08/que-me-abrace-que-me-desculpe-toda-vez.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-5752702128626179594</id><published>2009-08-22T17:25:00.000-03:00</published><updated>2009-08-22T17:49:11.662-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>e eu que achava que conhecia todos os seus rostos, hoje faço um esforço pra me lembrar do tempo que eu conhecia todos os seus rostos. eu conhecia o rosto de cada humor, o rosto da manhã e do rosto depois do café da tarde. eu conhecia o rosto com sono e aquele que tinha acabado de acordar. eu conhecia o seu rosto quando você se rendia a alguma besteira dessas muitas que eu, ainda hoje, digo. eu achei que conhecia cada linha do seu rosto, cada jeito diferente de olhar. mas eu me enganei. hoje fico tentando lembrar dos muitos rostos que você tinha pra mim e nenhum me volta a memória. você, meu menino multifacetado escondido na cara de mau tem um rosto só, que eu não conhecia. tem um rosto que ri mais do que eu achei risse, quase sempre da minha cara. e agora quando eu paro naquele silêncio que tem mais você que tudo o único rosto que vejo é esse seu, diferente dos que eu conhecia, porque tem qualquer coisa que me acalma e me encosta. o rosto, que é diferente dos outros rostos que eu conhecia. o único que eu quero ver.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-5752702128626179594?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/5752702128626179594/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=5752702128626179594' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/5752702128626179594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/5752702128626179594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2009/08/e-eu-que-achava-que-conhecia-todos-os.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-7538777827498127966</id><published>2009-08-11T18:09:00.000-03:00</published><updated>2009-08-11T23:10:27.017-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu quero o mundo. &lt;i&gt;Não, já passou da hora de você saber que não pode ter tudo que quer. &lt;/i&gt;Mas eu só tô pedindo o mundo, que é pra eu pintar ele bem de colorido, e aí a gente vai andar por aí como se fosse sempre dia de felicidade. &lt;i&gt;E quem te disse que felicidade tem cor? &lt;/i&gt;Foi você&lt;i&gt;. Eu, você ta maluca? eu sequer gosto das cores.&lt;/i&gt; Mas foi você, com a cor dos olhos, com a cor da boca, com a cor do silêncio. Silêncio tem cor, sabia? e eu vou te dizer um segredo, tá? &lt;i&gt;Tá. &lt;/i&gt;Cada silêncio tem uma cor. O silêncio depois do beijo é um. O silêncio de quando você me abraça é outro. O silêncio que aparece de repente dizendo pra lágrima num cair é outro ainda. o silêncio é quase um arco-íris, e tá pintando os meus dias. &lt;i&gt;Você queria que eu falasse mais, não é? Queria que eu dissesse todas aquelas coisas bonitas de se ouvir. &lt;/i&gt;Não. &lt;i&gt;Não? &lt;/i&gt;Não, porque é quando você fica quieto que eu sei de tudo, que eu ganho o meu mundo. &lt;i&gt;Como? &lt;/i&gt;é no teu silêncio que você me pinta de vermelho cor-de-sangue, e eu te sujo todo, e assim eu pinto o mundo, que é porque meu mundo inteirinho é você.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-7538777827498127966?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/7538777827498127966/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=7538777827498127966' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/7538777827498127966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/7538777827498127966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2009/08/eu-quero-o-mundo.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-5361893953282429915</id><published>2009-08-10T01:32:00.000-03:00</published><updated>2009-08-10T01:41:05.207-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>me ensina algo hoje? mas tem que ser hoje.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;eu passei a minha vida tentando aprender. anos e anos tentando aprender: o que era a água em cima da planta de manhã? o que era saudade? o que é "comunhão dos santos"? por que dizem que nunca é tempo demais?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e você querendo que eu te ensine algo...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;eu, no caso, posso te ensinar que cheiro é a única coisa que pode ficar na lembrança, quando a memória é o ruim. eu posso te ensinar que flor nenhuma gosta de ficar sozinha, e que ela precisa de água todo dia pra ter vontade de olhar pra cima. eu posso te contar que tempo mesmo não tem a ver com número de dias. o meu tempo passa de acordo com os momentos que eu queria estar contigo e não estive. eu posso até te mostrar uma música, mas eu ainda não posso cantar pra você...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ando por aí tentando aprender, que é pra não dizerem que eu gasto tempo demais. Mas quer saber? ainda não sei o que é "comunhão dos santos", eu que prefiro acreditar que a água em cima das plantas e choro de flor, eu que nunca usei a palavra nunca. eu, eu que morro dessa tal de saudade...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-5361893953282429915?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/5361893953282429915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=5361893953282429915' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/5361893953282429915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/5361893953282429915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2009/08/me-ensina-algo-hoje-mas-tem-que-ser.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-7159486164858741118</id><published>2009-08-08T18:27:00.001-03:00</published><updated>2009-08-08T18:27:28.213-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;Quantos céus uma pessoa pode conhecer? De quantas cores as nuvens podem se pintar? Quantos sóis diferentes nasceram e a gente achando que era o mesmo brilho todos os dias?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;Quando eu te conheci o céu era lindo, tava todo colorido de nuvens, de estrelas, de sol e de saudade. Quando eu te conheci, sem nunca ter te conhecido, achei que tinha visto o céu mais bonito. Contei, um a um, os sóis que eu vi nascer longe de você. Sem você tudo era ruim, mas o céu nunca deixou de ser bonito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;Eu me perguntei todos os dias quem é que permitia o céu ser tão bonito quando a gente ta triste. Você me disse que nem tudo é tão bonito assim, que o mundo não é cor de rosa, ainda que toda vez que eu olhasse pro sol que nascia era essa a cor que eu via.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;Você me disse e eu acreditei. Agora vem você com o seu sorriso e desmente tudo. Vem você e me faz acreditar que você mentiu o tempo todo. O mundo é lindo. E o céu podia se vestir de nuvem e clarear todo o meu caminho. Com a lua cheia e de mão dada é mais fácil seguir andando. E triste não é contar os sóis que nasceram sem você, porque quando a gente ta junto é a lua,e não o sol, que eu quero ver por mais tempo…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-7159486164858741118?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/7159486164858741118/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=7159486164858741118' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/7159486164858741118'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/7159486164858741118'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2009/08/quantos-ceus-uma-pessoa-pode-conhecer.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-744329948027024918</id><published>2009-07-29T14:14:00.000-03:00</published><updated>2009-07-29T14:27:29.762-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;Dentro de mim moram o gato e o rato. Dentro de mim eles se perseguem incansavelmente. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;O gato que mora dentro de mim continua seguindo os seus passos, continua errando o caminho, continua não cabendo em lugares pequenos, que nem é seu coração. O gato que mora dentro de mim tá com vontade de devorar você inteiro, de sentir o gosto de cada pedaço seu.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;O gato que mora dentro de mim não cansa, não pensa, não desiste de você e não mede esforços para conseguir o que quer. O gato que mora dentro de mim ficou preso no último desencontro e não pode mais continuar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;O rato que mora dentro de mim tem medo do escuro, tem medo de ficar sozinho, é pequeno e não pode se defender. O rato que mora dentro de mim vive fugindo, não sabe pra onde ir mas vai, como se ir fosse sua última solução. O rato que mora dentro de mim cabe em qualquer lugar e ninguém nota. Entrou e saiu do seu coração inúmeras vezes e&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;você nem desconfiou. O rato que mora de mim é inseguro e vai se esconder tão bem que você talvez um dia não ache mais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;Dentro de mim moram o gato e&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;rato. Dentro de mim eles te perseguem incansavelmente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-744329948027024918?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/744329948027024918/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=744329948027024918' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/744329948027024918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/744329948027024918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2009/07/dentro-de-mim-moram-o-gato-e-o-rato.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-8243737241446378800</id><published>2009-07-27T03:29:00.001-03:00</published><updated>2009-07-27T03:31:50.582-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;Há uma sutil diferença entre sentir falta e sentir saudade.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Sentir falta é quando dói porque aquela presença não tá do seu lado. Não tem o cheiro, não tem o nome, não tem a voz, nem o jeito mal-educado de dar bom dia. Não tem remela quando acorda, não tem “dorme bem” antes de dormir, não tem abraço. Cadê os seus braços?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;Sentir saudade não é só sentimento, é um estado de espírito. É não se reconhecer. Não dói só porque aquela presença não tá ali, mas porque um pedaço de você não ta ali. eu sinto falta do que eu sou quando estou com você, sinto falta do meu nome quando estou sem você. Eu já não sei o meu cheiro, não ouço a minha voz, nem dou bom dia. A remela ficou me olhando do travesseiro e eu não dormi bem. Eu nem queria dormir. Eu sonhei com você e com o abraço que eu sinto saudade porque os braços, esses malditos braços insistem que cabem só no seu abraço.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;Quando a gente sente saudade é egoísmo e nostalgia, porque a gente só quer de volta o que a gente foi quando ser dois ou um não fazia diferença mais. Sentir falta é a sua ausência. Sentir saudade é o meu vazio. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;Sentir saudade é ser obrigado a olhar sozinho para o espelho e levar um susto quando notar que você esteve ali o tempo todo. Dentro de mim…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-8243737241446378800?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/8243737241446378800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=8243737241446378800' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/8243737241446378800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/8243737241446378800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2009/07/ha-uma-sutil-diferenca-entre-sentir.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-1795371652296485060</id><published>2009-07-27T01:10:00.000-03:00</published><updated>2009-07-27T01:12:07.300-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;Começa com o nervosismo. No começo é tudo psicológico, só de saber que você tá sem começa a se condicionar a sentir falta. Mas tinha que ser assim. Primeiro a ansiedade, e não consegue entender o que fazer com o tempo que agora sobrava. Nada de cigarros. Ok, nada de cigarros. Vício é uma desgraça. Aquela ansiedade de ficar sem te fazia comer mais, falar mais, chorar mais, menos ser mais feliz. Aí os sintomas começam a passar pro corpo. Você fica mexendo freneticamente no cabelo, come o canto dos dedos, morde o lábio daquele jeito que você faz quando fica nervosa. Escreve e apaga. Escreve e apaga. Chora por qualquer motivo. Tudo tá muito ruim. Vício é uma merda. Depois que passa a fase da ansiedade você fica nostálgica, pensando o quanto você era melhor com o vicio, que talvez parar não tenha sido uma boa idéia. Não, não foi uma boa idéia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;Sua fraca, não consegue ver graça nas coisas sozinha. Precisa de tudo que o vício te traz, até a dependência.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;“alô, querido. Volta logo que não dá mais sem você”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-1795371652296485060?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/1795371652296485060/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=1795371652296485060' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/1795371652296485060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/1795371652296485060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2009/07/comeca-com-o-nervosismo.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-8201077965560990466</id><published>2009-07-21T02:22:00.001-03:00</published><updated>2009-07-21T02:28:44.150-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT"&gt;Uma vez o gurizinho tava abaixado mexendo no cocô do cachorro da vizinha com uma vareta, tava brincando com aquilo, tal qual fosse um pedaço de terra que cheirasse a grama recém-cortada. Eu tentei dizer “gurizinho, isso aí é sujeira”, eu disse “gurizinho, isso fede”, mas o gurizinho não me ouvia, mexia naquela merda toda com muita cautela, como se qualquer movimento mais bruto custasse a queda de um bibelô de porcelana. Quando cheguei perto o cheiro me enjoou de uma maneira que acabei me afastando rapidamente. Gurizinho notou, me olhou com uma cara de pena, como se eu fosse mais uma idiota achando que aquilo era pra dar asco. Gurizinho voltou de novo praquela nojeira, mexeu pra cá, pra lá e não parava de sorrir. Eu, idiota, pela última vez tentei alertar: “Gurizinho, você sabe o que é isso?”. Ele me olhou com um cara engraçada, riu do meu cabelo e disse “é amor”.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;“Não, gurizinho”, eu ainda repliquei “to falando disso que você tá mexendo, isso que você mexe como se fosse bonito, mas que é sujeira e fede”. Ele soltou a vareta, me deu a mão, suja, me levou pra longe daquele lugar. Embaixo duma árvore, me fez deitar no colo dele, que ainda cheirava mal mas eu já não ligava e disse: “então, flor. É amor…”&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-8201077965560990466?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/8201077965560990466/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=8201077965560990466' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/8201077965560990466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/8201077965560990466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2009/07/uma-vez-o-gurizinho-tava-abaixo-mexendo.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-3620548421717178579</id><published>2009-07-19T03:22:00.000-03:00</published><updated>2009-07-19T03:29:32.324-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>meu pecado, seu padre, é a gula. eu quero comer tudo, com toda a minha extensão. eu sei, seu padre, que eu já parei há muito de comer pra saciar minha fome, fico aqui, me entupindo de comida pra ver se passar essa vontade de viver. o pior, seu padre, é que ultimamente eu deixei o chocolate de lado. hoje eu me alimento dele...&lt;div&gt;eu me alimento da imagem dele, dos sonhos dele. eu como ele pelos meus cinco sentidos. eu me alimento da lembrança dele e me farto de expectativas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De repente vem algum mau estar no estômago. as vezes dói. mas é como um vício, sem ele não dá. eu começo a não achar motivo pra levantar da cama.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;tem dias que ele não deixa. tem dias que ele não se faz de alimento pra minha fome. tem dias que eu quero comer esse prato de paixão com molho de ansiedade e ele não deixa. me deixa com fome, me faz dormir com o estômago vazio.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;mal sabe ele que dormindo assim, eu acordo quase maluca. meu corpo todo pedindo pra eu voltar a comer aquele menino. que tem gosto de medo quando a gente morde, mas deixa qualquer coisa de saudade na boca quando vai embora...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-3620548421717178579?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/3620548421717178579/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=3620548421717178579' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/3620548421717178579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/3620548421717178579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2009/07/meu-pecado-seu-padre-e-gula.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-7401676185510813683</id><published>2009-07-12T23:43:00.000-03:00</published><updated>2009-07-13T00:21:04.005-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Quando Fabiano nasceu não chorou, não reclamou, não deu trabalho nenhum. O pai, que era fotógrafo de céu viu nos olhos pequenininhos de Fabiano um brilho bem maior do que da Lua, quando ela fazia pose no céu pra ser fotografada. Fabiano era quieto feito estrela.&lt;br /&gt;Margarida nasceu gritando, destruindo os movéis da casa, falando sem parar e imitando artista de cinema. Queria ser escritora e quebrou a máquina de escrever do avô. Não tinha cuidado com nada, mas também não precisava que cuidassem dela. Margarida tinha a boca cor de morango, sua fruta predileta, e nos olhos não tinha nada, porque o pai não era fotógrafo de céu, era só desenhista de flor.&lt;br /&gt;Quando Fabiano cresceu continuou carregando nos olhos o brilho da Lua que o pai fotografava e o jeito de estrela. Margarida continuou falando sem parar e quebrando as coisas que passavam por ai. De tanto quebrá-las, Margarida foi se machucando. As mãos, as pernas, os pés, o coração ia todo cortado ao longo da vida. Margarida é fraca, porque flor não aguenta ventania, enquanto estrela ri da cara da brisa.&lt;br /&gt;Margarida quando viu Fabiano reconheceu na hora aquele jeito de estrela, quieta. Dava o que tinha pra brincar de ser céu, e segurar Fabiano num abraço. Mas Margarida não era céu, tinha nascido de um desenhista de flor, e só flor podia ser. Margarida não tinha tato para cuidar de estrela, desde criança quebrava tudo, estragava o que mais gostava. Mas flor, no fim, é flor: tem espinho e murcha rápido. Enquanto estrela brilha, brilha, e quando a gente já dormiu e acordou uma vida, ela brilha.&lt;br /&gt;Margarida não merece Fabiano. Não pode ficar do lado dele muito tempo, porque a primavera passa, a flor enfeia enquanto o céu continua ali. quietinho. Margarida queria dizer pra ele que sabe que ele é estrela igual a que o pai dele fotografa, queria dizer que precisa dele mas que entende que flor e estrela não terminam juntos e não se dão bem. Flor tem medo, estrela assusta. Ela queria explicar. Queria, mas ficou quieta, porque flor quebra com o vento, e anda ventando demais por aí...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-7401676185510813683?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/7401676185510813683/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=7401676185510813683' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/7401676185510813683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/7401676185510813683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2009/07/quando-fabiano-nasceu-nao-chorou-nao.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-5934020466633243446</id><published>2009-07-12T01:26:00.001-03:00</published><updated>2009-07-12T01:38:20.298-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Mantém a luz apagada, eu não tenho medo do escuro, eu gosto do breu, quanto mais escuro tiver melhor eu me sinto, sozinha com os meus pensamentos, sozinha com os meus planos e os meus desejos, que, no escuro, nao me envergonham. Mas você vem e me tira tudo, tira meus pensamentos, tira meus planos, assim o escuro me assusta. Eu não tenho medo dos monstros, eles é que fogem de mim.&lt;br /&gt;Acende uma meia-luz, vai, deixa eu ver seu rosto sem enxergar seus olhos.  Essa meia-luz traz a forma do teu corpo, traz algum resto do teu pensamento que eu queria que fosse meu. Você não entende, fica me assustando com histórias de monstro do escuro, você quer me assustar com o desconhecido. Mas eu já não tenho medo.&lt;br /&gt;Não, não acende a luz desse jeito senão você vai ver tudo. Vai ver que eu não sou bonita, vai ouvir a minha voz é feia, não é como a minha letra que você tá acostumado. Mantém a meia-luz que você pode me ver, sem descobrir quem eu realmente sou. Quem eu sou você não gosta, eu sei. Se você quer ir embora, eu deixo. Mas mantém a luz apagada e devolve meus planos pra eu brincar e os meus desejos pra me envergonharem. Assim, no escuro total, dá pra fingir que você tá do meu lado, sem uma fresta de luz refletindo na parede e me lembrando, de um jeito nada gentil, que eu to sozinha com os meus monstros, como eu sempre tive.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-5934020466633243446?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/5934020466633243446/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=5934020466633243446' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/5934020466633243446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/5934020466633243446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2009/07/mantem-luz-apagada-eu-nao-tenho-medo-do.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-5065160855307507974</id><published>2009-07-09T21:26:00.000-03:00</published><updated>2009-07-09T21:55:37.945-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>ele vem e me diz que eu não sei, que eu não entendo as coisas. Tá dizendo que eu não penso no que faço, que acabo fazendo papel de patética, que eu não uso a cabeça.&lt;br /&gt;O que ele não sabe é que eu sei. Eu sei por todos os meus sentidos e não pelo meu raciocínio. Eu sei pelo meu sorriso e pelo jeito que ele escapa da minha boca sem que eu pense. Eu sei pelo estômago que se revira quando ele aparece e não pelo cérebro. Eu sei pelos dedos das minhas mãos que parecem vazados sem outros dedos fazendo de duas mãos uma trança só. Eu não penso. Eu não penso nas consequências, mas eu sinto aquela tristeza sem resposta, consequência inevitável de quando a gente se despede. E fica aquela sensação que eu nunca disse tudo, ainda que eu tenha falado demais. Ele diz que eu não sei, mas eu sei pelo gosto de choro feliz que chega na minha boca toda vez que ele se permite não saber. Eu sei por aquela vaidade que apareceu de novo quando ser bonita ou não já não fazia mais diferença. Ele diz que eu não tenho cabeça, mas foi ele que me fez perder ela por aí, em algum canto além-mar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-5065160855307507974?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/5065160855307507974/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=5065160855307507974' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/5065160855307507974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/5065160855307507974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2009/07/ele-vem-e-me-diz-que-eu-nao-sei-que-eu.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-6690568371399506739</id><published>2009-07-05T16:48:00.000-03:00</published><updated>2009-07-05T16:56:07.481-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ele não gosta de chocolate, é por isso. Ela sempre achou um absurdo alguém não gostar de chocolate, ‘Quem não gosta de chocolate não gosta de nada!’. Era assim o Fabiano. Fabiano era tranquilo. Ainda novo percebeu que essa coisa de se exaltar demais, no fim, não valia a pena. Bebia cerveja pra socializar, mas preferia vinho. Não tinha medo de muita coisa, não, mas preferia não falar de morte. Fabiano achava que certas cores não combinavam, mas não achava isso importante. Lia muito, escrevia pouco. Escutava o que queria e falava quase nada, que é porque ele achava que os humanos não valiam a pena. Fabiano tinha ideais, mas parecia evitar ideologias. Não era do tipo que se apaixonava e nem lia poemas de amor. Fabiano não gostava de comemorações e nem de festas, mas acabava indo em quase todas. Fabiano não gostava de verduras e não gostava de cozinhar. Fabiano não gostava de gostar e, por isso, não gostava de chocolate.&lt;br /&gt;Quem não gosta de chocolate nunca vai entender quando ela falar dos fogos de artifício, e a lua. Não vai entender como pode se entregar desse jeito. Não vai entender a graça do vermelho e do verde juntos, em qualquer época do ano, fazendo parecer natal o chato mês de Abril. Ela tinha certeza que quem não gostava de chocolate nunca ia entendê-la. E Fabiano não a entende. Porque Ela era maluca. Ainda nova percebeu que essa coisa de se calar, no fim, não valia a pena. Bebia vinho para se embriagar, mas preferia cerveja. Morria de medo de tudo, mas preferia falar de amor. Ela achava que todas as cores combinavam, e usá-las todas era muito importante. Lia muito, escrevia mais ainda. Não conseguia escutar de tanto que falava, porque achava que os humanos tinham que falar um pro outro. Ela tinha ideais, e não fazia ideia do que era ideologia. Era do tipo que se apaixonava por tudo e decorava poemas de amor. Adorava comemorações e festas, mas acabava não indo em todas. Ela levou três dias para se apaixonar por Fabiano, que levou três meses pra notar. Ela achava que todo mundo tinha sua própria versão de “Eduardo e Mônica” e ele preferia não ouvir legião. Ela sonhou que ele não ia querer ficar com ela. Fabiano acordou achando ela ridícula. Então ela foi comer um chocolate, porque hoje só duas coisas fazem sentido: Fabiano e chocolate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca juntos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-6690568371399506739?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/6690568371399506739/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=6690568371399506739' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/6690568371399506739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/6690568371399506739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2009/07/ele-nao-gosta-de-chocolate-e-por-isso.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-7062547456442234775</id><published>2009-07-01T21:27:00.000-03:00</published><updated>2009-07-01T22:00:24.190-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu devia ter te escrito aquela carta. Sempre segui minha intuição e ela dizia "envia" e eu negava, porque com você minha intuição foi embora e meu sexto sentido se perdeu. Os outros cinco também se confundiram, e eu fico achando que sinto o cheiro pelos olhos, que encosto na sua pele com o ouvido e que ouço a tua voz quando leio. Mas então, eu te escrevo agora essa carta pra dizer que eu devia ter escrito aquela outra. Eu tinha pensado em tudo... uma folha verde, a minha letra vermelha, a velha piada sobre o meu mau gosto com cores. e eu não escrevi! Ai, se arrependimento matasse, essa cama agora seria minha cova. Na carta que eu não te escrevi teriam todas as palavras que eu já te disse, as que eu não te disse mas você sabe quais são e aquelas que eu não te disse e que você nem desconfia. Eu quero te preservar tanto que acabo me prendendo numa jaula e fazendo do meu sentimento qualquer tipo de fera perigosa que tem que ficar isolada. Mas essa jaula que eu criei vive exposta, e as vezes você vem com essa sua cara de turista despreocupada e alimenta meu sentimentos e depois ri deles, como se eles fossem um macaco a quem você deu uma banana de mentira.&lt;br /&gt;E eu vou pegando essa banana que parece de mentira e olho com calma até começar a acreditar que ela é de verdade. Um dia você volta, sem a cara de turista e abre a jaula do meu sentimento. Meu Deus, por que foi que eu não escrevi aquela carta? Agora não posso remediar, agora eu não posso te obrigar a ter um pedaço de mim com você. A primeira vez que eu te disse o que eu nunca devia ter te dito foi por uma carta. Carta é fácil porque a resposta, se vier, demora, e eu posso me armar contra aquela sua mania de não dizer nada. Agora já passou, eu não escrevi aquela carta, a minha jaula ainda tá fechada, te espero lá com uma carta que eu não escrevi, e com uma banana de verdade para te dar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-7062547456442234775?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/7062547456442234775/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=7062547456442234775' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/7062547456442234775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/7062547456442234775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2009/07/eu-devia-ter-te-escrito-aquela-carta.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-4837094679525654546</id><published>2009-06-26T07:55:00.000-03:00</published><updated>2009-06-26T08:05:04.663-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>E se apaixonar por ele, de repente, parecia uma viagem de avião. Morria de medo de avião porque a ideia de tirar seus pés da terra, assustava. Gostava de saber por onde pisava, era mais fácil assim. Mas ele subia com a cabeça dela até a estratosfera. O medo só aumenta com a subida, os pés tremem, dá um frio na barriga, os ouvidos doem e você se desespera: vai acabar tudo aqui. Mas não. Afinal, você olha pro lado e vê as nuvens, passa por elas e sorri pro sol. e continua subindo até ter a impressão que pode pisar naquelas nuvens...Era assim com ele, era como se pisasse em nuvens e os problemas do mundo ficassem em outro plano, bem abaixo.&lt;br /&gt;Mas avião tem turbulência e você fica se perguntando porque se enfio nele, e o medo volta: vai acabar tudo aqui.&lt;br /&gt;Se acabar, pensa, pelo menos acaba de uma voz e eu não sinto tanta dor. Mas esse pensamento otimista não te engana, só assusta.&lt;br /&gt;E você sabe que tem a hora da chegada. As nuvens vão embora e fica um medo, um medo maior que a pressão que incomoda os ouvidos e ansiedade da volta. Voce fecha os olhos, se agarra a quem der e reza pra aguentar. E se apaixonar por ele, de repente, esperava uma viagem de avião...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Madrid.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-4837094679525654546?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/4837094679525654546/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=4837094679525654546' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/4837094679525654546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/4837094679525654546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2009/06/e-se-apaixonar-por-ele-de-repente.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-1574544631584683251</id><published>2009-06-22T13:38:00.000-03:00</published><updated>2009-06-22T14:13:35.781-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>era uma vitrine. Ele não podia encostar, só ver. Ela mexia de um lado pro outro, chegava tão perto que ele quase acreditava que podia encostar, ele ia com a mão, ia segurar entro os dedos aquele cabelo que não parava de voar. Vidro. tinha sempre aquele vidro.&lt;br /&gt;Dentro da vitrine ela até parecia bonita, tinha alguma coisa de ansiedade que molhava os olhos dela. Quando ela chora ele quer dar um abraço. e sorria, ela não para de sorrir Queria tanto ela aqui. Vidro.&lt;br /&gt;era uma vitrine. Ela não conseguia entender, achava que ele tinha a chave daquela caixa de vidro e não queria abrir. Abre pra ela. Ela ficava com vontade de chorar, queria tanto encostar nele. Vidro. tinha sempre aquele vidro. Ele era tão bonito, mas quase não sorria. Tinha um sorriso de lado que só aparecia as vezes. Ela chora quando ele sorri, mas é de alegria e ele não entende. Queria tanto que aquelas mãos encostassem no cabelo, na nuca, nas costas dela. Isso deixava-a ansiosa a ponto de querer quebrar aquela vitrine. Vidro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela ta se mexendo, tá chorando, tá procurando uma coisa. Ele ta inquieto, que será que ela procura? Ela olha como se pedisse desculpa. Será que ela vai o deixar? Pra onde ela vai? Ele achava que ela era a manequim dele, aquela vitrine era dele. Ela pede desculpa e cobre um vidro com um pano vermelho.&lt;br /&gt;Ele não entende, ele não quer deixar de olhar, por que ela se escondeu?&lt;br /&gt;Será que ela foi embora? Tanto tempo ele olhou pra ela e agora não podia mais, maldita cortina vermelha. Antes o vidro....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e o tempo passando, e a mesma vista vermelha pra ele.&lt;br /&gt;Ele tanto olha pro vidro que esqueceu de ver o tempo passar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o tempo, ainda bem, sempre passa. Ela entrava, toda cheia de sangue, com vidros quebrados pelo corpo, na caixa de vidro dele. Ela pediu, já se encostando no ombro dele, "Posso ficar aqui pra sempre?" Ele não conseguia nem se mexer, tinha medo de encostar nela, primeiro pra não machucar mais aquele corpo cheio de vidro, segundo porque ele ainda não acreditava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"você se machucou muito"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"logo passa". o vidro era grosso demais, mas também quebrava. no fim, era só uma vitrine.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-1574544631584683251?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/1574544631584683251/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=1574544631584683251' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/1574544631584683251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/1574544631584683251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2009/06/era-uma-vitrine.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-3896363611046296958</id><published>2009-06-20T19:45:00.000-03:00</published><updated>2009-06-20T19:47:36.885-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Querido, onde fica a cebola na sua casa? &lt;em&gt;Olha só, aqui tá dizendo que colocar a pm pra bater é democrático, diz aí, é pra rir né?&lt;/em&gt; É sim, um absurdo. Mas olha, onde fica a cebola, não posso cozinhar sem cebola! &lt;em&gt;Agora no oriente médio, tudo fere a liberdade e a porra dos direitos humanos.&lt;/em&gt; Pois é, nem me fale em oriente médio. Cadê a cebola? &lt;em&gt;Não que eu ache que não seja ferir os direitos humanos, mas que quando a situação é aqui do lado, ninguém dá bola.&lt;/em&gt; Eu sei, lindo, ainda mais com estudantes…Você tem certeza que comprou cebola? &lt;em&gt;Comprei sim, esse jornal tá cheirando cebola, inclusive. &lt;/em&gt;Tá, mas onde você colocou? &lt;em&gt;CARALHO…Essa imprensa tá toda comprada mesmo. Não salva nada! Olha só, essa foto, parece até que a manifestação não era pacífica.&lt;/em&gt; Amor, eu concordo com tudo, eu também acho que a gente tem que ficar puto, mas podemos ficar putos alimentados? E pra fazer a comida eu preciso de cebola!!!!!!!!&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Meu, é sério. Tem que mudar, a gente tem que movimentar a galera, não dá mais, não pode continuar assim. Vou procurar lá dentro as coisas da manifestação, vou levar pra reunião, vou mostrar o que ta acontecendo. &lt;/em&gt;Amor, me escuta só um minuto. EU PRECISO DA CEBOLA. &lt;em&gt;Que cebola, cê ta louca? O mundo tá de perna para o ar e você falando em cebola? Olha só, a gente não pode ficar parado pensando na comida de daqui a pouco, a gente precisa tomar alguma atitude. Você não pode ser tão egoísta.&lt;/em&gt; Ok, desculpa. &lt;em&gt;Ai, linda, por que cê tá chorando, vem cá, me dá um beijo…eu exagerei, desculpa. &lt;/em&gt;Não, amor, eu achei é cebola, foi isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-3896363611046296958?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/3896363611046296958/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=3896363611046296958' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/3896363611046296958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/3896363611046296958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2009/06/querido-onde-fica-cebola-na-sua-casa.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-493878996209646288</id><published>2009-06-18T12:05:00.000-03:00</published><updated>2009-06-18T12:45:35.883-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;se soubesses como eu gosto, do seu jeito, seu cheiro de flor...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A menina com nome de flor tinha passado a vida toda tentando ser flor. Se cobria de vermelho, se perfumava e não conseguia ser flor. De flor tinha o nome e três espinhos, cada um nascido de uma história diferente. A menina com nome de flor se cobria com sonhos para fingir que eles eram pétalas, e se fechava em dia de frio. Se fechava também para amores muito fortes, porque ela assim, só com três espinhos, não sabia por onde se proteger. Tinha medo do vento e do moço que não gostava de flores. Ficava esperando a chuva que ia molhar seu rosto. Mas era de lágrimas que ela regava aquela saudade. A menina com nome de flor nunca ganhou uma flor de presente. Então ela pintou flores no corpo, nas costas, na perna, para ver se assim, toda cheia de flores e com nome de flor, alguém levaria uma flor para ela. Mas ninguém levou.&lt;br /&gt;O menino que nao gostava de flores aparece todo dia e a menina com nome de flor abre um sorriso, feito fosse primavera. Para ele, o nome dela não tem nada de flor. Para ele, a menina com nome de flor não é uma flor e o inverno é a melhor época do ano. Mas no inverno, as flores se escondem. E então, a menina com nome de flor foi deixando de ser flor, para aguentar o inverno que aquele menino que não gostava de flores trazia para os dias dela. A menina com nome de flor agora é só mais uma menina; sem sonhos em forma de pétala, sem cheiro de jardim. Dos tempos de primavera, a menina só guardou os espinhos a eterna vontade de ganhar de presente uma rosa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-493878996209646288?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/493878996209646288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=493878996209646288' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/493878996209646288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/493878996209646288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2009/06/se-soubesses-como-eu-gosto-do-seu-jeito.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-7161827475924016999</id><published>2009-06-13T00:52:00.000-03:00</published><updated>2009-06-13T00:54:04.735-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;Eis o melhor e o pior de mim…&lt;/em&gt;seu nome, seu endereço, seu rosto. O melhor e o pior que eu tenho para apresentar para o mundo é você. Suas mãos, grandes, e o jeito que elas dançam no ar me convencendo que esse é o caminho certo para seguir. Mas tem os seus olhos, pequenos, que não me deixam entrar na sua realidade. Abre só um pouco mais o olho, &lt;em&gt;vem, cara, me repara&lt;/em&gt;, eu passei todos os dias da minha vida contando o dia que você fosse chegar, tão diferente de como você chegou, e agora eu passo todos o resto dos meus dias contando o dia que eu vou chegar, tão diferente eu sou do que você sempre imaginou. Agora eu fico presa, dentro de mim mesma, querendo me encontrar. Prometo que se eu me encontrar, te acho. Te acho afogado nos meus sonhos, tanta coisa eu crio para você, tanta história você é personagem, quando é que você vai cansar de seguir as minhas linhas? &lt;em&gt;Eu não sou difícil de ler.&lt;/em&gt; Eu tenho tanta vontade, e eu também tenho tanto medo, todo o sentido que eu encontro em você eu perco nas esquinas, nas ruas e na contramão do teu sorriso. Eu não sei continuar sozinha, mas eu também não sei como te convencer que é melhor continuar comigo, &lt;em&gt;sou pequenina e também gigante,&lt;/em&gt; tenho a voz presa, essa voz que não é bonita, mas fala e fala, e repete e te pede. Eu to engasgada, &lt;em&gt;vem, cara, se declara&lt;/em&gt; ou vai embora. Mas não vá pelo mesmo caminho que você chegou, porque esse eu percorro todos os dias, tentando ver onde foi que eu me esqueci de mim e passei a lembrar só de você. Se você for, me traz de volta.&lt;em&gt; Só não se perca ao entrar no meu infinito particular&lt;/em&gt;, você pode levar o susto de te ver já passeando por ali.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-7161827475924016999?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/7161827475924016999/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=7161827475924016999' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/7161827475924016999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/7161827475924016999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2009/06/eis-o-melhor-e-o-pior-de-mim-seu-nome.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-8951114391064932839</id><published>2009-06-10T02:25:00.000-03:00</published><updated>2009-06-10T02:27:44.284-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Quem é esse homem que num dia me enche a vida de uma felicidade que eu antes não tinha visto para depois me deixar em uma tristeza que não passa, nem com água, nem com cachaça, nem com a minha música predileta? Ele vem e me fala do brilho do meu olho, e do jeito que esse brilho nasce quando eu sorrio, para depois me lembrar o que as minhas olheiras já não me deixam esconder. Quem é esse homem que consegue por lágrimas nos meus olhos todos os dias, lágrimas de todos os tipos, como se todos os meus sentimentos confusos e cansados de serem os meus sentimentos fugissem de dentro de mim em forma de água, que nasce no olho e vai para o mundo, livre…&lt;br /&gt;Quem é esse homem que tem forma de angústia e que me tira o sono todas as noites e ao mesmo tempo me dá sonhos para eu pintar nas poucas horas que o sono me encontra?&lt;br /&gt;Quem é esse homem que me vê como se já me conhecesse, e adivinha as minhas vontades, e os meus sonhos, e tem o papel certo para eu começar a escrever uma história? Quem é ele que amassa e joga esse papel longe, toda vez que eu me aproximo com a minha caneta, com meu enredo e com os meus diálogos?&lt;br /&gt;Quem é esse homem que me machuca, e me dói, e me arde tanto, mas que também é o único remédio para essa ferida que não fecha?  Essa ferida que sangra e espera aberta pelo curativo que eu sei que só ele pode fazer…&lt;br /&gt;Quem é esse homem que eu não conheço e que não me deixa conhecer, esse desconhecido que foge de mim, para no outro dia aparecer de novo, com o sorriso dele, que eu sei que vai me enganar com a ilusão de que eu já o conheço, e que eu já tinha escolhido para me matar e salvar, antes mesmo de o conhecer.&lt;br /&gt;Quem é esse homem que eu não posso deixar ir embora, mas que também não quer ficar. Que não pode ser meu, porque já é do mundo. Quem é esse homem que hoje me faz perguntar, com a cara vermelha no espelho: Quem será que sou eu?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-8951114391064932839?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/8951114391064932839/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=8951114391064932839' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/8951114391064932839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/8951114391064932839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2009/06/quem-e-esse-homem-que-num-dia-me-enche.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-8943881099151734394</id><published>2009-06-06T23:37:00.000-03:00</published><updated>2009-06-06T23:46:09.804-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eles definitivamente não tinham nada ver. Ele lia Bernardo Soares enquanto ela gostava bem mais do Caeiro. Passavam horas discutindo qual era o melhor heterônimo, mas só chegavam a conclusão de que, no fim das contas, era o Fernando Pessoa que era mesmo muito bom. Fernandinho, ele dizia. Ela imitava essa intimidade, achava graça no jeito dele brincalhão. Ela nunca conseguiu ser engraçada, mas levava jeito para sorrir, não era difícil arrancar um sorriso da cara dela, ainda mais se era ele tentando. Mas, repito, eles definitivamente não tinham nada a ver. Ela queria passar o fim-de-semana na praia enquanto ele reclamava que não fazia frio. Ela pensava no Tejo, no rio que não corre na aldeia dela e queria uma água, queria sentir. Ele pensando numa sociedade amarga, em uma geração difícil. Ela tentou todos os jeitos de misturar os sentidos dele, confundir tudo, violar, ela queria ele em sinestesia, e ele explicando, claramente, as razões, os modos, os porquês, os motivos. Ela queria ser fraca, ficar no colo dele, pedir para ele cuidar, mas ele queria ela forte, não deixava ela se encostar levantava e dizia: “Anda”. Ela andava, rumo a qualquer coisa, só para parecer forte. Ele achava que não a conhecia, “você é um heterônimo, também, enquanto eu sou só uma voz diferente de um mesmo homem”. Mal sabia ele que ela, desconhecida, tinha muito pouco para dizer além do que sentia… Ela parece que vai entrar no mundo dele, sentir o cheiro que ele sente, olhar pelos olhos dele e ver como é tocar quando as mãos são as mãos que você procura. Ele tenta usar a lógica dela, e vai num labirinto de pensamentos onde ele vê um reflexo dele mesmo. “Ela quer pensar como eu”. Foge, filho da sociedade, foge você que teu desejo é fugir. Ilude, menina das sensações porque os teus sentidos são ilusão. Você não vai conseguir explicar o que sente. Ele não vai conseguir sentir o que explica. Separados são duas grandes vozes de um mesmo desejo. Juntos, uma obra completa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-8943881099151734394?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/8943881099151734394/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=8943881099151734394' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/8943881099151734394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/8943881099151734394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2009/06/eles-definitivamente-nao-tinham-nada.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-7619720007617262094</id><published>2009-06-04T19:19:00.000-03:00</published><updated>2009-06-04T19:28:12.280-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Todo mundo tem medo de se apaixonar. Todo mundo. A minha vizinha de 92 anos tem medo de se apaixonar, eu tenho medo de me apaixonar, a minha amiga descolada tem medo de se apaixonar, o nerd do instituto ao lado tem medo de se apaixonar, o bombadão que caminha sendo puxado por um pitBull tem medo de se apaixonar, aquela menina de cachos que sorri de um jeito discreto também tem medo de se apaixonar.&lt;br /&gt;Medo de se apaixonar é igual ver filme de terror. Todo mundo quer, mas o medo pisca ao lado. Alguns, para não passar medo, fingem que não gostam do filme. Outros, passam longe do cinema. Uns passam o filme inteiro de olhos tapados.&lt;br /&gt;Mas para os que entram e assistem o filme inteiro, e gritam, e choram, e têm o coração acelerado é que eu escrevo isso: continuem vendo o filme, tenham medo, sim, mas vejam. Pensem no filme depois, e na próxima sessão, para dar menos medo, arranje alguém que segure na sua mão!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-7619720007617262094?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/7619720007617262094/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=7619720007617262094' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/7619720007617262094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/7619720007617262094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2009/06/todo-mundo-tem-medo-de-se-apaixonar.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-7694226402966176582</id><published>2009-06-03T22:24:00.000-03:00</published><updated>2009-06-03T22:31:23.053-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ele gostava do escuro, de dormir sem luz nenhuma. Ela gostava de dormir com o abajur de peixes aceso. Ele se irritava de madrugada quando acordava para ir no banheiro e via aqueles peixes passando na parede branca que tava descascando. Ele bufava e apagava a luz, ela se remexia e levantava os braços procurando os dele:&lt;br /&gt;‘Já volto, vou no banheiro’ e às vezes não voltava. Ela passava a noite toda roçando os braços naquele lençol para ver se encontrava um pedaço dele, enquanto ele dormia na leitura de um livro, justificando uma insônia sem sentido.&lt;br /&gt;‘Volta aqui’, e ele voltava. Ela acendia o abajur, abria um sorriso e dizia: eu gosto de te ver, menino.&lt;br /&gt;Ele também gostava de ver o jeito dela de dormir com um braço embaixo do travesseiro e o outro por cima do peito dele, com a mão passeando na barba, até cair…cansada. Gostava do jeito que ela entrelaçava as pernas dela nas dele, e de quando ela acordava assustada com o pesadelo: “sonhei que você não tava aqui”, chorando e sorrindo, deitava no peito dele e dizia: “Mas ainda bem que você está!”&lt;br /&gt;Ainda assim, ele não gostava de dormir com luz acesa.&lt;br /&gt;Um dia se irritou, disse que com luz não dava, ele tinha que descansar e aqueles peixes na parede causavam insônia. Ela sorriu, entendeu. Pegou seu abajur de peixes debaixo do braço e foi embora, chorando e sorrindo, como se fosse um pesadelo.&lt;br /&gt;Ele ficou no escuro, procurando os braços dela. Acendeu a luz e não viu nada. Talvez fosse melhor o escuro agora que ele não tinha mais o que ver.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-7694226402966176582?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/7694226402966176582/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=7694226402966176582' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/7694226402966176582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/7694226402966176582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2009/06/ele-gostava-do-escuro-de-dormir-sem-luz.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-5109878660071251260</id><published>2009-06-02T16:10:00.000-03:00</published><updated>2009-06-02T16:24:54.446-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu fico bravo com ela. A garota é míope e insiste em não colocar os óculos, porque fica me dizendo que fica feia. Quem liga para uma armação de óculos? Eu nem vejo! Enfim, ai eu digo para ela colocar as lentes e ela fica toda preguiçosa. Aí fica comprimindo os olhos, para enxergar e acaba que não vê porra nenhuma. Eu queria que ela visse, bem. E deve fazer mal, né? Se a pessoa tem defeito nos olhos, tem que pôr óculos, e não deixar guardado na gaveta. Sei lá, não falo mais nada que é para ela não se aborrecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Amor, que é que tá escrito ali?&lt;br /&gt;-Ah, você tá sem óculos, né? Já disse o que penso disso, né?&lt;br /&gt;-Já.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Amor?&lt;br /&gt;-Sim?&lt;br /&gt;-Fala o que você acha de mim? Me diz o que você vê que eu não vejo? eu tô sem óculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vejo uma garotinha mimada e teimosa, que não se preocupa com mais ninguém além dela mesma. Eu vejo uma menina que não virou mulher, que não sabe o quer, que tem medo de ficar sozinha. Eu vejo uma menina que não sabe se apaixonar, que sufoca e que responsabiliza, uma menina cujo sentimentos pesam em quem ela sente. Eu sei que não é de propósito, mas o seu jeito de amar incomoda. Você prefere viver sonhando do que entender que a realidade é difícil. Eu vejo que não adianta pintar as unhas de vermelho, tatuar o corpo, maquiar os olhos se não for conseguir se despir disso depois. Você não sabe viver, menina, você só sabe sonhar, e isso não serve. É isso que eu vejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Amor, me passa os meus óculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi embora. Enxergando era difícil demais de ficar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-5109878660071251260?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/5109878660071251260/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=5109878660071251260' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/5109878660071251260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/5109878660071251260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2009/06/eu-fico-bravo-com-ela.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-3290646894768930123</id><published>2009-05-24T16:45:00.000-03:00</published><updated>2009-05-24T17:18:22.388-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Rita gostava de homem engraçado, que fizesse ela rir o tempo todo, que era para levar a vida mais leve, a vida, que para Rita nunca foi fácil. O príncipe de Rita não tinha um cavalo branco, ele vinha a pé, com all star velho e falando sozinho, como se isso fizesse sentido. Rita tinha medo de cavalos e pessoas que não falavam sozinhas. "A gente tem que estabelecer um diálogo com a gente", repetia. Ela gostava de homem que gostasse de cerveja, e que bebesse direto na garrafa. e que risse disso com ela. Rita precisa rir, para a boca crescer e olho ficar pequenininho. E o olho pequeno da Rita não deixava ela ver o que tinha de ruim no mundo. Ela ria, ria, rita. Ela não quer saber do mundo se o mundo não tiver querendo saber dela.Rita queria sair pra dançar, achava legal quando um homem que não sabe dançar se esforça. Ele ficava lindo preocupado, então rita fingia que tinha doído muito mais do que realmente doeu, e se escorava nele para continuar em pé, "você pisou no meu pé", dizia rindo, mas com voz de manha.&lt;br /&gt;Ela gostava de homem que fizesse ela esquecer de tudo, que mostrasse a cor do céu, e se divertisse com a abelha que tinha a listra amarela meio torta. Mas Rita acabou conhecendo um moço que não sabia dançar, e que também não tentava, que não gostava de cerveja e não bebia nada no bico. Ele fazia Rita rir, mas logo em seguida, tão rápido, ele abria os olhos de Rita. E se os olhos de Rita abrem, a boca fecha e aí não tem sorriso, não tem mais céu colorido, não tem mais nada. Ele quer mostrar para Rita que o mundo não vale a pena, que as pessoas não valem a pena, que ele é cinza. A Rita quer mostrar pra ele que ele é branco, com espaço para se colorir. Rita continua falando sozinha, ontem mesmo podia ouvir ela dizendo quantos lápis de cor ela ia ter que comprar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-3290646894768930123?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/3290646894768930123/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=3290646894768930123' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/3290646894768930123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/3290646894768930123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2009/05/rita-gostava-de-homem-engracado-que.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-550424809637200607</id><published>2009-05-23T02:24:00.000-03:00</published><updated>2009-05-23T02:33:03.717-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Quantas cores o céu pode ter longe de você? Eu contei várias, e parece que em cada uma delas vai um pedaço de você, de você que eu não conheço. A noite, escura, parece teus olhos, teu segredo que eu não consigo descobrir. A madrugada vem roxa, tão bonita, quer me dizer que o dia tá chegando. Eu não posso ver essas cores se não te mostrar, não faz sentido para mim. O que é fazer sentido quando a saudade é de uma coisa que nunca se viveu? Quando amanhece, o céu fica azul, o sol vem como teu sorriso. Vem como a tua confissão iluminando, quando eu achava que aqui só ia amanhecer amanhã...em outro lugar, mais distante que a sua voz. Mas o dia veio azul, ganhou da noite. E agora eu me pergunto, quantas cores pode ter o céu perto de você?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-550424809637200607?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/550424809637200607/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=550424809637200607' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/550424809637200607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/550424809637200607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2009/05/quantas-cores-o-ceu-pode-ter-longe-de.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-3289302177973299782</id><published>2009-05-18T22:11:00.000-03:00</published><updated>2009-05-18T22:26:50.416-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;Oi, reflexo. Você é meu espelho?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Humanos são ruins, minha filha. Por isso vá dormir. Humanos não valem a pena, minha filha. Por isso insônia, para que?&lt;br /&gt;Humanos, minha filha, criaram a palavra confiança, mas não sabem o que fazer com ela. Jogam ela para cá e para lá, até acharem sua utilidade. Eles criaram a confiança e a mentira, que é para ver quem era mais forte. Humanos gostam de competir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por que meu rosto mostra os dentes quando você sorri? Eu posso te tocar, espelho?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A graça de ser humano é fingir que entende o que acontece. Mas você não entende, minha filha. Não se culpe. Você omite, você se esconde, mas não entende porque acaba sempre tão exposta. Por que tanta tristeza, minha filha? Ele é só mais um humano que descobriu que você era, inevitavelmente, humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Espelho, essas palavras são minhas, esse jeito de escrever é meu. Quando foi que eu deixei de ser eu e passei a ser o seu reflexo?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Humanos criaram o arrependimento, mas não aprenderam a fazer o tempo voltar. O tempo, esse maldito, ri da cara dos humanos. Eu sei, ele me conta, faz dos que afligem um tempo que não passa, que é para ver sofrimento. Os que se divertem, ele inveja, então faz as horas correrem feito criança para o bolo recém saído do forno. E para os que sentem saudade, ele guarda o sadismo especial, de se confundir entre lebre e jabuti, e não decidir se corre, ou se espera. Porque, minha filha, quem tem saudade é como se tivesse o mundo,  mas sem pode encostar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Para de fugir de mim, espelho, para de fugir de mim. Você tem medo porque eu sou totalmente desconhecida para você?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ou porque eu sou exatamente aquilo que você não queria ser?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Humanos não merecem, mas você vai continuar acreditando.&lt;br /&gt;e o tempo continua rindo de você.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-3289302177973299782?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/3289302177973299782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=3289302177973299782' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/3289302177973299782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/3289302177973299782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2009/05/oi-reflexo.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-138979068474017941</id><published>2009-05-18T09:49:00.000-03:00</published><updated>2009-05-18T09:58:44.652-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu não gosto de chá, menino, quantas vezes tenho que te dizer isso? Não gosta, eu sei, mas devia tomar. Você nunca aceita quando te ofereço, prefere tomar café que destrói o organismo. Café me mantém acordada. É tudo mentira que cafeína mantém acordada. A mim, me mantém. Então tá, continua tomando café e morrendo de gastrite enquanto um chá de camomila ia te acalmar e te deixar mais tranquila. A minha calma não depende de chá, menino. É tanta coisa além…Mas veja, um chá ia curar suas cólicas, você vive tendo cólicas. E a voz rouca? Já disse que sei um chá de gengibre que tira essa roquidão num segundo. Depois fica ai dizendo que tem a voz muito feia. Para, vai, chá nenhum conserta a minha voz, e de qualquer maneira eu não quero chá. Você nunca quer, eu sei. Mas ia fazer bem para ti, tua cara cansada anda perdendo a beleza. Que beleza, menino? Você nunca me achou bonita. Como você diz isso? Como você nunca disse. Nada. E quantas vezes eu me arrumei, até no escuro, para você me ver bonita, o mais bonita que eu podia ser e você, e você não via. Claro que eu via, mas não dizia. E que adianta sem dizer? Nem tudo são palavras, minha querida. Eu não to falando só de palavras, na sua boca, você não me dizia que eu era bonita, nem nos seus olhos você me dizia que eu era bonita. Na sua formalidade comigo você não dizia que eu era bonita. Para de loucura. Não posso parar, eu sou louca, não convém a uma louca parar de loucura. As vezes parece que eu não te conheço, mulher. Você me esconde tanta coisa! Eu não te escondo nada, menino, é você que tem medo de procurar. Aliás, você tem algum chá que passa o medo? Não sei, por que, deu para ter medo do escuro, agora? Não é para mim, é para ti. Eu não tenho medo do escuro, querida. Não? Não, se a porta tiver aberta. Então por que é você não entra em mim? Porque você é um labirinto, e o teu coração é o Minotauro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-138979068474017941?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/138979068474017941/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=138979068474017941' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/138979068474017941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/138979068474017941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2009/05/eu-nao-gosto-de-cha-menino-quantas.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-5253099367838206734</id><published>2009-05-17T21:46:00.001-03:00</published><updated>2009-05-17T21:48:38.904-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>“Quando Deus fecha uma porta, ele abre uma janela”, você me disse isso com os seus olhos verdes brilhando, porque estavam molhados de saudade, molhados de água salgada, não desta água do mar, mas daquela água salgada que nasce no coração e morre nos olhos. Quando você me disse isso eu quis me irritar, sabe? Qual o sentido dessa frase? Porta e janela nunca são a mesma coisa. Que adianta fecharem uma porta, que é o te leva para o mundo e abrirem uma janela, que se contenta em ser um quadro do mundo, esperando o mundo passar? Eu não posso pular da janela. Eu só sei sair pela porta. Mas eu não te disse nada. Você me deu um abraço e isso faz tanta diferença. Eu sempre respondo “sempre” quando você pergunta se eu quero um abraço. É claro que eu quero.&lt;br /&gt;Hoje o dia nasceu de noite. E a gente acordou pedindo para dormir, e eu não queria ser eu. Você disse que se não me matasse, aquilo me fortaleceria, era um velho ditado cliché. Acontece que o meu corpo cansado, meu coração tão machucado e a minha voz rouca me deixavam tão fraca. Eu chorei para você, mais uma vez. E você me disse isso de novo: “Quando Deus fecha uma porta, ele abre uma janela” e aí eu entendi, pela primeira vez eu entendi. A porta que ele fecha não é para prender a gente, é só para guardar. E a janela que ele abre, é para ver se a gente não resolve a aprender a voar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz Aniversário, Roomie. Você é a minha janela, quando todas as portas fecham. =)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-5253099367838206734?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/5253099367838206734/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=5253099367838206734' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/5253099367838206734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/5253099367838206734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2009/05/quando-deus-fecha-uma-porta-ele-abre.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-7228953914364738849</id><published>2009-05-10T13:25:00.000-03:00</published><updated>2009-05-10T13:26:40.805-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Sete anos juntos e ela nunca se lembra. Ela devia se lembrar, não é? Ela é a mulher. Mulher é que se apega a essa coisa de data, de lembrança. Mas não. A gente é tão diferente. Eu sou um homem sério, sabe? Um homem ocupado, que devia receber ligações as seis e quinze da mulher preocupada e um pouco enciumada dizendo ‘é para eu te esperar para o jantar?’. Mas ela nunca me ligou, e eu já me atrasei, juro. Um dia cheguei quase as sete e meia em casa! E ela? Ela nada. Nunca teve ciúme, nunca duvidou de mim. ‘Quem ama, cuida’, minha mãe me disse a vida inteira. Um dia quis dizer isso para a minha mulher e sabe o que ela me disse? Que ciúme é socialmente construído, por uma sociedade patriarcal e machista. Eu nem sei o que é uma coisa socialmente construída e ela adora repetir isso. Ela diz que arrozefeijão é socialmente construído, até a gente ter uma samambaia na varando ela acha socialmente construído. Eu não digo nada, ela pode achar que meu silêncio é socialmente construído, mas eu sinto que…Bom, não importa. Eu gosto da samambaia na varanda.&lt;br /&gt;Quando nosso baixinho nasceu era perto do dia das mães e eu tava ansioso para dar para ela o primeiro presente de mãe. Não ia dar uma coisa dessas que a tv manda comprar porque ela ia dizer que não era dona de casa e não tinha vocação para Amélia. Comprei um perfume, desses que a gente sente com todos os sentidos. Eu sei que ela gostou porque ela passa todo dia, mas só por isso. Quando eu cheguei com o presente, ela disse que dias das mães é data comercial e que eu tinha caído na lógica capitalista. Aquele dia me deu vontade de dizer para ela que a minha lógica capitalista pagava as fraldas descartáveis do pequeno. Duvido que ela ia querer lavar fraldas de pano em prol do meio ambiente. Mas eu gosto dela, sabe? E quando a gente gosta fica quieto mesmo quando dói. Hoje eu sei que não devia ficar quieto, mas é que ela sorri de um jeito que a lógica capitalista e o socialmente construído começa até a fazer sentido…&lt;br /&gt;Mas hoje me rebelei. Sete anos juntos e ela não lembrou. Eu só queria um carinho, sabe? Um bilhete no espelho do banheiro, pintado de batom vermelho, aquele que ela passa para ir trabalhar. Ou um e-mail chegando no escritória. Ou um telefonema. Uma sms, um sinal de fumaça. Ou um sorriso… Mas ela acha que casamento é uma instituição que tende ao fracasso.&lt;br /&gt;Comprei essas flores, tão vendo como são bonitas? Vou dar para ela, ela vai dizer que eu não devia gastar dinheiro com essas bobeiras, vai me dar um beijo frio, e vai perguntar porque comprei isso…&lt;br /&gt;Quer saber? Vou dar essas flores para outra, vou comemorar meus sete anos sete anos sozinho. Sete anos socialmente construídos.&lt;br /&gt;…mas eu não tenho força.&lt;br /&gt;Oi, amor. Feliz sete anos de casados. Essas flores são para você!&lt;br /&gt;‘Marcelo, já não disse para não gastar dinheiro com essas coisas? Sete anos de casado? Isso é socialmente construído pela lógica capitalista! Você não aprende nunca!!!’&lt;br /&gt;Eu aprendo, amor…Olha, vou buscar uma coisa que deixei no escritório e já volto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sete anos. Oi, qual seu nome? Eu quero te levar para jantar comigo. Por que? Hoje eu quero comemorar uma data especial. Pede o vinho mais caro…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-7228953914364738849?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/7228953914364738849/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=7228953914364738849' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/7228953914364738849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/7228953914364738849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2009/05/sete-anos-juntos-e-ela-nunca-se-lembra.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-7728397836618242645</id><published>2009-05-04T23:57:00.000-03:00</published><updated>2009-05-05T00:00:01.548-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;e olhou-a de um jeito muito mais quente&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt; do que sempre costumava olhar&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;(Valsinha)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quero seguir nessa dança até o corpo pedir que eu pare, porque coração, meu amigo, arrega fácil e é só o corpo, no corpo a corpo, que aguenta essa melodia, sem acorde certo e com muita batida quebrada, que tá tocando na minha cabeça.&lt;br /&gt;Eu vou te cansar, eu sei, em algum momento a música perde o sentido e a gente fica pedindo silêncio. E aí, vai ser o teu silêncio, esse que hoje me devora, que vai cuidar de conduzir essa valsa mal ensaiada de nós dois.&lt;br /&gt;Dois para cá, dois para lá, e eu vou perdendo o ar, de um lado e de outro. E se eu respiro no teu ritmo, acabo sufocada, no canto do salão.&lt;br /&gt;É por isso que, hoje, eu vou te levar. Vem, sem medo, me acompanha. Eu não sei ser sutil, eu não aprendi delicadezas, então, aqui a gente só para quando corpo e corpo, juntos, não quererem mais. Por enquanto, meu péssimo bailarino, eu vou conduzir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-7728397836618242645?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/7728397836618242645/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=7728397836618242645' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/7728397836618242645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/7728397836618242645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2009/05/e-olhou-de-um-jeito-muito-mais-quente.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-4463560767677141014</id><published>2009-04-21T20:39:00.000-03:00</published><updated>2009-04-21T20:40:11.714-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Beatriz não gostava de trânsito, não gostava de ônibus, não gostava do calor dos transportes públicos. Era como qualquer menina. Classe média, último ano na universidade, três relacionamentos estáveis findos, emprego part-time na livraria, pais separados e um monte de meio-irmãos. Beatriz não era bonita, nem se vestia para isso. Andava com o cabelo preso em um rabo de cavalo que ia de um lado para outro de acordo com o balanço do ônibus.&lt;br /&gt;Beatriz odiava quando o botão PARAR do ônibus não funcionava, porque sempre o que estava perto dela que não funcionava:“que sorte”. Levantou, seguindo com o rabo de cavalo o ritmo do ônibus. Foi até o botão que sabia que funcionava, e a sua mão foi prensada por outra mão, que, ao que tudo aparentava, também queria apertar aquele botão, o único que funcionava.&lt;br /&gt;“Desculpa”, disse o rapaz, que não era bonito, mas se vestia muito bem.&lt;br /&gt;“Foi nada”, respondeu Beatriz que tinha ficado estática com o sorriso singelo do moço. Beatriz não sabia disfaçar. “Você vai para onde?” O moço perguntou, abrindo mais o sorriso que tinha paralisado Beatriz e o seu rabo de cavalo.&lt;br /&gt;“Vou aqui para rua de trás”, respondeu pensando que finalmente alguma coisa ia ser direta na sua vida, andava cansada das burocarias.&lt;br /&gt;“Posso te acompanhar, até lá, quem sabe, eu consigo saber seu nome e seu telefone”&lt;br /&gt;“Eu sou Bia, digo, Beatriz. Mas chama de Bia, que Beatriz parece meu chefe falando”&lt;br /&gt;“Tá certo, Bia, quer anotar meu número?”&lt;br /&gt;Bia abriu descoordenadamente a bolsa, procurando seu celular.&lt;br /&gt;“Segura, por favor?”&lt;br /&gt;O rapaz segurou a bolsa enquanto Bia nervosa procurava. O rapaz tirou a bolsa da mão dela e lhe deu um beijo, demorado, que desmanchou o seu rabo de cavalo.&lt;br /&gt;“Isso é um convite para entrar na sua vida?”, perguntou Beatriz, orgulhosa da sua frase poética.&lt;br /&gt;“Não, Bia, isso é um assalto.”&lt;br /&gt;O rapaz de sorriso singelo saiu correndo com a bolsa e o celular que ela não tinha encontrado…&lt;br /&gt;Beatriz, três relacionamentos estáveis findos, uma bolsa e um celular mais pobre, voltou para casa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-4463560767677141014?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/4463560767677141014/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=4463560767677141014' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/4463560767677141014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/4463560767677141014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2009/04/beatriz-nao-gostava-de-transito-nao.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-8630467873081183020</id><published>2009-04-20T23:26:00.000-03:00</published><updated>2009-04-20T23:38:10.701-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>E se eu desse voz a minha loucura? &lt;em&gt;Você não faria, tem medo do que eu tenho para dizer para o mundo.. &lt;/em&gt;é que ele não me conhece, loucura, e não vai entender nada. &lt;em&gt;É melhor não entender nada agora que ele não te trouxe nada, porque depois, se ele trouxer, vai ser pior para você e para mim...Aí nunca mais eu vou sair daqui. &lt;/em&gt;Mas, loucura, por que você não fica aí, quieta. Eu te deixei num lugar confortável, loucura, eu te dei meus sonhos para brincar, por que você quer minha realidade também?&lt;em&gt;Porque eu sou a sua realidade, eu sou você. Olha para os lados, eu sou o vermelho da sua tatuagem, eu sou o vermelho da sua boca, o vermelho do seu sangue. &lt;/em&gt;Não, loucura, você não vai crescer mais. &lt;em&gt;Eu já cresci, mulher, eu sou você, quando vale a pena ser...agora, que você ta cansada, eu me calo, eu deixo passar. Mas é o teu sorriso que me fortalece, eu quero vermelho e você traz vermelho pra mim. &lt;/em&gt;Pára, loucura, não aparece assim no meu sorriso, que ele não vai entender. Pára de desenhar o nome dele na minha cama, eu preciso dormir, loucura. Enquanto eu não dormir, você vai se fortalecendo e eu to ficando fraca. &lt;em&gt;Deixa eu te engolir, porque ele não vai querer...&lt;/em&gt;Ele já me engoliu, loucura, me levou para o pátio da cabeça dele onde eu espero, sentada num banco cinza, ele me buscar de volta. E, nele, não cabemos nós duas. Ou eu ou você, loucura. &lt;em&gt;Eu vou.&lt;/em&gt; Por que você, se sou eu que quero? &lt;em&gt;Porque você não sabe querer sem mim. tuas paixões vão ser loucas, até o dia que você desistir e só eu vou existir...&lt;/em&gt;ele não te quer, loucura. ele quer a mim, normal. &lt;em&gt;Acontece que você não existe sem mim.&lt;/em&gt; E o que eu faço, loucura?&lt;em&gt;Traz ele pra mim. &lt;/em&gt;Você vai enloquecer ele também? &lt;em&gt;Prometo que vou tentar...&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-8630467873081183020?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/8630467873081183020/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=8630467873081183020' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/8630467873081183020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/8630467873081183020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2009/04/e-se-eu-desse-voz-minha-loucura-voce.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-8657056658149363460</id><published>2009-04-19T22:36:00.000-03:00</published><updated>2009-04-19T22:42:14.772-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Maria, as flores estão no seu cabelo, as flores estão no olhos, as flores estão em você. Maria, que é que ele veio dizer?&lt;br /&gt;Ele veio ficar quieto.&lt;br /&gt;Maria, a lua brilha no seu cabelo, a lua brilha nos seus olhos, a lua brilha em você. Maria, que é que ele veio lhe dar?&lt;br /&gt;Ele não veio me dar nada.&lt;br /&gt;Maria, o céu azul cabe no seu cabelo, o céu azul cabe nos seus olhos, o céu azul cabe em você.&lt;br /&gt;Maria, o que é que ele veio sentir?&lt;br /&gt;Ele não sente nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria, e o que você faz com essas flores, essa lua e esse céu azul, todo em você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É ele que fez, eu só vou devolver.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-8657056658149363460?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/8657056658149363460/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=8657056658149363460' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/8657056658149363460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/8657056658149363460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2009/04/maria-as-flores-estao-no-seu-cabelo-as.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-4572045439903030605</id><published>2009-04-17T11:46:00.001-03:00</published><updated>2009-04-17T11:46:42.375-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Carta ao meu amigo desconhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Cartas são coisas importantes. As pessoas mais importantes que eu conheço, e que você conhece, certamente escreveram alguma carta. E receberam. Hoje eu não posso te escrever esse tipo de carta. A nossa carta vai ser sempre assim, sem destinatário conhecido e com remetente bem vago. Mas eu sei que você vai me entender, senão eu não escreveria.&lt;br /&gt;            Você me disse que tem essa mania de apagar mais que escrever, é por isso, meu caro amigo desconhecido, que você vai continuar assim…desconhecido. E não é porque eu quero. Você não vai mudar, você nem quer mudar. Seus sentimentos existem, eu sei, mas devem ser agradáveis demais para você insistir em mantê-los com você e não dividir com ninguém. Você ta pensando como eu posso ser tão egocêntrica né? “Não é porque eu não te digo o que sinto que não digo para ninguém”. Taí uma verdade sobre mim: eu sou egocêntrica.&lt;br /&gt;            Tão egocêntrica eu sou que acabo não pensando nas pessoas e na reação delas. Eu digo o que eu sinto que preciso dizer, para o meu conforto. E nunca me perguntei se as pessoas querem ou estão disponíveis de ouvir, e no seu caso, ler.&lt;br /&gt;            Você me é tão desconhecido que me deixa confusa. Você é tão desconhecido que eu acabo perdida e preciso te imaginar. E é te imaginando que eu me perdi, eu sei. Eu preciso guardar a minha criatividade para coisas menos perigosas e que não envolvam pessoas. Você não tem nada a ver com os meus sonhos, além de ser protagonista deles.&lt;br /&gt;            Há uns dias que eu escrevo. E tudo que eu escrevo tem seu nome, tem a tua cara que eu imagino. Acho que você não percebe, ou finge que não percebe. É tão mais fácil fugir de mim do que ler o que eu tenho para te escrever, não é? E diferente de você, eu nunca apago.&lt;br /&gt;            Esse foi o texto mais mal escrito da história da minha vida, um dos que eu mais demorei para escrever, e eu recorro ao Chico, porque ele diz e eu repito que eu prefiro então partir a tempo de poder a gente se desvencilhar da gente…&lt;br /&gt;            Você vai ser sempre meu amigo desconhecido, por quem eu inevitavelmente me apaixonei… Eu não sei como você veio, agora é hora de saber como você foi embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Um beijo, de quem não conheceu os seus,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                              Ms. P.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-4572045439903030605?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/4572045439903030605/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=4572045439903030605' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/4572045439903030605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/4572045439903030605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2009/04/carta-ao-meu-amigo-desconhecido.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-2540732597919156126</id><published>2009-04-16T21:49:00.000-03:00</published><updated>2009-04-16T21:50:24.676-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>É como se você estivesse aqui. Eu to gargalhando das suas piadas sem graça e da sua cara de tédio. Você reclamou de novo da minha comida, fica dizendo que sempre fica sem sal. É claro que não é tão boa quanto a da sua vó, não precisa me lembrar disso. “Ela não me manda lavar a louça!”. Claro que não, ela não mora numa república!&lt;br /&gt;Parece que você ta aqui, lendo, enquanto eu tiro o meu cochilo pós almoço, deitada na sua barriga e ouvindo a sua digestão da minha comida sem sal. Eu gosto de dormir assim, me acalma porque é o barulho que me lembra que você continua comigo, não importa a besteira que eu diga, ou a falta de sal na comida.&lt;br /&gt;Eu não encontro a minha saia, enquanto você ri da minha promessa para São Longuinho. “você nunca cumpre suas promessas”. Não mesmo. Eu tinha me prometido não me apaixonar de novo.&lt;br /&gt;Seria bom se você tivesse aqui, você ia rir da facilidade com que choro, ia me chamar de manhosa e mandar eu mostrar o machucado…”Não é nada”, você me diria passando o remédio e me dando beijinhos estupidamente rápidos e estalados que fariam cócegas na minha bochecha, e me fariam rir, mais uma vez.&lt;br /&gt;Eu sempre fico ansiosa pela noite, como se você fosse chegar em casa, imitar o Dino e me chamar com algum apelido idiota que você vai pensar na hora. Você vai fingir que não percebeu que eu sai antes da aula para me arrumar e te esperar, fingindo que a roupa foi escolhida ao acaso e que eu não tinha sequer me arrumado. Mas o brinco não nega. Você perceberia que eu coloquei o brinco que você me deu. E não era por acaso.&lt;br /&gt;Eu te sinto aqui, é maluco, eu sei. Mas as vezes eu leio em voz alta um trecho do livro que você ia gostar. Ai eu começo a rir imaginando você interpretando um personagem do machado. Ai eu paro de rir, claro. Não tem graça, eu to sozinha, com o dedo machucado, sem beijinho estalado e comendo sozinha, vestida com a primeira roupa que eu achei,  uma comida sem sal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-2540732597919156126?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/2540732597919156126/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=2540732597919156126' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/2540732597919156126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/2540732597919156126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2009/04/e-como-se-voce-estivesse-aqui.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-7340310851550458388</id><published>2009-04-14T22:25:00.000-03:00</published><updated>2009-04-14T22:30:31.404-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;quero ficar no teu corpo feito tatuagem, &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;que é pra te dar coragem para seguir viagem&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;quando a noite vem...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu não lembro de ter sido tão desejada. Ele queria mesmo que eu tivesse ali. Ele queria que eu fosse dele, daquela maneira, como a gente havia sonhado durante dias. A minha alma parecia tão próxima da dele, que ali, colados (corpo a corpo, boca a boca), quanto mais dentro de mim ele estava, mais dentro deveria estar. E nunca era o suficiente. Não parecia justo que duas pessoas não pudessem definitivamente ser uma só. Como? Eu quero que vocês, senhoras e senhores, me expliquem como é possível? Se nada nele podia ser eu, se nada do que me emocionava também o emocionava, me diz porquê? As coisas deviam fazer sentido e não perderem o nexo quando ele chega. Mas é o cheiro, são as mãos compridas, é a cara de quem já me conhece mesmo sem nunca ter me visto.&lt;br /&gt;Eu fui ficando meio bêbada daquele menino, que tinha cara de menino e voz de homem. Justo dele, que se envergonhava perto de pessoas bêbadas. Ele acha ridículo o jeito que eu danço, ele não gosta de como eu me visto, ele não entende meu caminho torto. Mas sabe que eu me dispo se ele pedir. Sabe que eu paro de dançar se ele quiser. Sabe que eu ando em linha reta se ele me deixar pegadas para eu seguir. Eu só não posso, menino, apagar as marcas. Eu só não posso, menino, dizer que eu já não sou. Minhas marcas são meu manifesto e um aviso: eu sabia que você ia chegar, o menino com jeito de homem que ia derrubar meu castelo de cartas. Eu marquei meu corpo para me prevenir de você. Não adiantou, mas isso você não pode apagar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-7340310851550458388?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/7340310851550458388/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=7340310851550458388' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/7340310851550458388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/7340310851550458388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2009/04/quero-ficar-no-teu-corpo-feito-tatuagem.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-8307612840434964571</id><published>2009-04-11T01:10:00.000-03:00</published><updated>2009-04-11T01:12:36.628-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;Esse texto foi feito para um menino e uma menina, &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;que deixam meus dias aqui menos frios...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;A menina de quem eu falo tinha no nome aquilo que ia ser uma sina, bela. O menino, até onde se sabe, levava no nome a incógnita: rico? Ninguém aqui falou de dinheiro.&lt;br /&gt;Ele tinha uma riqueza qualquer que quase soterrava o corpo todo. Ele se afogava na própria alma que ele não sabia conduzir, ficavam só os cabelos loiros a voar. Recém fizera dezoito anos e tinha muito sentimento para carregar.&lt;br /&gt;Ela, também muito nova, trazia no rosto um paradoxo: olhos tão fundos que remontariam a uma experiência vinda de não se sabe onde, misturados com um sorriso que era de hoje, que sorria para o agora. Bela tinha tanto medo do futuro, que contava seus dias como alguém que separa minusciosamente o feijão. Um dia bom, um dia ruim.&lt;br /&gt;Ele, ainda sem entender o que é que acontecia, tinha que manter uma imagem, um semblante, ainda que no fundo quisesse dizer para ela…bela, bela…acontece que essa noite, acontece que nessa vida, ele só queria saber dela.&lt;br /&gt;O olho verde ficava ainda mais verde quando ele chegava perto. Ele tinha medo de ser perder naquele verde todo, parecia uma selva imensa. Justo ele, que morou a vida toda na cidade.&lt;br /&gt;Ela vai pedir que ele prometa que vão ficar sempre juntos. Ele vai dizer que não é homem de promessas, mas vai dizer, lá no fundo, onde só ele e seu Deus escutam, que ele tinha feito aquela promessa há dias, enquanto colhia as flores perdidas no verde dos olhos dela.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-8307612840434964571?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/8307612840434964571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=8307612840434964571' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/8307612840434964571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/8307612840434964571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2009/04/esse-texto-foi-feito-para-um-menino-e.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-2082274755516854032</id><published>2009-04-10T21:22:00.000-03:00</published><updated>2009-04-10T21:39:23.698-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Você disse que me lê. Eu não duvido. Então essa vai ser a nossa despedida. Aqui, nesse lugar, onde tudo começou.&lt;br /&gt;Você me disse que se apaixonou primeiro pelo que eu escrevia e depois por mim. Enquanto eu me apaixonei por você inteiro, o tempo todo.&lt;br /&gt;Eu não vou voltar nesse assunto do você gostou ou não gostou de mim. Isso perdeu completamente o sentido. Eu vou falar do que eu sinto, e só. Eu preciso virar a página desse livro, e eu só posso virar essa página escrevendo esta história até o final.&lt;br /&gt;Vamos lá, eu vou falar aquilo tudo que você já sabe: eu te amei feito uma idiota, eu achei que o meu mundo começou a fazer sentido no dia que você entrou na minha vida... Eu achei que você era o homem da minha vida. E eu ainda acho.&lt;br /&gt;Mas o homem da nossa vida pode passar por ela e ir embora. É sorte demais que ele espere que você cresça e veja as coisas como as coisas realmente são. Eu sempre vi tudo meio errado.&lt;br /&gt;Todos as pessoas que eu conheço já me mandaram te esquecer. Eu já me mandei te esquecer. Você, se bobiar, já mandou eu te esquecer. Mas é aquela coisa, né...eu sempre fui teimosa.&lt;br /&gt;Várias vezes eu escrevi o email de despedida, a foto de despedida, a conversa de despedida. Bando de besteira. Eu sempre te dava adeus doida pra ouvir um até logo, até breve, até agora. Até agora eu to esperando que você venha dizer que sente a minha falta, e não só as vezes..&lt;br /&gt;Meu deus, quanto tempo faz? Meses, mais de um ano. Tudo mudou na minha vida. Nada lembra quem eu era quando eu te conheci. Acho que nem você lembra quem eu era quando eu te conheci.&lt;br /&gt;Eu lembro. cada detalhe seu. e eu amei, cada detalhe seu. até os que eram menos bonitos, ou feios, mesmo.&lt;br /&gt;Eu dizia que você era uma letra só, a letra B. A letra B que era o que fazia meu vocabulário existir, minha poesia acontecer. Você vai ser a única letra que eu não vou poder mais usar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca tentei te esquecer. Eu  nunca quis tirar você da minha vida. Mas agora eu tenho que tentar. E eu vou aprender que não vale a pena te amar. nem mais, nem demais.&lt;br /&gt;E se me encontrar por aí, vira o rosto e se esconde. Porque eu prefiro teu rosto virado do que a tua incapacidade eterna de me olhar nos olhos...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-2082274755516854032?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/2082274755516854032/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=2082274755516854032' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/2082274755516854032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/2082274755516854032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2009/04/voce-disse-que-me-le.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-7687751906950624071</id><published>2009-04-07T23:45:00.001-03:00</published><updated>2009-04-07T23:45:23.745-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Você conhece aquele rapaz que vem vindo em minha direção? Não, quem é? Também não sei, mas ele me olha de um jeito que parece que já me conhece, até me dá medo de ouvir o que ele vai me dizer. E como você sabe que ele vai te dizer alguma coisa? Eu sei que vai, pelo jeito que me olha e pelo jeito que obriga eu a olhar, eu vou me perder nos olhos deles e parece que assim deve ser melhor. Você tem essas idéias.&lt;br /&gt;Ele me pergunta o que eu sei, e eu sei tão pouco..Não me olha assim, rapaz…&lt;br /&gt;O que você sabe, me diz?&lt;br /&gt;Eu só sei o que eu sinto, eu sei o que eu vejo. Eu sei porque eu minto para não dizer que te desejo. Eu sei pelo momento e pela inspiração, eu sei pelo tormento que diz que é amor essa confusão. Eu sei pela saudade, pela falta que me faz não te ver sorrir. Eu sei que é verdade porque é em ti que eu penso antes de dormir. Eu sei pelo beijo que você me dá quando chega em casa, eu sei porque isso me molha, me encharca, vaza. Eu sei porque todos os sonhos que eu tive foram contigo. Eu sei porque é seu abraço que eu chamo de abrigo. Eu sei quando eu recebo tua mensagem, na noite e no frio. Eu sei pela tristeza que dá o meu e-mail vazio. Eu sei pela vergonha de ti quando me porto como louca, eu sei pelo medo de mostrar a minha voz rouca. Eu sei quando não faz sentido e quando eu uso esses clichés. Eu sei porque vai ser melhor porque vai ser com você. Eu sei porque dá vontade de dizer, e eu sei porque não sei como falar…eu sei quando entendo que viver é aos poucos me matar. Eu sei quando eu perco o ar, eu sei quando não acho o chão, eu sei quando eu peço para você voltar e fico morrendo de medo da solidão. Eu sei quando te vejo dormir, eu sei pelo ciúme de tudo. Eu sei quando te faço sorrir, eu sei quando você acaba mudo. Eu sei porque já é tão tarde e eu espero você chegar. Eu sei que você vai embora, eu sei que você não vai esperar…&lt;br /&gt;Me espera?&lt;br /&gt;Não posso, acontece que você não sabe de nada…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-7687751906950624071?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/7687751906950624071/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=7687751906950624071' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/7687751906950624071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/7687751906950624071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2009/04/voce-conhece-aquele-rapaz-que-vem-vindo.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-3257795107018835518</id><published>2009-04-04T13:29:00.001-03:00</published><updated>2009-04-04T13:29:44.787-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu vou tentar te escrever tudo aquilo que eu não te disse. Eu vou te escrever todas as músicas que eu mandei e você não pode ouvir. Eu vou vomitar o sentimento do mundo no seu colo, e você vai fazer dele massa para um outro que vai nascer.&lt;br /&gt;Eu vou dançar no seu ritmo, andando atrás das suas pernas, como se elas fossem a única que estrada que me leva a mim mesma. Seu caminho vai torto, eu tonta, não sei quando vai acabar.&lt;br /&gt;Eu não quero te dar datas para lembrar, não quero te dar responsabilidades, não quero te dar sentimentos para sentir. Eu não quero te dar saudade.&lt;br /&gt;Eu não quero te dar sonhos, porque eu não vou estar aí para te acordar deles.&lt;br /&gt;Eu não quero te assustar, eu não quero que você tenha medo de mim. Eu tenho medo de mim, e isso já basta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meus dedos se perderam nas contas que eu faço do dia que vai chegar. Vai chegar, eu sei que vai chegar. Mas o mundo parece tão vasto. Mundo, mundo, vasto mundo eu vou me afogar em saudade e o mundo não vai deixar de ser vasto.&lt;br /&gt;Eu me arrasto. Assim é mais fácil. Já desaprendi a ficar de pé; meu joelho não aguentaria outra queda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora você vai me fazer sorrir, mais uma vez. E eu vou me aguentando, nem de joelhos, nem de pé, você vai me fazer sorrir porque essa é a sua arma mais forte e você sabe dos truques para me fazer esquecer do que eu preciso lembrar: eu preciso lembrar que eu não te posso deixar esquecer…tem tanto tempo que eu quero te dizer isso, aquilo e mais um pouco, e eu só te conheço há uma vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-3257795107018835518?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/3257795107018835518/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=3257795107018835518' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/3257795107018835518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/3257795107018835518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2009/04/eu-vou-tentar-te-escrever-tudo-aquilo.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-4166677928974055348</id><published>2009-03-22T14:20:00.001-03:00</published><updated>2009-03-22T14:20:54.286-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ele era Ele. Não podia dar a ele um nome que não fosse Ele. Até porque Ela, por ser Ela, tinha problemas em nomear as coisas, os sonhos e os sentimentos. Ele descobriu Nela que não fazia sentido esperar que as coisas ganhassem nome. E que a vida ganhasse forma. Ele não tocava violão porque não conseguia se livrar do fardo de ser canhoto. Ela era ambidestra, pintava com a esquerda e desenhava com a direita.&lt;br /&gt;Ele tinha um sorriso lindo, que Ela até tinha pena de cobrir com beijo. Mesmo assim, tapou o sorriso dele com uma gaita e disse “toca”. Ele demorou mas com uns treinos até produzia alguma coisa parecida com música. Ela achava que tudo podia ficar guardado naqueles centímetros de boca: seu sorriso, seu beijo e agora sua música.&lt;br /&gt;Ele não sabia dançar, não sabia cozinhar, não sabia fazer um elogio.&lt;br /&gt;Ela queria dançar até o corpo cair no chão. Ela queria ouvir que os olhos dela, míopes, escuros e cheios de olheira eram os mais bonitos que ele já tinha visto.&lt;br /&gt;Ele ainda não reparou nos olhos dela.&lt;br /&gt;Ele tava querendo achar um jeito de mudar o mundo e ela insistindo para ele mudar de camiseta. Ela ia acumulando sonhos de conhecer o mundo e ele acumulando louça naquela república bagunçada, onde ela queria acordar todos os dias.&lt;br /&gt;Ele tinha que ler. Ela tinha que estudar. Ele odiava se apaixonar. Ela procurava paixão em cada esquina. Ela convidou pra ver um filme. Ele queria um documentário, ela queria uma ficção científica.&lt;br /&gt;Ela somou os nomes, os signos, as idades.&lt;br /&gt;Ele acha o nome dela longo, não acredita em astrologia e sempre preferiu mulheres mais velhas. Ele pediu pra ela voltar mais cedo e parar de fumar. Ela chegou em casa de manhã e cheirando a cigarro.&lt;br /&gt;Ele resolveu que estava tudo acabado. Fechou o livro, a porta, dobrou o lençol da cama.&lt;br /&gt;Ela pediu mais uma chance de ouvi-lo tocar gaita. Só mais uma música e Ela ia embora…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele tocou o acorde final, que Ela não conhecia. Ela foi embora e Ele nunca a conheceu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-4166677928974055348?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/4166677928974055348/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=4166677928974055348' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/4166677928974055348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/4166677928974055348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2009/03/ele-era-ele.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-1751517516185546380</id><published>2009-03-13T10:56:00.000-03:00</published><updated>2009-03-13T10:57:48.743-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;em&gt;pra duas gaúchas que fizeram a vida dessa paulista diferente..&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O problema de ser esse tal de ser humano é que a gente cansa. A gente cansa do não-ditos, porque seria mais fácil dizer.A gente cansa de não receber a resposta que a pergunta fez, porque é tão mais fácil responder do que se calar. É mais fácil dizera verdade do que usar de joguinhos. e por que não dizer "eu morro de saudade" se a palavra sufoca e vira um nó de corda na suagarganta toda vez que você tenta entendê-la.É mais fácil desistir que continuar tentando é mais fácil evitar que procurar, é mais fácil ser só mais um. Mas agora eu escolhio mais difícil. e ele tinha que ser o único, eu iria procurá-lo. e, agora, quando tudo diz pra ser ao contrário, eu continuo tentando!&lt;br /&gt;Era menina, ainda, mesmo que o jeito decidido que fazer as coisas quisesse convencer o mundo que não. Tinha toda a vontade de viver o mundo e levá-lo de cavalinho nas costas mas sempre era freiada por uma sensação de "ta faltando alguma coisa". Tá faltando alguém. Deus, como ele fazia falta.Se fazia de forte, se convencia que não podia perder a vida, as amigas, as coisas. Tinha um mundo na frente, uma mochila nas costas e uma garrafa na mão.O cigarro ia sendo acendido a medida que o sorriso dele ia sumindo na cabeça dela. Ela não podia se deixar esquecer. A lembrança, hoje, era tudo que lhe restava.&lt;br /&gt;Caminhava, assim era mais limpar a cabeça. Aquele vento gelado aliviaria qualquer dor. Não podia sentir. Havia prometido que eram tempos de alegria.Que bonito ficava o seu rosto quando se deixava sorrir, despreocupadamente, como se o vinho nunca fosse acabar e a ressaca fosse uma invenção de quem tinha desistido de ser feliz.&lt;br /&gt;O tempo ia passando e ela não sabia se ia se descobrindo como realmente era ou como era sem ele. Sem ele, o mundo tinha menos cor. Mas quem disse que ela não poderiapintá-lo sozinha?&lt;br /&gt;Sentou. Já não era preciso caminhar para aliviar a cabeça. Acendeu um cigarro por gosto, não por necessidade. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-1751517516185546380?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/1751517516185546380/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=1751517516185546380' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/1751517516185546380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/1751517516185546380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2009/03/pra-duas-gauchas-que-fizeram-vida-dessa.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-225409224019899684</id><published>2009-02-12T13:58:00.000-02:00</published><updated>2009-02-12T14:11:32.183-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ela tinha os meios mais simples para te esquecer: livrar-se de suas fotos, sua letra, seus livros, seus beijos. Apaixonar-se por outro, outros, outras. Enumerar seus defeitos, suas falhas, não ligar para sua saudade. Mas ela atravessou um oceano inteiro, porque achou que só assim conseguiria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha aprendido que não entenderiam, simplesmente, não entenderiam seus gestos, seus medos não entenderiam seus motivos. Não entenderiam sua falta de respeito, seu desprezo, não entenderiam sequer seus sorrisos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fez tudo pelo caminho mais difícil, como sempre: escolheu a profissão que ninguém acreditava, escolheu a aparência que poucos confiavam, escolheu ter tido uma grande paixão por pouco tempo, do que um caso eterno de carinho. Escolheu o impacto do vermelho, do que a calma do azul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo dia se perguntava: Por que sempre opta pelo caminho que machuca mais? Por que sempre prefere aprender tudo do jeito mais sofrido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, ela entendeu: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;um homem não vai menos perdido por caminhar em linha recta...&lt;/span&gt;("O ano da morte de Ricardo Reis", José Saramago). Então tá, assim é mais fácil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-225409224019899684?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/225409224019899684/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=225409224019899684' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/225409224019899684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/225409224019899684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2009/02/ela-tinha-os-meios-mais-simples-para-te.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-4532804758736626114</id><published>2009-02-03T03:39:00.000-02:00</published><updated>2009-02-03T03:59:46.813-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>eram dois estranhos.de nada sabiam um do outro mais do que aquele outro naquele momento tinha que fazer. quase se engoliram de tão trôpegos de uma saudade de um tempo que nunca existiu; nem pra ele, nem pra ela. ela lembrava do seu cabelo comprido e de como aquilo tinha sido uma idéia de criança. ele lembrava dela exatamente do ponto onde o ser criança tinha passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconheciam-se porque o tempo, por mais cruel que pode ser, não apaga a memória. Leva os cabelos dele. leva a ingenuidade dela, mas não leva uma vontade guardada e quase esquecida no fundo do porta-mala daquele carro pequeno; sob medida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo, já dito cruel, passava na velocidade da luz, agora, que eles tentavam desesperadamente entrar um no corpo do outro. Ela não parava de pensar no que ele podia pensar; 'é ridículo, é loucura'. eram dois estranhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na tentativa última de saber o mínimo daquele que podia ser a causa de uma insônia no dia seguinte ensaiou uma pergunta: você...&lt;br /&gt;mas ficou quieta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;separaram-se, despediram-se: quem sabe um dia ele volte a ter cabelos longos e ela volte a ser ingênua. quem sabe um dia se esquecem de ter que lembrar pra continuar fazendo sentido...era melhor que fossem estranhos. ela tinha medo de se reconhecer nele.&lt;br /&gt;ele tinha medo de lembrar-se dela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-4532804758736626114?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/4532804758736626114/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=4532804758736626114' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/4532804758736626114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/4532804758736626114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2009/02/eram-dois-estranhos.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-8965205814189869974</id><published>2009-02-01T03:37:00.000-02:00</published><updated>2009-02-01T03:57:37.600-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Você poderia, por favor, dizer o que pensa sobre os homens?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, os homens...os homens são ótimos. Eles podem fazer xixi em pé, puta tecnologia essa história de pênis né? Tirou, xixi, pronto. Acho genial. E tem aquela história do desapego. Ah, digníssimo como homem não se apega a nada, só a mãe, né..mas essas coisas de psicanálise explica o tal do édipo. Então, a questão é que sabem mentir muito bem. Isso eu invejo. Eles falam que você é linda com a facilidade que comentam o clima no elevador. Mentem, olhando nos olhos e tudo mais. Essa coisa de mentir descaradamente é uma evolução do ser humano, sabe? Tipo perder o rabo? A gente perdeu o rabo. Homem, definitivamente, é mais evoluído porque sabe mentir. Além disso tem a coisa da capacidade de abstração. Homem abstrai: abstração, nessa coisa de new age é luxo! 'ela tem pêlo em cima do nariz e um dente no céu da boca: e daí? é gostosa'. Queria ser assim, acho que uma capacidade de enxergar no ser humano que ele tem de melhor: a essência! Homem sabe ver essência...é diferente, sabe ser sensível, né? Os músicos, vamos falar dos músicos! Como são ótimos os músicos...eles tão lá, tocando, com uma tremenda capacidade de olhar todas as fãs-pseudo-groupies AO MESMO TEMPO e, obviamente, selecionar quem vai ser a tiéte da noite e tal. Acho bonito que eles não se prendem..tipo MADE IN BRAZIL dizia 'mulher de músico é a música', isso aí. Músico não se apaixona, só por música, e a gente se apaixona pelo músico, pela música do músico, pela baqueta do músico, pela palheta do músico e ele tá lá; devoto da tal melodia. Invejo os músicos.&lt;br /&gt;Ai, não podia deixar de falar da questão social dos homens. A imagem socialmente construída dos homens é um luxo, minha gente: eles bebem, são boêmios e nós alcoolátras-desclassificadas-sem-família. Eles se drogam são descolados e nós perdidas. Eles trepam com todo mundo, são garanhões interessantíssimos, nós, biscates e afins; sem dizer que eles não depilam, não menstruam e não tomam A PORRA DA PÍLULA DO DIA SEGUINTE; afinal, se a camisinha estourou certamente não foi culpa da incapacidade do homem de colocá-la. Vai ver a mulher é que se mexeu demais...&lt;br /&gt;Mas é assim mesmo, homem é metrossexual, mulher é peruona e fútil.&lt;br /&gt;Mas sabe o que eu acho mais digno no sexo dito-não-frágil, além da incapacidade de chorar com facilidade? é que eu termino esse comentário, durmo triste, acordo....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;....e me apaixono de novo...por outro homem, idêntico aos outros; porque eles são incapazes de ser diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;[salvo meus amigos gays - a melhor invenção do pós-modernismo]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-8965205814189869974?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/8965205814189869974/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=8965205814189869974' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/8965205814189869974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/8965205814189869974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2009/01/voce-poderia-por-favor-dizer-o-que.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-8418034702542203512</id><published>2009-01-28T02:13:00.000-02:00</published><updated>2009-01-28T02:26:14.910-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ele não entendo porque eu conto a verdade, porque eu hoje digo tudo que senti, sinto e o que achei que pudesse ser sentido. Ele não entende porque eu fiquei quieta quando ela pedia pra eu gritar. Hoje eu acordei gritando, sozinha, e vou dormir sussurrando. Ainda sozinha. Agora é fácil dizer a verdade, falar do que podia ter sido. Falar do que podia sido e não foi. Antes eu tinha medo, agora eu tenho saudade desse medo.&lt;br /&gt;Eu devia, há muito tempo, ter dito que a resposta era sim; claro que eu largaria tudo pra ficar com você. Largava família, faculdade, amigos, largava a mim mesma. E é por isso que você foi embora, eu larguei a mim quando você já não tinha mais forças pra me segurar.&lt;br /&gt;e sozinha eu cai, largada, no chão.&lt;br /&gt;Hoje eu posso te dizer a verdade, dizer que eu te amava feito uma idiota, e que o primeiro beijo que você deu em mim foi o recado do resto dos meus dias; você não vai mais poder ser tão feliz.&lt;br /&gt;E não fui. e não tem como ser, se o sorriso que eu carrego hoje, é o que sobrou do seu sorriso de ontem...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-8418034702542203512?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/8418034702542203512/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=8418034702542203512' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/8418034702542203512'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/8418034702542203512'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2009/01/ele-nao-entendo-porque-eu-conto-verdade.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-1389676184063344645</id><published>2009-01-27T20:27:00.001-02:00</published><updated>2009-01-27T20:41:27.831-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;À Nayara, minha amiga de cachos e muitos não-ditos..&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Quem é aquele homem bonito que vai sorrindo, olhando aquela vitrine como se o manequim tivesse acabo de contar uma piada? Aquele homem que não percebe que eu já vi o rosto dele me olhando no reflexo, e que acha que assim, de costas, é mais fácil me encarar? Quem é aquele homem que fala sussurrando, cabisbaixo e que morre de medo de deixar eu ver seus olhos? Quem é aquele homem que só me diz a verdade por letras de músicas? Que é aquele homem tão lindo que vai me deixando sem fôlego mesmo quando não me beija? Quem é aquele homem discreto que escreveu que me ama na areia, e apagou antes do vento? Quem é aquele homem que faz planos pro futuro e diz que o roteiro de um filme que ele pensa em escrever? Quem é aquele homem que veio pra ser o homem da minha vida? Quem é aquele homem que criou o meu sorriso e agora leva embora? Quem é aquele homem que tem medo de ser meu e mentiu pro mundo que eu não era sua? Quem é aquele homem que entrou na minha vida para acabar com ela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fecho os olhos, o decote, a mão. Eu guardo meu sorriso, eu não digo a verdade eu também falo baixo. Eu, que sorria e gritava dizendo: vem, meu homem. Agora eu to quieta, to quase sozinha. To do lado dele, brincando de manequim...tem um vidro entre a gente.. tem um vidro não deixando eu encostar nele... homem, essa vitrine é o teu medo. Perde esse medo e me despe. Eu não quero mais brincar de manequim...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-1389676184063344645?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/1389676184063344645/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=1389676184063344645' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/1389676184063344645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/1389676184063344645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2009/01/quem-e-aquele-homem-bonito-que-vai.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36299789.post-2665010184629102275</id><published>2009-01-25T14:21:00.000-02:00</published><updated>2009-01-25T14:33:11.489-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Não tinha entendido que o mundo não é justo. Não sabia ainda que é de muita malandragem e pouco respeito que se faz uma relação. Empalideceu. Nunca soube como agir diante daquilo: a dualidade do eu te amo, mas não sei por onde te desculpar.&lt;br /&gt;Cresceu confiante no que lhe ensinaram: nunca julgue, ou será julgada. por dias e dias se perguntou: e os que me julgam, quem os julgará depois? A mim me calaram. Quantos mais acreditam que é do silêncio que cresce o respeito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez ela se calou e seguiu vestindo as suas roupas que ninguém perdoava, a sua boca pintada que ninguém entendia: é um manifesto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o seu cabelo desorganizado, sua unha vermelha, seu corpo marcado; é tudo um pedido, uma súplica silenciosa que insiste: não venha me julgar. hoje, ela só quer saber de si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E todos aqueles que ela despreza. todos aqueles que ela não tolera. Um julgamento?&lt;br /&gt;Um pedido de licença.&lt;br /&gt;A vida dela é curta demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vamos mais perder tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;She don´t lie, cocaine...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36299789-2665010184629102275?l=cervicalpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/feeds/2665010184629102275/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36299789&amp;postID=2665010184629102275' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/2665010184629102275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36299789/posts/default/2665010184629102275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cervicalpoetica.blogspot.com/2009/01/no-tinha-entendido-que-o-mundo-no-justo.html' title=''/><author><name>Rosa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
